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    SISTEMA LINFÁTICO

    É um sistema formado por vasos e órgãos linfóides e nele circula a linfa, sendo basicamente um sistema auxiliar de drenagem, ou seja, auxiliar do sistema venoso. Nem todas as moléculas do líquido tecidual passam para os vasos sangüíneos. É o caso das moléculas de grande tamanho, que são recolhidas em capilares especiais: os capilares linfáticos, de onde a linfa segue para os vasos linfáticos, e destes para os troncos linfáticos, os mais volumosos, que por sua vez lançam a linfa em veias de médio ou grande calibre. Os capilares linfáticos são mais calibrosos e mais irregulares que os vasos sangüíneos, e terminam em fundo cego, sendo encontrados, na maioria das vezes, como satélites dos capilares sangüíneos. São extremamente abundantes na pele e mucosas.
    Os vasos linfáticos possuem válvulas como as das veias, e elas asseguram o fluxo da linfa em uma só direção, ou seja, para o coração. Como o calibre do vaso é menor, no nível da localização das válvulas, ele apresenta-se irregular e lembra as contas de um rosário. O maior tronco linfático recebe o nome de ducto torácico, e geralmente desemboca na junção da veia jugular interna com a veia subclávia, do lado esquerdo. Os vasos linfáticos estão ausentes no SNC, na medula óssea, nos músculos esqueléticos (mas não no tecido conjuntivo que o reveste) e em estruturas avasculares.
    O sistema linfático assemelha-se ao sistema sanguífero em muitos aspectos, mas dele difere em outros. O sistema linfático está constituído de capilares onde ocorre a absorção do líquido tecidual, mas estes capilares são tubos de fundo cego. Por outro lado, sistema linfático não possui um órgão central bombeador, apenas conduzindo a linfa para vasos mais calibrosos, que desembocam principalmente em veias do pescoço. Uma outra importante diferença é que os vasos linfáticos associam-se a estruturas denominadas linfonodos.
    1 - LINFA
    Composta de água em 96%, a linfa é considerada o líquido mais nobre do organismo. Pode ser incolor, esbranquiçado ou amarelo-limão. A linfa pode vir a ser ainda, conforme sua composição, opaca e leitosa durante a digestão na região do quilo.
    Fisiologicamente distingue-se uma istolinfa ou linfa intersticial da linfa propriamente dita ou linfa vascular. Ou seja, o líquido intersticial, apesar de muitas vezes ser chamado erroneamente de linfa, é apenas parte desta.
    A linfa é composta por uma parte líquida e uma carga linfática obrigatória.

    1.1 - Parte Líquida
    Uma vez que se origina nos espaços intersticiais, seu componente líquido é, portanto, basicamente o líquido intersticial, que por sua vez assemelha-se ao plasma sangüíneo. Seu teor em substâncias solutas e pequenas moléculas varia conforme a região da sua origem, acompanhando as variações da substância fundamental. A condição de líquido transportado pela linfa depende das condições hídricas do tecido de origem, porém podemos definir esta quantidade como líquido excedente.
    Dr.Kunke ilustrou a relação entre circulação sangüínea, substância fundamental e circulação linfática muito vivamente, comparando o tecido intersticial a uma banheira, onde a circulação sangüínea, na sua parte de capilares arteriais, toma o papel de entrada de água (filtração dos capilares); a substância fundamental representa o nível de água dentro da banheira; os capilares sangüíneos venosos a saída da banheira; e os capilares do sistema linfático a saída de emergência.
    Em outras palavras:

    LÍQUIDO EXCEDENTE = FILTRAÇÃO – REABSORÇÃO
    1.2 - Carga Linfática Obrigatória
    É constituída por substâncias que precisam ser retiradas do meio intersticial para garantir a homeostase e para as quais os capilares linfáticos representam a única possibilidade de retirada. Trata-se de macro-moléculas, principalmente de proteínas, mucopolissacarídeos, lipoproteínas, ácidos graxos complexos, mas também de bactérias e fragmento de células.
    A composição da carga obrigatória varia conforme sua origem. A linfa proveniente do intestino delgado é rica em gotículas de gordura, a ponto de se tornar um líquido leitoso, principalmente após uma refeição gordurosa. A linfa da região hepática é muito rica em proteínas (cerca de 5%), porque transporta uma grande parte das proteínas sintetizadas no fígado para a corrente sangüínea, enquanto a linfa proveniente dos tecidos é cristalina.
    A linfa também contém células, principalmente linfócitos.
    O fibrinogênio está presente na linfa em pequena quantidade, por isso a linfa coagula, porém lentamente.

