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Rosana Braga
Jornalista, Escritora e Consultora em relacionamentos afetivos.
E-mail: rosanabraga@rosanabraga.com.br
Site: www.rosanabraga.com.br
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“Quem
tudo quer, nada tem!”, sempre repete minha mãe!
Durante
muito tempo, considerei esta frase um tanto pessimista. Provavelmente,
coisa de filha querendo contrariar as convicções da
mãe!
Hoje, muito menos armada e bem mais disposta a refletir, ainda que
seja sobre os ditos populares, penso que neste está a resposta
para muitas de nossas confusões atuais.
Em
primeiro lugar, acredito que frases como essas carregam boa dose
da sabedoria contida no inconsciente coletivo e, por isso, valem
no mínimo uma ponderação. Depois, tenho notado
que uma das maiores dificuldades das pessoas, num tempo em que as
opções são inúmeras, é fazer
escolhas!
Sei
que entre o sim e o não existe uma infinidade de possibilidades
e isto é realmente ótimo! Sei também que o
equilíbrio, a ponderação e o tão reforçado
“caminho do meio” são formas de se alcançar
elevação espiritual e amadurecimento.
No
entanto, uma verdade é absoluta: a vida tem passado cada
vez mais rapidamente. Tamanha velocidade tem assustado a maioria
de nós e parece que esta urgência em ser feliz tem
servido para nos causar angústia, ansiedade e uma enorme
sensação de vazio interior.
O
que é essencial parece estar se tornando cada vez mais fugaz!
E perdidos nesta fugacidade, temos feito escolhas equivocadas, privilegiando
aspectos efêmeros, pequenos, sem importância, em detrimento
daquilo que poderia nos conduzir ao verdadeiro estado de plenitude
interior.
Sei,
não é fácil! O tempo todo, nossos sentidos
são convidados ao supérfluo e à casca. Bem
pouco somos estimulados a enxergar o conteúdo, a apreciar
o que de fato faz sentido, ou melhor, o que poderia realmente dar
sentido à vida que a gente leva...
E
assim, perdemos o foco! Não conseguimos mais criar castelos
de verdade e viver histórias de verdade. Vivemos em castelos
de areia que se desmoronam em seqüência. Mas não
desistimos: construímos outro e outro na mesma medida que
os vemos cair. Afinal, para construir castelos de areia precisamos
de apenas uma tarde e nada mais...
Mas
para os castelos de verdade precisamos de disponibilidade, atenção,
dedicação, perseverança, criatividade, persistência,
enfim, atitudes pautadas pelo coração. E tem mais:
para vivermos em castelos de verdade, precisamos encontrar nossa
porção de reis e rainhas e nos comportarmos como tal.
Dá
trabalho e requer algo que parece termos perdido: a capacidade de
fazer uma escolha, compreender que ela tem um preço e trabalhar
para pagá-lo. Por fim, exige que abramos mão das demais
opções e não mais compactuemos com o tão
famigerado “quero tudo e posso tudo o que quero”. Não
podemos! De verdade, não podemos. Até porque querer
tudo não é o objetivo.
O
grande objetivo é descobrir o que realmente queremos e fazer
‘tudo’ para que seja nossa melhor conquista. E especialmente
no amor, quando o intuito é seduzir um coração,
é esta postura que faz a conquista valer a pena!
No
mais, que consigamos nos tornar construtores de castelos de verdade
e, sobretudo, sejamos merecedores de morar neles, a partir de uma
conduta que revele nossa sublime majestade!
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