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    Parte - 2

    Funções Específicas dos Hemisféricos
    O hemisfério esquerdo tende a ser mais volumoso, diferença esta por conta das áreas de linguagem (plano temporal). Há diferenças quanto a neurotransmissão e também quanto à organização: enquanto o hemisfério esquerdo (HE) existe uma organização integrada, com áreas especializadas ("centros"), no hemisfério direito (HD) parecem existir "redes", mas não "centros". Isto justificaria o fato de lesões em diferentes áreas e, mesmo do diferentes proporções no HD, cursarem com déficits muito semelhantes.
    O HE realiza um processamento linear, analítico, como no caso das locuções verbais, proposições matemáticas e programação de seqüências motoras.
    O HD realiza um processamento configuracional, sintético. O HE media funções verbais tais como leitura, escrita, fala, ideação verbal, memória verbal e sistema numérico. O HD media funções não verbalizáveis, tais como funções visuo-perceptivas (percepção de formas, perspectiva, duas e três dimensões, etc.). O HD também é denominado de cérebro emocional, pelo fato de processar e atribuir significado à prosódia do discurso, às expressões faciais, o reconhecimento de estados afetivos, dentre outros. A música é processada pelo HD em indivíduos não-músicos (que "sentem" o que ouvem) e pelo HE em músicos (que "analisam" o que ouvem). Enquanto o julgamento métrico é uma função esquerda, discernir qual entre dois objetos está mais próximo é função direita. Cálculos que envolvem organização espacial (mentalmente ou no papel) exigem processamento direito, mesmo que o sistema numérico seja processado pelo esquerdo.
    A interpretação dos achados neuropsicológicos é valiosa na delimitação da lateralidade da disfunção cerebral, nos casos em que os exames neurofisiológicos e de neuro-imagem não são determinantes. O exame neuropsicológico pode também fornecer informações de natureza topográfica, uma vez que alguns padrões de disfunções cognitivas estão intimamente relacionados a estruturas cerebrais específicas.

    Os membros

    Quando é testada a função de um membro, procura-se por alterações do tônus e por “paresia piramidal”. Este conceito é fundamental para um diagnóstico apurado. O aperto de mão e a força do quadríceps são os dois movimentos que menos estarão comprometidos na doença da via piramidal.

