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Todos nós somos construtores de nossos destinos e o entendimento deste fato nos leva ao termo aceitação. Aceitação, no entanto, está muito longe de conformismo; ao contrário, tem a ver com a compreensão da responsabilidade que temos sobre nós mesmos a partir de nossas ações, ou |
melhor, dos frutos de nossas ações e atitudes. Aceitação tem a ver com a Física, com a lei de ação e reação.
Palavras, pensamentos e gestos funcionam como bumerangue: ao serem atirados, eles voltam depois de descreverem uma trajetória. Como numa plantação, somos livres na hora da semeadura para plantar o que quisermos, mas uma vez terminado o plantio, a colheita é obrigatória. Ninguém vai colher trigo, em campo de milho. Temos que compreender que nada nos é imposto, que não somos mártires na vida; a lei de ação e reação é implacável. Toda causa tem um efeito. Somos construtores de nossos destinos e temos o direito de escolha, porém a escolha é nossa. Temos que decidir a que viemos: se para semear o joio ou o trigo; se o bem ou o mal.
Ora, se temos que escolher o caminho que vamos tomar, já está mais do que na hora de deixarmos de agir como autômatos e começar a escolher de forma consciente; temos que refletir antes de escolher e para isso devemos agir de forma consciente e madura; devemos pensar para crescer, para evoluir. Afinal, nossa maior missão neste mundo é evoluir... Então nossas escolhas devem ser cuidadosamente pesadas, refletidas, ponderadas... Mas pensar dá trabalho, cansa... É duro ser coerente, não é?
De nada adianta fazer as coisas a esmo, por acaso, por hábito, simplesmente ‘ porque todo mundo faz'. Na vida espiritual ninguém cresce por acaso, por hábito, por inércia... Se estivermos inertes, vamos permanecer assim, no mesmo patamar. Como na Física, se não houver força ou impulso, não há movimento. Não existe evolução mecânica ou automática... Toda evolução é fruto de um trabalho firme, persistente, árduo e consciente. Crescer dá trabalho. Mas se quisermos evoluir, temos que aplicar no nosso cotidiano a lição dada há 2000 anos: VIGIAI & ORAI.
Na verdade, somos mestres na arte de enganar a nós mesmos...
Dizemos que temos fé em Deus, mas continuamos na mesma... sem mudar uma vírgula; continuamos praguejando contra o salário baixo, o marido, a mulher, a violência, o tempo, o governo, as ruas, os vizinhos, os negócios, enfim contra tudo, sem buscar refletir, sem tomar consciência de nossas atitudes, nossas palavras e nossos pensamentos...Em suma, sem fazer a nossa parte. E sem nossa percepção consciente, tudo isso molda nossa vida.
Dizemos que temos fé em Deus, mas não fazemos a nossa parte, não colaboramos com o todo, não amadurecemos; não fazemos o menor empenho para mudar porque mudar exige esforço consciente e contínuo, dá trabalho! Requer empenho, atenção, disciplina.
As coisas não acontecem como em um passe de mágica. Não adianta dormir em berço esplêndido nem aceitar maneira conformista o que acontece. O ser humano precisa amadurecer e assumir responsabilidade por si mesmo. Precisa saber que ele possui talentos e se não utilizar esses talentos, como a inteligência que lhe foi dada para resolver situações, se não batalhar, não tentar evoluir, se não agir com boa vontade sincera, não há fé que ajude... Muito pelo contrário, se nada fizermos, a vida passa, ficamos apenas a espiar, perdemos o bonde da história e a preciosa oportunidade de crescer e evoluir...
Cada um deve sair daqui melhor do que entrou; cada um tem a responsabilidade de tentar deixar o mundo um lugar melhor do que quando entrou. Isso é responsabilidade, é amadurecimento. Isso é ser construtor e responsável pela própria vida e pelo próprio destino, sem tentar culpar quem quer que seja. Isso s ignifica dar o melhor de si em cada atividade, fazer sua parte no palco da VIDA, lutar, estudar, trabalhar, propor, discutir, melhorar. Afinal, FÉ e RESPONSABILIDADE caminham juntas.
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