    2 - OS LINFÓCITOS
    Os linfócitos estão presentes em todos os tecidos linfóides, no sangue, no tecido conjuntivo, na linfa e na medula óssea. Conforme estudos recentes, a medula óssea é um dos mais ativos produtores de linfócitos do corpo. Um outro local de produção ativa de linfócitos é o timo. Também nos linfonodos há produção de linfócitos, em parte por mitose, em parte por transformação de células reticulares fixas neles existentes.
    Distinguimos entre linfócitos B, que parecem originar-se na medula óssea, e linfócitos T, originados ou modificados no timo. Os linfócitos provindos dos tecidos linfóides penetram na corrente sangüínea junto com a linfa no ângulo venoso. Já os linfócitos provenientes da medula óssea são despejados diretamente no sangue.
    Existem linfócitos pequenos, médios e grandes. Os últimos são relativamente raros. Os linfócitos pequenos não têm atividade mitótica, eles derivam dos linfócitos médios e podem crescer através de um estímulo adequado, formando células jovens (imunoblastos), que então entram em mitose.
    Os linfócitos são capazes de chegar rapidamente a qualquer parte do corpo, onde, caso seja necessário, transformam-se do seu estado inativo, em pouquíssimo tempo (48 horas), em linfócitos blásticos (imunoblastos). Após 72 horas, mais de um terço sofreu esta transformação. Os imunoblastos desenvolvem-se, por sua vez, em plasmócitos (células secretoras de anticorpos) ou novamente em linfócitos pequenos.

    3 - MACRÓFAGOS
    Os macrófagos são células grandes, providos de um aparelho vacuolar muito desenvolvido. Eles têm capacidade de fagocitose, podendo ingerir até 100 bactérias antes deles mesmo morrerem. Esta propriedade também os torna importantes na eliminação de tecido necrosado.
    Os macrófagos desempenham um papel importante na defesa do organismo pela captação e identificação dos antígenos (reação inespecífica), e por sua ação sobre os linfócitos (reação imunológica específica).

    4 - LINFA PERIFÉRICA, INTERMEDIÁRIA E CENTRAL
    4.1 - Linfa Periférica
    É aquela que ainda não passou através dos linfonodos. Podemos dizer que se origina das extremidades periféricas.
    4.2 - Linfa Intermediária
    É aquela que já ultrapassou uma ou mais barreiras linfonodais, mas que não alcançou ainda os troncos linfáticos principais.
    4.3 - Linfa Central
    Diz respeito à composição contida nos vasos linfáticos de maior calibre, não tendo possibilidade de atravessar outras estações linfonodais antes do seu ingresso no sistema sangüíneo.

    5 - FLUXO DA LINFA
    O corpo é composto, em grande parte, de fluidos. Estes requerem constante circulação, principalmente do sistema sanguífero para os tecidos e conseqüentemente de retorno para este. Os ductos linfáticos drenam cerca de dois litros de linfa para as veias a cada 24 horas.
    Portanto, o fluxo da linfa é relativamente lento durante os períodos de inatividade de uma área ou órgão. A atividade muscular provoca o aparecimento de fluxo mais rápido e regular. A circulação da linfa aumenta durante o peristaltismo e também com o aumento dos movimentos respiratórios, mas é pouco influenciada por elevação da pressão arterial.
    Não podemos esquecer que as três redes circulatórias, arterial, venosa e linfática, são interdependentes e atuam como vasos comunicantes. No início o coração bombeia o sangue nas artérias. Este contém oxigênio, assim como elementos nutritivos. As células do organismo vão utilizar essas substâncias necessárias para o seu metabolismo, captando o que precisam e eliminando os resíduos no líquido intersticial.
    Os resíduos, em sua maioria, são captados pelo sistema venoso; o restante pelo sistema linfático. Isto porque algumas moléculas são muito volumosas e não penetram nos capilares sangüíneos como, por exemplo, proteínas, bactérias, toxinas, etc.
    Portanto, a princípio, a linfa penetra nos capilares linfáticos, passando para os pré-coletores e logo para os coletores até chegar aos lugares mais importantes do mecanismo de defesa imunitária, que são os linfonodos, local onde os agentes patogênicos responsáveis pelas doenças são metabolizados por fagocitose.
    Depurada e limpa, a linfa é encaminhada para o ducto torácico, onde será lançada nos confluentes venosos, veias jugulares e subclávias direita e esquerda, unindo-se, assim, à circulação sangüínea. Sangue este que será depurado mais tarde pelo sistema renal.
    É difícil calcular exatamente o volume total, mas estima-se que este possa aumentar em até dez vezes em caso de necessidade, ou seja, o corpo humano pode chegar a ter em torno de 20 litros de linfa, sendo escoado ao nível do ducto torácico.

