Atividade funcional local (...continuação)
c. Função sebácea.
As glândulas sebáceas sintetizam o sebo pela estimulação androgênica (ação da testosterona). Sua atividade começa na adolescência.
A quantidade de sebo eliminado em direção à superfície da pele, por unidade de superfície e em determinado tempo, depende do volume glandular total em atividade: esta quantidade é determinada pelo índice seborréico e se pode medir sobre a pele mediante um aparelho denominado Sebomether, tal como desenvolverá em “parâmetros dermato-cosmético” no capitulo 10 deste livro.
É importante saber como está distribuído o sebo dentro da estrutura glandular e seus conduto até ser vertido na pele, pode ser expressada assim (ver figura.53 no capitulo 9 de Alta-cosmética II):
1. Deposito folicular: é o sebo localizado no conduto excretor no conduto pilossebáceo. Este sebo não se pode extrair com éter nem com papel absorvente.
2. deposito capilar: é o sebo contido no interstício da camada córnea. Pode-se extrair quase totalmente.
3. sebo livre: é o sebo vertido sobre a superfície cutânea. Essa localização do sebo nos explica os aparentes ressurgimentos dos tratamentos corretos para a seborréia onde se observa um aumento da mesma, vários dias após um tratamento bem desenvolvido.
Trata-se da eliminação do sebo localizado no depósito folicular; fato que acontece mesmo depois de freada a excessiva produção de sebo por parte da glândula. Há fatores que podem aumentar a secreção sebácea; por exemplo: a temperatura, a umidade e a pressão atmosférica.
De todas as formas, a quantidade de sebo sobre a pele se relaciona diretamente com a presença de maior qualidade de glândulas sebáceas. Por estes motivo, estão bom determinadas as zonas seborréicas: zona T fácil, couro cabeludo, nuca, parte alta das costas, tórax e braços.
O sebo está composto por ácidos graxos livres (que podem ser saturados ou glicerídeos) e um 5% de colesterol (metade livre e metade combinada). Além disso, contém hidrocarbonetos, esqualeno, fosfolopídios e tocoferol (vitamina E).
Uma das funções biológicas mais importantes do sebo cutâneo é sua união com o suor, com o qual forma uma emulsão que constitui o manto emulsionado ácido epicutâneo, tema que se abordará no capitulo 22 de alta-cosmética II. O sebo cumpre também outras funções já mencionadas em “Glândulas sebáceas” no capitulo 2 deste livro.
d. Função sudoral
O suor é secretado pelas glândulas sudoríparas. É a secreção externa mais abundante da pele. Divide-se em:
1. Suor ecrino: é segregado em forma intermitente. Sua secreção é aumentada pela ação do calor, pelas emoções e pela atividade muscular. Sua quantidade pode chegar até 4 litros por dia.
Contém 99% de água, 0.50% de sais inorgânicos e caprílico e cáprico; todas estas substâncias são voláteis e olorosas. Além disso, contêm acido láctico (que tem uma função organizadora e estabilizadora), acido ascórbico, acido cítrico, colesterol e seus ésteres, aminoácidos e glicose.
2. suor aprócrino: sua secreção começa na puberdade. É leitoso, escasso e muito odorífero. Localiza-se nas axilas, margens do ânus, região genitocrural e conduto auditivo externo.
Funções do suor:
1. regulação térmica, através da dissipação do calor;
2. manter o balanço hídrico e eletrolítico do organismo;
3. função depuradora: cumpre-se através da excreção de metabolismo;
4. formação, com o sebo, da camada emulsionada acida epicutânea;
5. contribuição para manter o pH da pele entre 5 e 5,5 função que cumpre junto com o sebo;
6. contribuição para conferir o cheiro da peculiar da pele.
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