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    Carlos Bernardino Boccacino
    • Quiropraxista • Psicoterapeuta Corporal
    ANQ - 070/00 / CRP - 06-53.865/9
    (11) 9232.1796 / 36729960
    E-mail:carlosboccacino@yahoo.com.br

    O "Nó de Borromeu" tem a particularidade de, uma vez retirado um dos elos, os outros dois elos se desunem.Veja quadro abaixo:

    A relação do Nó de Borromeu com o Desenvolvimento Profissional ou Pessoal está diretamente ligado ao programa/curso escolhido para este desenvolvimento, ou seja, qualquer tipo de programa deverá estar suprido dos três elos de que fazem parte: o Conhecimento, a Habilidade e a Atitude. Se um destes três elos deixar de ser incluso, num programa de desenvolvimento, o "" se desfaz e deixa de se atingir os objetivos pelos quais o programa foi elaborado.

    Daí a importância de se pesquisar e colher dados para elaborar um diagnóstico claro e expressivo da realidade, para então, de posse deste diagnóstico, analisar e definir o problema apresentado, e, só então, poder distinguir qual a necessidade presente e a partir daí, planejar e elaborar a melhor estratégia de desenvolvimento para atingir tais objetivos. Ao se ter a necessidade e os objetivos traçados, a fase do planejamento e da elaboração deve preceder do conhecimento conceitual do que sejam os três elos do "Nó de Borromeu" para o Desenvolvimento Profissional ou Pessoal.

    Cada elo tem a sua importância, nas fases que se promovem, a saber: A primeira grande dificuldade encontrada por quem tem planejado e/ou elaborado treinamentos, é, justamente, a confusão que fazem entre treinamento, desenvolvimento e educação. Colocam-se tudo dentro de um mesmo "saco", sem distinguir o que seja cada qual. Tudo passa a ser "treinamento" e numa atitude simplista elaboram cursos de conhecimento, para desenvolver comportamentos ou cursos técnicos para desenvolver habilidades, etc.

    Sem saberem de fato como agir, confundem pedagogia (ensino de crianças) com andragogia (ensino de adultos), educação com treinamento, etc. No âmbito político, então, Educação virou dever do estado e não mais dos pais e da família. O que se fazem nas escolas é puramente a transmissão de conhecimento (?) e habilidades (?) quando muito, e o pais, acreditando nessa falácia governamental, enviam seus filho e filhas para serem “educados” nas escolas, o que é um grande erro, nas escolas (ao menos na maioria delas), é só transmissão de conhecimento e alguma habilidade. No entanto, a escola deveria ser o espaço público e social que se põe em prática a Educação recebida em casa. Como não se educa em casa (afinal é dever do Estado), se pratica nas escolas o vandalismo e a deseducação.

    Isto comprova o que falamos a seguir sobre o DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL ou PESSOAL que estão divididos em duas partes que compreendem o TREINAMENTO e a EDUCAÇÃO.

    Ao TREINAMENTO cabe a transmissão do conhecimento e habilitação, enquanto que para a EDUCAÇÃO, cabe o aprimoramento do comportamento, do querer fazer, a atitude do ser. Qualquer valorização de cursos de desenvolvimento seja profissional ou pessoal, somente, se dará quando, de fato, estes conceitos estiverem claros e definidos dentro dos sistemas de desenvolvimento de Recursos Humanos das empresas, escolas, família e na "cabeça" das pessoas, ao invés de estar somente neste ou naquele programa, como "nomes bonitos". Entender o conceito das palavras é de suma importância. Dentro da abordagem neurolingüística, conseguimos visualizar a diferença conceitual existente entre as palavras e as ações que sugerem.

    Por exemplo, alguém diz: "Vou comer!" - essas palavras tem um conceito básico e geral de: "por algo no estômago". Enquanto que, se for dito: "Vou me alimentar." - a conceituação muda completamente o sentido das coisas, tendo agora, além de por algo no estômago, sugere que esse algo deva cumprir uma meta, um objetivo claro e definido de suprir o organismo ao invés de apenas ocupar um espaço vazio na barriga. Assim é com relação às palavras utilizadas fora de seu conceito real, ninguém treina o querer fazer, logo ninguém educa a habilidade. Nesse sentido, a valorização dos programas de desenvolvimento deve passar, também, pela questão conceitual das palavras utilizadas.

    Ao atingir a valorização, a partir da apreensão destes conceitos somados ao diagnóstico, a necessidade e aos objetivos traçados, haverá uma tendência para que a escolha ou indicação de participantes, seja de forma mais coerente e fundamentada, com propósitos e metas mais claramente definidos. A segunda dificuldade apresentada está, exatamente, nos critérios utilizados para a escolha ou indicação, por estas serem feitas sem definições e acompanhamentos dos resultados que se obtém ou se obterá, antes, durante e após, os cursos de desenvolvimento.

