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    Flávio Gikovate
    Médico, Psicoterapeuta, Conferencista
    Tel.: (11) 3887-0657 - Fax: (11) 3885-8646

    Site: www.flaviogikovate.com.br
    E-mail:instituto@flaviogikovate.com.br

    comportamento

    SUPERDICAS PARA VIVER BEM E SER MAIS FELIZ

    ...continuação

    Saiba como lidar com emoções e atitudes que geram felicidade....

    Aprenda a livrar-se das dores inevitáveis

    Afora as dores relacionadas com os desconfortos físicos, existem outras que dizem respeito à nossa condição de seres racionais. Sofremos a perda de pessoas queridas. Nos entristecemos pelos descaminhos vividos por nossa pátria. Nos identificamos e sofremos as dores dos nossos amigos.

    Nos preocupamos pelo destino dos nossos filhos. As doenças das pessoas que nos são caras doem em nós. Envelhecemos. Adoecemos. Sabemos que vamos morrer. Tudo isso faz parte da tragédia da nossa condição. São dores inevitáveis e seria absurdo imaginar que as pessoas felizes não passam por elas.

    Aí estaríamos operando no domínio da fantasia, pensando de uma forma quase ridícula. As pessoas felizes são as que aceitam com docilidade as dores inerentes à vida. Ao aceitá-las com mais serenidade, talvez consigam sofrer menos com elas; e por menos tempo.

    O objetivo é ser capaz de absorver e se livrar delas o mais rapidamente possível. Os dias da nossa vida são poucos e temos que perder o menor tempo possível com os sofrimentos que nos alcançam e sempre nos alcançarão. Nestes casos, penso que não existem os prazeres negativos relacionados com o fim da dor. [

    Quando conseguimos parar de sofrer pela morte de um ente querido, experimentamos, no máximo, um certo alívio. Isso porque a dor se atenua de forma progressiva e não é substituída por nenhum tipo de satisfação.

    Aceitar os sofrimentos típicos da vida humana, consciente de sua condição, faz parte daquilo que chamamos de boa tolerância à frustração e contrariedades. Estas são as grandes contrariedades e, é claro, que quem as aceita terá mais facilidade para lidar com as menores, com os pequenos dissabores que nos chegam o tempo todo e de todos os lados.

    Docilidade e boa tolerância a contrariedades não é sinal de conformismo e fraqueza.

    Indica bom senso e ciência de que há regalias pelas quais vale a pena lutar e que há situações onde apenas nos cabe aceitar os fatos.

    Uma pausa para o amor.

    Antes de tratarmos dos prazeres positivos, penso que cabe um destaque especial para o amor, fonte das maiores confusões e mal entendidos. Vou tentar ser claro e rigoroso na defesa do meu ponto de vista.

    Penso que o amor é o sentimento que temos pela pessoa cuja presença nos provoca a sensação de paz e aconchego que tanto necessitamos. Trata-se, pois, de um prazer negativo porque alivia a dor que acompanha a sensação de desamparo que nos persegue desde o instante em que nascemos.

    Entendido o fenômeno desta forma, fica claro que nosso primeiro objeto de amor é a mãe e que todos os outros, ao longo da vida adulta, são substitutos dela. Entendo o amor como um sentimento que deriva do trauma do nascimento, momento da “expulsão do paraíso” e fim da harmonia uterina.

    O desamparo deriva daí e faz com que nos sintamos incompletos quando estamos sozinhos. Buscamos refazer o bem-estar perdido por meio de alianças com outras pessoas.

    O caráter quase físico desta aliança corresponde ao amor. Logo mais tratarei de outros aspectos relacionados com os elos adultos. De todo o modo, que fique claro desde já que o sexo não tem nada a ver com o amor – o que não quer dizer que não possa se acoplar a ele.

    O sexo é excitação derivada da estimulação, por parte da criança, de suas zonas erógenas. O amor tem objeto – a mãe – ao passo que o sexo é pessoal – a criança toca a si mesma.

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    Segundo Flávio Gikovate, o adulto moderno tem duas opções, ambas muito melhores do que a relação possessiva do amor convencional - viver só, estabelecendo vínculos afetivos e eróticos mais superficiais; ou desenvolver relacionamentos baseados no que o autor chama de '+amor', sentimento que respeita a individualidade e, ao mesmo tempo, cria laços que podem durar a vida toda. Nesta obra, Gikovate mostra como seguir o segundo caminho - mais difícil, sem dúvida, mas bem mais recompensador.
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