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    Simone Maccione
    Cabelo

    ALOPECIA

     

    Indesejada por todos nós, a alopecia quando demonstra seus primeiros sinais, já vem ocorrendo há algum tempo.

    Segundo Dawber e Neste (1996) o ciclo capilar está dividido em três fases diferenciadas:o pelo (cabelo) surge e cresce em anágena por 2 a 7 anos, desprende-se do bulbo em cerca de duas semanas (catágena) e, declina até a queda por poucas semanas (telógena).

    Considerando estas fases e suas durações, um problema pode ocorrer em um momento e só tornar-se evidente anos mais tarde, de acordo com o mosaico da região em questão.

    Muitas são as causas que provocam a alopecia, dentre elas, o fator “hereditariedade” encontra-se como um dos maiores vilões. Principalmente entre os homens, devido a grande quantidade de hormônio testosterona circulante.

    A testosterona reage com a enzima 5-alfa-redutase formando a dihidrotestosterona. Isto, em um folículo pré-disposto geneticamente, precipita o trofismo da papila dérmica (Dawber e Neste, 1996).

    Importante lembrar que a incidência genética é mais forte do lado materno e, um grau pré-estabelecido não existe. Ou seja, o avô materno pode ter alopecia areata e o neto somente manifestar alopecia difusa temporal (entradas) por toda a vida. O inverso também pode ocorrer.

    Há outras causas que podem levar ao quadro, como: doenças infecciosas, fungos, stress, e agressões por agentes químicos ou mecânicos. Entre os homens, embora indesejada, a alopecia já é vista de uma forma natural, tanto que, “É dos carecas que elas gostam mais”, virou um dito popular.

    Entre as mulheres a incidência da alopecia vem crescendo dia a dia, e, se indesejável para os homens, para as mulheres é sinônimo de verdadeiro desespero. Os cabelos emolduram nosso rosto, e as mulheres fazem uso dos mais variados artifícios para embelezá-lo.

    São eles: adereços, cortes, penteados, etc.
    Sem contar nas formas: cacheados, lisos, e ainda as cores, as mais diversas. Isso tudo, faz parte o “ser mulher”.

    Na verdade os cabelos refletem um significado de beleza, feminilidade e sensualidade para elas.

    Assim é compreensível o quanto pode afetar psicologicamente e, socialmente, a alopecia feminina. Muitos casos são tratáveis cosmeticamente falando, e a prevenção é de extrema valia, podendo retardar, minimizar ou mesmo evitar que a alopecia se manifeste.

    São poucas as empresas que disponibilizam no mercado produtos objetivamente para terapia capilar. No entanto, é sempre bom lembrar que a pele do nosso rosto tem as mesmas características que o couro cabeludo.

    Sendo assim, produtos que são usados na face, podem com certeza e segurança, serem utilizados também no couro cabeludo. Então, na falta de produtos específicos, as argilas, esfoliantes, iontos, adstringentes, tônicos e, tudo o mais, podem substituí-los sem deixar a desejar.

    É obvio que, nesta região possuímos uma incidência muito alta de folículos e fios capilares, assim, somente devemos ter o cuidado para que os fios não fiquem impregnados com os cosméticos.

    Simone Maccione

    Bibliografia:
    Doenças dos Cabelos e do Couro Cabeludo
    Rodney Dawber
    Dominique Van Neste
    1º Edição 1996 Editora Manole Ltda
    Tradução Dr Nelson Gomes de Oliveira

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