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    Parte 2

     

    Tipos de Tecidos Musculares:

    - Músculo Liso: Contração lenta e involuntária (ex.: vísceras, grandes vasos sangüíneos, pele). É inervado pelo Sistema Nervoso Autônomo.

    - Músculo Estriado Esquelético: Contração rápida e voluntária (ex.: recobre totalmente o esqueleto e está fixado nos ossos). É inervado pelo Sistema Nervoso Central.

    - Músculo Cardíaco: Contração rápida e involuntária (ex.: miocárdio). É inervado pelo Sistema Nervoso Autônomo.


    Inserções musculares: Inserção muscular de um músculo é o ponto onde o músculo se fixa. Nos membros, pode-se falar de inserção proximal ou origem, que corresponde a inserção mais próxima do tronco, e, inserção distal àquela mais afastada do tronco. Também há partes tendinosas intercaladas ao longo do trajeto das fibras do ventre muscular como as inserções tendíneas (reto do abdômen).


    Nomenclatura dos músculos

    O músculo recebe o nome de acordo com um dos seguintes critérios:

    Forma (ex.: trapézio)

    Número de cabeças (bíceps, tríceps)

    Função (abdutor longo do polegar)

    Localização (tibial anterior)

    União de dois ou mais destes critérios (músculo pronador quadrado)

     

    Unidades Motoras

    O conjunto de fibras musculares inervado pela arborização terminal de um único neurônio motor é chamado de unidade motora. O número de unidades motoras de cada músculo está relacionado com o tipo de função que o músculo deve desempenhar. Quando o nervo de um músculo é seccionado, este se atrofia. Mas, se houver regeneração do nervo e, portanto, reinervação do músculo, ele recupera suas funções no espaço de um ano aproximadamente.


    Contração Muscular

    O estímulo para contração muscular é geralmente um impulso nervoso que chega à fibra muscular através de um nervo. O impulso nervoso propaga-se pela membrana das fibras musculares (sarcolema) e atinge o retículo sarcoplasmático, fazendo com que o cálcio ali armazenado seja liberado no hialoplasma. Ao entrar em contato com as miofibrilas, o cálcio desbloqueia os sítios de ligação da actina e permite que esta se ligue à miosina, iniciando a contração muscular. Assim que cessa o estímulo, o cálcio é imediatamente rebombeado para o interior do retículo sarcoplasmático, o que faz cessar a contração.

    A actina e a miosina são cadeias protéicas que se deslizam para encurtar a fibra muscular, fazendo o músculo se encurtar e alargar, diminuindo cerca de 2/3 do seu comprimento, ou até mesmo à metade.

    O período de recuperação do músculo esquelético é tão curto que o músculo pode responder a um segundo estímulo quando ainda perdura a contração correspondente ao primeiro.

    Os filamentos de actina e miosina dispostas regularmente originam um padrão bem definido de estrias (faixas) transversais alternadas, claras e escuras. Essa estrutura existe somente nas fibras que constituem os músculos esqueléticos, os quais por isso são chamados músculos estriados. Em torno do conjunto de miofibrilas de uma fibra muscular esquelética situa-se o retículo endoplasmático liso, especializado no armazenamento de íons e cálcio.

    As miofibrilas são constituídas por unidades que se repetem ao longo de seu comprimento, denominadas SARCÔMEROS. As faixas mais externas e claras do sarcômero, chamadas BANDA I, contém apenas filamentos de actina. Dentro da BANDA I existe uma linha que se cora mais intensamente, denominada a várias uniões entre dois filamentos de actina. A faixa central, mais escura, é chamada BANDA A, cujas extremidades são formadas por filamentos de actina e miosina sobreposta. Dentro da BANDA A existe uma região mediana mais clara – BANDA H – que contém apenas miosina. Um sarcômero compreende o segmento entre duas linhas Z consecutivas e é a unidade contrátil da fibra muscular, pois é a menor porção da fibra muscular com capacidade de contração e distensão.

    Fontes de Energia Muscular

    Os músculos armazenam glicogênio. Através do mecanismo respiratório, as moléculas de glicose provenientes do glicogênio são degradadas e libertam energia para a síntese de ATP. A energia química contida no ATP é convertida em energia mecânica, permitindo o deslizamento de actina sobre a miosina, o que determina o trabalho de contração muscular, libertando calor. O oxigênio e a glicose chegam ao músculo por via sangüínea.

    A degradação da glicose durante a respiração celular resulta na formação de três produtos principais: ATP, H2O e CO2. Uma parte das moléculas de ATP é imediatamente utilizada para a contração muscular, a outra parte é desdobrada e o fosfato é combinado com uma substância orgânica denominada creatina, acumulando-se em forma de reserva energética. Assim, quando o suprimento de ATP diminui, a creatina-fosfato fornece fosfatos de alta energia para o ADP, o que permite a rápida formação de novas moléculas de ATP. Quando o músculo se encontra em repouso, o mecanismo respiratório fornece energia que permite a formação de novas moléculas de creatina-fosfato.


