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    Flávio Gikovate
    Médico, Psicoterapeuta, Conferencista
    Tel.: (11) 3887-0657 - Fax: (11) 3885-8646

    Site: www.flaviogikovate.com.br
    E-mail:instituto@flaviogikovate.com.br

    comportamento

    "última ceia"

     

    refeição é a "última ceia" para os gordos, diz psiquiatra e autor best-seller

    O que leva alguém a comer até não poder mais, a exagerar nas pizzas, nos chocolates e em todo o resto?

    É só entender o pensamento de um gordo: ele sempre pensa em adotar uma dieta extremamente severa logo após a próxima refeição e, por isso, decide mergulhar em uma avalanche de calorias para aproveitar a "última" oportunidade.

    Essa é a opinião do psiquiatra Flávio Gikovate, que já vendeu aproximadamente 1 milhão de exemplares de seus 29 livros (o 30º, sobre sexo, será lançado em julho deste ano pela MG Editores). Em entrevista à Livraria da Folha, o autor de "Deixar de Ser Gordo" (MG Editores) diz que, nestes casos, "toda refeição é uma espécie de 'última ceia'", ideia que provoca tendência ao consumo exagerado.

    "A reeducação alimentar é o caminho, até porque as dietas restritivas são ineficientes e inadequadas --apenas 2% dos que emagrecem dessa forma se mantêm magros." Eduardo Knapp Psiquiatra Gikovate (foto) diz que gordos devem agir como magros.

    Para quem já se preocupa com a chegada da Páscoa (4 de abril), o especialista esclarece que "não é crime comer um tanto de chocolate" e sugere a "saída": "Talvez o melhor seja escolher aquele com maior teor de cacau e com menor quantidade de açúcar".

    Outro tormento para quem quer maneirar nas calorias é não resistir e devorar um monte de guloseimas à noite, após ter conseguido se manter fiel à dieta durante o dia. "A razão é a mesma: a proibição e a privação aumentam o desejo, de modo que a tentação acaba por vencer a força de vontade", afirma Gikovate.

    "O estoque de determinação vai sendo gasto ao longo do dia." Sentimento de fracasso. As desistências constantes, entre outros fatores, fazem com que o gordo se sinta sempre um fracassado. "E não deveria ser assim, pois, se sua autoestima pudesse melhorar antes disso, ele teria melhores condições de conduzir o processo de reeducação alimentar.

    " Acreditar em "processos milagrosos" também impede o emagrecimento. Já tomar remédios que diminuem o apetite pode ajudar, de acordo com o psiquiatra. "Porém, o essencial é melhorar a alimentação, começar uma atividade física --algo muito difícil, porque o gordo é preguiçoso e envergonhado de sua aparência-- e, eventualmente, iniciar um trabalho psicoterapêutico para criar estratégias capazes de aumentar a autoestima.

    " Solução? O melhor modo natural de emagrecer é a pessoa aprender a comer como magro. Mas como? "A gente tem que começar pelo fim: comer da maneira que faria se já tivesse perdido os quilos necessários, porque o corpo acompanha o tipo de ingestão praticada.

    " Gikovate ainda completa: "Quem come como magro, pensa como magro, ou seja, para de ver na comida mais do que a necessidade fisiológica e/ou um prazer gustativo interessante".

    E assim a comida deixa de ser remédio para qualquer tipo de mal psíquico.

    Segundo Flávio Gikovate, o adulto moderno tem duas opções, ambas muito melhores do que a relação possessiva do amor convencional - viver só, estabelecendo vínculos afetivos e eróticos mais superficiais; ou desenvolver relacionamentos baseados no que o autor chama de '+amor', sentimento que respeita a individualidade e, ao mesmo tempo, cria laços que podem durar a vida toda. Nesta obra, Gikovate mostra como seguir o segundo caminho - mais difícil, sem dúvida, mas bem mais recompensador.
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