Quando se sofrem maus tratos na infância (físicos e sexuais) estes tendem a serem repetidos depois, nos comportamentos dos adultos, mediante atitudes agressivas. Estes comportamentos interferem na integridade básica e na consciência de uma amorosidade própria interior.
Tem-se a impressão que não se merece ser feliz, ser bem tratado, ser amado e que por ser “mau” é necessário ser sempre punido. Aprende-se que não se é um ser confiável que mereça segurança e amor. Pratica-se a auto repressão das emoções e a manipulação do outro para se obter o reconhecimento e a satisfação dos desejos pessoais. Este aprendizado torna-se vicioso e perigoso, porém não se deve seguir este padrão de comportamento.
Não se considere, também, responsável pelos maus tratos recebidos e assim evite sentir culpa. A culpa traz dor, pois é uma forma de apontar que algo está errado em nós. É desnecessário sentir-se culpado e pensar que precisa ser perdoado de algo que tenha feito. Esforce-se em perdoar, pois esta atitude representa, na essência, libertar-se. Reconheça as limitações do outro da mesma maneira que aceita as suas. Reconheça-se como criatura amorosa. Ao sentir raiva do agressor não a evite, apenas perceba-a.
Peça ajuda a um terapeuta para poder enfrentá-la de maneira construtiva, canalizando-a para atitudes e comportamentos produtivos e não contra o outro. Constate que seguiu um padrão que não era o seu. Busque a paz e não permita que o outro continue a magoá-lo ininterruptamente. Não permita que este alguém continue sendo detentor deste poder.
Você é responsável por sua vida e seus atos sendo livre por escolher perdoar e não mais se castigar, abandonando o passado e removendo as mágoas do coração. Escolha sentir-se merecedor do respeito, amor e segurança tendo o controle sobre os seus sentimentos, não permitindo que ninguém mais possa lhe causar dano algum. Todo o esforço desenvolvido para superar-se será gratificante.
Fique do seu lado! Somente você pode mudar este padrão e compensar o passado!
Margarita B. Moscardo |