    Fatores como tempo de serviço, planejamento de aposentadorias, programas pré e pós-aposentadorias, promoções, cursos externos e anteriores, acompanhamentos de desenvolvimento psicosociais, tempo de vinculação a cargo e/ou funções, desenvoltura ou potencialidades individuais (perfil), interesses individuais ou coletivos de crescimento, visões vinculadas aos planejamentos estratégicos gerais, etc., muito pouco ou nem são considerados, quando do processo de indicação ou escolha para os cursos. Estes critérios sempre estiveram ao "sabor dos ventos" do interesse de cada participante, ou dos interesses de quem o(s) indicava, sem, contudo, terem claro tal propósito, apenas porque na filosofia do "achismo", supunha-se que este ou aquele curso seria "bom" para o indicado, tanto que ao retorno de cada um destes cursos, é praxe se perguntar: "Como foi o curso?" E a resposta fatídica, que sempre vem em seguida é: "Hã? ... Ah! O curso?...É. Foi bom!"

    Um bom planejamento (família, escola, empresa), vinculado ao diagnóstico e que venha a atender a necessidade do desenvolvimento (pessoal ou profissional), deve ser composto por premissas, simultâneas dos interesses do filho, aluno ou empregado e da família, escola ou empresa, visando seus desenvolvimentos a curto, médio e longo prazo. Planos de desenvolvimento anuais, duenais, trienais, decenais, etc, devem fazer parte de qualquer planejamento, onde esta teria a seu cargo, em parceria com o filho, aluno ou empregado, o crescimento tecnológico (competência) da pessoa, escola , empresa e país.

    Mas a gerência, diretoria pedagógica e pais participativos, na grande maioria das situações estão longe de acontecer. Logo, investem-se muito (?) em "treinamentos", pagam-se altos custos a consultorias, escolas, psicólogos, etc., mas pouco se realizam ao nível de planejamento estruturado, a partir dos próprios envolvidos. Isto por desvincularem o desenvolvimento de um planejamento estratégico, quer da família, escola ou empresa, dos propósitos da pessoa. Logo todo e qualquer desenvolvimento feito por uma administração tipo "serrote" como a apresentada, tende a levar uma família, uma escola, uma empresa e um país a uma perda tecnológica muito acentuada (vê-se quantos profissionais deixam o país para trabalharem no exterior) e à pessoa, a perder, também, todo o seu arsenal, num descrédito desestruturado de troca constante de emprego e rebaixamento do seu potencial a salários inexpressivos.

    Assim sendo, aproveitando uma frase de Vicente Falconi, "A PREOCUPAÇÃO DA ESTABILIDADE DO EMPREGO DEVERIA ESTAR A CARGO DAS EMPRESAS", até como forma de preservar seus recursos tecnológicos, e também, fica a cargo das famílias, escolas e empresas a abertura de oportunidades para a estruturação de um desenvolvimento profissional e pessoal, que atendesse aos interesses de seu clientes e colaboradores (alunos e empregados) e aos seus próprios, nesse aperfeiçoamento tecnológico. Qualquer programa que atenda ao "aporte de conhecimentos, habilidades e atitudes", desenvolverá simultaneamente o recurso tecnológico de qualquer família, escola, empresa e país. Isto para as aqueles que encararem que sua estrutura básica seja formada por três itens básicos: os equipamentos (habilidade), a tecnologia (conhecimento) e os homens (atitudes). E, aqui também, podemos inferí-los ao mesmo "NÓ DE BORROMEU". Os demais itens, como matéria prima, insumos, etc, são itens secundários, que, como no caso do desenvolvimento profissional e pessoal, ficam para os casos de indicação, diagnóstico, necessidades, etc.

    Tão importantes quanto os fatores principais, mas derivados destes. Ficam, como pontos de reflexão, algumas frases sobre questões do Desenvol-vimento Profissional e Pessoal: Estaremos nós, brasileiros, ainda no terceiro mundo, mesmo tendo acabado o segundo? O mapa mundi, até hoje utilizado, para nos ensinar geografia, estaria supostamente a conferir, como a cabeça estaria para o corpo, que a maioria dos países de primeiro mundo estariam ao alto (como cabeças), e os países de terceiro mundo estariam para baixo (como pernas ou excretores) do mundo? Por ventura, seria esta, a hora de mudarmos esse "norte" para ser o nosso SUL e fazer do "sul", o nosso NORTE forte? Sem o coração, que em nós, seres humanos, faz circular o sangue; como a seiva das árvores conseguem vingar a gravidade, e subir 20, 30 e até 90 metros acima, sem uma bomba semelhante?

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