    Tônus

    O tônus é melhor testado nos braços, segurando-se as mãos do paciente, e girando o antebraço, flexionando e estendendo o punho e depois o cotovelo.
    Na perna, o tônus é testado mantendo-se o joelho entre ambas as mãos e girando-se o quadril. Pequenas anormalidades podem ser confirmadas comparando-se um membro com o lado oposto.
    No tornozelo, pode ser aplicado o teste para o clônus. Com joelho levemente curvado, o pé é bruscamente submetido à flexão dorsal, fazendo-se força contra a base dos pododáctilos. As oscilações vão continuar enquanto essa pressão for mantida.
    O tônus muscular aumentado é chamado hipertonia, acompanha um número de conseqüências de doenças e é visto muito claramente quando uma articulação é movida passiva em velocidades elevadas.
    O aumento da resistência é devido a uma atividade maior que o normal do neurônio motor alfa, que mantém a contração muscular apesar do indivíduo tentar relaxar. Geralmente a hipertonia ocorre quando há uma desordem nas vias descendentes que normalmente inibem o neurônio motor alfa.
    Clinicamente, as vias descendentes e os neurônios do córtex são freqüentemente referidos como neurônios motores superiores (há uma troca de nome pois eles não são realmente neurônios motores). As anormalidades devido a sua disfunção são classificadas, conseqüentemente, como lesão do neurônio motor superior. Assim, a hipertonia indica que existe uma lesão no neurônio motor superior. Nessa classificação, o neurônio motor alfa – o verdadeiro neurônio motor – é chamado e neurônio motor inferior.
    Espasticidade é uma forma de hipertonia na qual os músculos não desenvolvem um tônus aumentado até que estejam um pouco estirados, e após um breve aumento do tônus, a contração se reduz por pouco tempo. O relaxamento súbito do músculo após o aumento da resistência é chamado fenômeno do canivete (quando um examinador flexiona um membro de um doente nessa condição, é similar ao dobrar de um canivete – a princípio a mola resiste ao fechamento, mas uma vez dobrado, fecha-se facilmente). A espasticidade pode vir acompanhada do aumento das respostas dos reflexos motores, como o reflexo patelar, e queda da coordenação do estiramento de ações voluntárias. Rigidez é uma forma de hipertonia na qual o aumento da contração muscular é contínuo e a resistência passiva do estiramento é constante (como ocorre no tétano que será descrito detalhadamente ao fim do capítulo). Duas outras formas de hipertonia que podem ocorrer repentinamente em um músculo ou vários são os espasmos que consistem em breves contrações e câimbra sendo por vezes prolongados e dolorosos.
    Hipotonia é a condição de redução do tônus muscular acompanhada de fraqueza (cabe salientar que está fraqueza é referida pelo paciente devido à perda do tônus muscular, falta de energia, e.g., uma pessoa deprimida refere fraqueza, no entanto apresenta força muscular normal), atrofia (um decréscimo no volume muscular) e uma redução ou ausência das respostas reflexas. Destreza e coordenação são geralmente preservadas ao menos que a fraqueza esteja muito presente. A hipotonia pode se desenvolver após uma lesão cerebelar, sendo mais freqüente acompanhada nas desordens do neurônio motor alfa (neurônio motor inferior), junção neuromuscular ou do próprio músculo. O termo flacidade, que significa fraco ou frágil é muito usado para descrever músculos hipotônicos.

    Respostas reflexas

    Os reflexos supinador, bicipital e tricipital devem ser pesquisados rotineiramente. Todos estes reflexos estarão exaltados no lado comprometido. O reflexo peitoral deve ser incluído. A mão deve ser colocada sobre o músculo peitoral na direção de sua inserção no braço e percurtindo-se a parte de trás dos dedos firmemente com o martelo de reflexos. Sente-se que o músculo contrai e que o ombro é puxado para frente..
    O reflexo dos dedos também devem estar exaltados nesta situação. Sente-se que os dedos se contraem, percebe-se que o polegar, livre, se flexiona ao mesmo tempo.
    Deve ser ressaltado que todos os reflexos citados são apenas a exaltação assimétrica ou a ausência , que se constitui num padrão anormal.

    Paresia

    A distribuição da paresia é melhor memorizada quando se lembra da postura da marcha típica de um paciente que se recupera de um acidente vascular. O braço vai estar fletido e a perna vai estar estendida. Funcionalmente, isto é o ideal, se a situação estivesse invertida, poucos pacientes recuperariam a habilidade de andar após um acidente vascular.
    Na perna, os grupos paréticos serão os flexores do quadril, os flexores da perna e os flexores dorsais do pé. Os músculos estáticos fortes serão os glúteos e os quadríceps, que mantêm o quadril e o joelho tensos, e os flexores plantares que mantêm o pé ligeiramente fletido, fazendo com que ele se arraste ao longo de chão, quando o paciente anda. Este padrão de paresia indica lesão das vias piramidais.
    Se toda a área do córtex responsável por um membro estiver lesada, as vias extrapiramidais não serão capazes de manter sua função e vai ocorrer uma paralisia flácida global e aguda do membro que pode estar associada com reflexos deprimidos ou ausentes e ausência de uma resposta plantar clara. Os reflexos retornam e a resposta plantar se torna extensora, porem a paralisia flácida continua.

