Início de ano escolar. Novas conquistas, novas decisões, novas fases da vida. Sobretudo para os pais de jovens que ingressam em universidades em outras cidades, às vezes outros estados, apesar da alegria pela conquista dos filhos, há uma certa sensação de abatimento, medo, preocupação. Por isso acho que o tema vem bem a calhar.
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Certa vez, li um texto que falava sobre uma águia que, gentilmente, mas com o coração dolorido, empurrava seus filhotes pelo penhasco, porque era chegada a hora de irem de encontro de seu destino, era hora de descobrirem que tinham asas. |
Tempo em que os filhos se vão, querem novos horizontes, querem voar e é obrigação de cada pai e cada mãe se desvestir de todo medo e preocupação e assumir o papel de águia e lançar, soltar, empurrar, ajudar o filho a se equilibrar, a buscar novos destinos, a crescer. É nossa obrigação oferecer todos os recursos disponíveis para que eles possam se desenvolver sozinhos, apesar da distância, da preocupação com o desconhecido, da saudade.
Este é um gesto de amor e de desapego, como dizia Gibran, “nossos filhos não são nossos filhos, são filhos da ânsia da vida por si mesma” e nós somos apenas arcos que ajudam a arremessar as flechas.
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