    Este artigo continua na próxima edição.

     

    AUTORES DA ANATOMIA E FISIOLOGIA PARA MASSOTERAPEUTAS

    Breve currículo:

    Joelson Fachini
    •  Formado e Diplomado em QUIROPRAXIA – Método MATHEUS DE SOUZA – pelo IBRAQUI (Instituto Brasileiro de Quiropraxia) em 2005 – São Paulo.
    •  Habilitado em TERAPIAS DAS PEDRAS NATURAIS, em 2004, pelo CENTRO HOLISTICO IDHERA – POA/RS, Registro: FEPLAM nº. 236.467.
    •  ESPONDILOTERAPEUTA, em 2000, pela Escola SOS CORPO - Cx. Sul/RS, Registro: FEPLAM nº. 196.613.
    •  Especializado em MASSAGEM TERAPÊUTICA, em 2000, pela Escola SOS CORPO - Caxias do Sul/RS, Registro: Escola SOS CORPO, sob nº. 94/93 009.
    •  MASSOTERAPEUTA, em 1996, pela Escola SOS CORPO - Caxias do Sul/RS.
    •  Registros: Fundação Educacional e Cultural Padre Landell de Moura – FEPLAM, sob o nº141.323 Departamento de Proteção a Saúde – DPS, sob o nº. 024/15ª Delegacia Regional de Saúde, Associação de Ensino Profissionalizante do Rio Grande do Sul – AEPERS, sob o nº0074/00.
    •  LINFOTERAPEUTA, especializado nos MÉTODOS FÖLDI, LEDUC, VODDER E PROPELI de Drenagem Linfática Manual.
    •  Palestrante desde 1999, em congressos e eventos sobre estética, massagem, eletroterapia e saúde.
    •  Contribui com matérias para o site www.belezain.com.br desde 2005.
    •  Mais no site www.fisiovitae.com.br
    •  Membro da equipe Técnica OKL – POA/RS.
    •  Fundador e Professor da Escola Fisio Vitae

    Simone Korn:
    •  Professora de Educação Física – CREF. 07358-G/SC Reg. MEC 1760/94 – LP- UDESC
    •  Pós-Graduada em Gerontologia - UFSC.
    •  Pós-Graduada em Atividade Física & Saúde – UFSC.
    •  Coordenadora do Projeto MEXA-SE NA SAÚDE PELA 3ª IDADE, desenvolvido pela prefeitura de Florianópolis - SC.
    •  Mestranda em Ergonomia – Engenharia de Produção – EPS/UFSC
    •  Membro de Bancas Examinadoras de Diversas Monografias/TCCs (UFSC – UDESC).
    •  Supervisora de estágio em Educação Física na Prefeitura Municipal de Florianópolis/SC.
    •  Ciências Contábeis – Centro Sócio Econômico – CSE/UFSC.
    •  Massoterapeuta.
    •  Especializada em Drenagem Linfática Manual Método Földi – Reg. FEPLAM Nº. 23512
    •  Especializada em Espondiloterapia
    •  Aromaterapeuta
    •  Fundadora e Professora da Escola Fisio Vitae

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