Eletrólise
A eletrólise consiste no uso de uma corrente galvânica contínua, de baixa-voltagem, baixa-amperagem, que pode ser obtida de uma bateria ou pela retificação da corrente alternada de uso corrente. O eletrodo ativo é o negativo onde pela dissociação eletrolítica libertam-se hidróxidos e íons metálicos, que causam necrose de liquefação química no local. O eletrodo passivo ou indiferente é o positivo onde a ionização libera ácidos. Se o pólo positivo fosse empregado como eletrodo ativo os ácidos acumulados causariam maior dor e menor eficiência pela coagulação tecidual que causam. Além disso, haveria possibilidade de migração de íons metálicos para o pólo negativo com a possibilidade de hiperpigmentação.
Na eletrólise empregam-se correntes de 0,5 a 1 miliampère, eventualmente, até 2,0 miliampères. O tempo de aplicação da corrente varia de 20 a 30 segundos e, excepcionalmente, até 60 segundos. Na eletrólise, para evitar a dor é importante o seguinte procedimento: primeiro, deve ser segurado o eletrodo passivo (positivo), depois, insere-se a agulha na lesão ou pelo, conexa com o pólo negativo.
A seguir, aumenta-se gradualmente a corrente. Esta técnica evita choques dolorosos pelo início ou interrupção brusca da corrente. A eletrólise é usada para epilação e para tratamento de telangiectasias. Abaixo será referido seu uso na epilação em conjunto a corrente de alta freqüência, que acelera o processo de remoção definitiva dos pelos.
Epilação
A epilação ou depilação pela corrente elétrica é o único recurso seguro para a remoção definitiva dos pelos. Pode ser feita com uma corrente de alta-frequência, usando-se um circuito monoterminal ou biterminal ou por eletrólise. A alta-frequência deve ser empregada em conjunto com a eletrólise, para assegurar a cauterização do vaso que nutre o pelo, assim levando a sua desnutrição e seguida morte.
Técnica:
A região a ser depilada deve ser limpa previamente com higienizador para pele, de preferência um antisséptico.É imprescindível boa iluminação, devendo a fonte luminosa localizar-se atrás e lateralmente ao profissional, tratando-se de um trabalho que exige precisão na aplicação cliente e profissional devem estar em posição confortável.
A agulha especial, ligada no eletrodo ativo, é introduzida no folículo piloso, acompanhando paralelamente o pelo e ângulo formado por este em relação a pele. A introdução da agulha no folículo deve, quando correta, não encontrar resistência ou dor. A profundidade da introdução da agulha varia de 3 a 6 mm.
Em seguida, dá-se 2 a 3 descargas, cada uma em torno de 1 segundo. O pelo, quando destruído, é removido sem qualquer resistência, notando-se uma cor escura na sua raiz. Quando houver resistência, deve-se repetir as descargas. Consoante os efeitos obtidos e a tolerância do cliente, pode-se aumentar a intensidade da corrente ou aumentar o número de descargas. É aconselhável depilar pelos separados pelo menos 3-4 mm e fazer sessões depilatórias com duração em torno de 20 a 30 minutos. É aconselhável, também, fazer no início do tratamento sessões mais espaçadas, cada semana ou duas semanas, a fim de observar o resultado sob dois aspectos. Um, verificando o número de recidivas, já que, mesmo com a melhor técnica e resultado de 20 a 30 por cento. É necessário prevenir o cliente desta ocorrência, já que, quando este retorno é maior, torna-se preciso aumentar o número de descargas ou a intensidade de corrente elétrica. O outro aspecto que justifica sessões mais espaçadas no início é verificar as cicatrizes que podem ocorrer. Após a depilação, se houver desconforto ou irritação, pode ser usado uma loção calmante. Os resultados da depilação por eletrólise e alta-frequência são cosmeticamente bons para excelentes, ainda que seja um tratamento prolongado, doloroso e que exige paciência do cliente.
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