    A afasia é um distúrbio da linguagem que ocorre com freqüência nas doenças vasculares cerebrais, A linguagem é a forma de expressão das pessoas e se dá através da fala, da escrita e dos gestos. A linguagem é processada no hemisfério cerebral esquerdo das pessoas destras em determinados locais bem conhecidos pelos neurofisiologistas.Distúrbios ocorridos nestas regiões produzem a afasia ou a disfasia que se caracteriza pela dificuldade em falar. Tumores cerebrais também podem produzir afasia. Pode ocorrer também situação em que há prejuízo de ambas, da fala e da compreensão.
    A fasia raramente está isolada sendo freqüentemente acompanhada de outros sintomas neurológicos como paralisias ou alterações visuais.

    Diagnóstico
    O diagnóstico medico da afasia avalia a capacidade de compreensão e de expressão do paciente. É sempre importante começar pela avaliação sensorial, uma vez que a deficiência auditiva pode interferir no processo de comunicação. o diagnóstico dos problemas de fala são feitos através da história da criança, colhida junto aos pais e do exame direto e, antes de mais nada, é necessário diferenciar o que é de origem orgânica do que é de origem emocional, uma vez que muitos dos problemas de fala e linguagem são de causa psicológica.

    AUTORES DA ANATOMIA E FISIOLOGIA PARA MASSOTERAPEUTAS

    Breve currículo:

    Joelson Fachini
    •  Formado e Diplomado em QUIROPRAXIA – Método MATHEUS DE SOUZA – pelo IBRAQUI (Instituto Brasileiro de Quiropraxia) em 2005 – São Paulo.
    •  Habilitado em TERAPIAS DAS PEDRAS NATURAIS, em 2004, pelo CENTRO HOLISTICO IDHERA – POA/RS, Registro: FEPLAM nº. 236.467.
    •  ESPONDILOTERAPEUTA, em 2000, pela Escola SOS CORPO - Cx. Sul/RS, Registro: FEPLAM nº. 196.613.
    •  Especializado em MASSAGEM TERAPÊUTICA, em 2000, pela Escola SOS CORPO - Caxias do Sul/RS, Registro: Escola SOS CORPO, sob nº. 94/93 009.
    •  MASSOTERAPEUTA, em 1996, pela Escola SOS CORPO - Caxias do Sul/RS.
    •  Registros: Fundação Educacional e Cultural Padre Landell de Moura – FEPLAM, sob o nº141.323 Departamento de Proteção a Saúde – DPS, sob o nº. 024/15ª Delegacia Regional de Saúde, Associação de Ensino Profissionalizante do Rio Grande do Sul – AEPERS, sob o nº0074/00.
    •  LINFOTERAPEUTA, especializado nos MÉTODOS FÖLDI, LEDUC, VODDER E PROPELI de Drenagem Linfática Manual.
    •  Palestrante desde 1999, em congressos e eventos sobre estética, massagem, eletroterapia e saúde.
    •  Contribui com matérias para o site www.belezain.com.br desde 2005.
    •  Mais no site www.fisiovitae.com.br
    •  Membro da equipe Técnica OKL – POA/RS.
    •  Fundador e Professor da Escola Fisio Vitae

    Simone Korn:
    •  Professora de Educação Física – CREF. 07358-G/SC Reg. MEC 1760/94 – LP- UDESC
    •  Pós-Graduada em Gerontologia - UFSC.
    •  Pós-Graduada em Atividade Física & Saúde – UFSC.
    •  Coordenadora do Projeto MEXA-SE NA SAÚDE PELA 3ª IDADE, desenvolvido pela prefeitura de Florianópolis - SC.
    •  Mestranda em Ergonomia – Engenharia de Produção – EPS/UFSC
    •  Membro de Bancas Examinadoras de Diversas Monografias/TCCs (UFSC – UDESC).
    •  Supervisora de estágio em Educação Física na Prefeitura Municipal de Florianópolis/SC.
    •  Ciências Contábeis – Centro Sócio Econômico – CSE/UFSC.
    •  Massoterapeuta.
    •  Especializada em Drenagem Linfática Manual Método Földi – Reg. FEPLAM Nº. 23512
    •  Especializada em Espondiloterapia
    •  Aromaterapeuta
    •  Fundadora e Professora da Escola Fisio Vitae

     

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