    Em situações de intensa atividade e demoradas, a musculatura esquelética pode não dispor de um suprimento suficiente de oxigênio. Nessas condições, o músculo passa a usar as reservas de glicogênio nele armazenadas. Isto é conseqüência da não adaptação do sistema circulatório e respiratório às necessidades de oxigenação rápida dos tecidos musculares em ação. Assim, as células musculares passam a degradar o glicogênio, por fermentação. Com isso, o músculo ficará “funcionando” por mais algum tempo. Porém a fermentação do glicogênio tem como um dos produtos o ÁCIDO LÁTICO, que quando se acumula nos músculos, baixa o pH do músculo, inibindo a contração muscular. O ácido lático é lentamente oxidado até desaparecer à medida que o músculo recebe oxigênio.

    Entretanto, parte do ácido lático produzido passa para o sangue, onde o fígado promoverá a sua conversão em moléculas de glicose que serão novamente armazenadas nos músculos sob a forma de glicogênio.


    Ações Musculares

    Um músculo ou grupo muscular tem uma ação principal e ações acessórias. O músculo principal de um movimento é denominado AGONISTA. Os músculos de auxiliam o movimento são os SINERGISTAS, e os que se opõem ao movimento são os ANTAGONISTAS.

    Os músculos podem atuar como flexores, extensores, abdutores, adutores, rotatores, pronadores, supinadores, elevadores e abaixadores.



    Este artigo continua na próxima edição.

     

    AUTORES DA ANATOMIA E FISIOLOGIA PARA MASSOTERAPEUTAS

    Breve currículo:

    Joelson Fachini
    •  Formado e Diplomado em QUIROPRAXIA – Método MATHEUS DE SOUZA – pelo IBRAQUI (Instituto Brasileiro de Quiropraxia) em 2005 – São Paulo.
    •  Habilitado em TERAPIAS DAS PEDRAS NATURAIS, em 2004, pelo CENTRO HOLISTICO IDHERA – POA/RS, Registro: FEPLAM nº. 236.467.
    •  ESPONDILOTERAPEUTA, em 2000, pela Escola SOS CORPO - Cx. Sul/RS, Registro: FEPLAM nº. 196.613.
    •  Especializado em MASSAGEM TERAPÊUTICA, em 2000, pela Escola SOS CORPO - Caxias do Sul/RS, Registro: Escola SOS CORPO, sob nº. 94/93 009.
    •  MASSOTERAPEUTA, em 1996, pela Escola SOS CORPO - Caxias do Sul/RS.
    •  Registros: Fundação Educacional e Cultural Padre Landell de Moura – FEPLAM, sob o nº141.323 Departamento de Proteção a Saúde – DPS, sob o nº. 024/15ª Delegacia Regional de Saúde, Associação de Ensino Profissionalizante do Rio Grande do Sul – AEPERS, sob o nº0074/00.
    •  LINFOTERAPEUTA, especializado nos MÉTODOS FÖLDI, LEDUC, VODDER E PROPELI de Drenagem Linfática Manual.
    •  Palestrante desde 1999, em congressos e eventos sobre estética, massagem, eletroterapia e saúde.
    •  Contribui com matérias para o site www.belezain.com.br desde 2005.
    •  Mais no site www.fisiovitae.com.br
    •  Membro da equipe Técnica OKL – POA/RS.
    •  Fundador e Professor da Escola Fisio Vitae

    Simone Korn:
    •  Professora de Educação Física – CREF. 07358-G/SC Reg. MEC 1760/94 – LP- UDESC
    •  Pós-Graduada em Gerontologia - UFSC.
    •  Pós-Graduada em Atividade Física & Saúde – UFSC.
    •  Coordenadora do Projeto MEXA-SE NA SAÚDE PELA 3ª IDADE, desenvolvido pela prefeitura de Florianópolis - SC.
    •  Mestranda em Ergonomia – Engenharia de Produção – EPS/UFSC
    •  Membro de Bancas Examinadoras de Diversas Monografias/TCCs (UFSC – UDESC).
    •  Supervisora de estágio em Educação Física na Prefeitura Municipal de Florianópolis/SC.
    •  Ciências Contábeis – Centro Sócio Econômico – CSE/UFSC.
    •  Massoterapeuta.
    •  Especializada em Drenagem Linfática Manual Método Földi – Reg. FEPLAM Nº. 23512
    •  Especializada em Espondiloterapia
    •  Aromaterapeuta
    •  Fundadora e Professora da Escola Fisio Vitae

     

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