Especial sobre Envelhecimento
Um corpo firme e uma silhueta delgada são símbolos de beleza e juventude. Porém a maternidade, os regimes de emagrecimento, ou o próprio passar dos anos, causam a flacidez da pele. Surgem, então, modificações cutâneas que se manifestam através de alterações estruturais do tecido conjuntivo, particularmente, da degradação das fibras de colágeno e elastina.O processo de envelhecimento se dá através do envelhecimento intrínsico (genético) e do envelhecimento extrínsico (fotoenvelhecimento e diversos envelhecimentos provocados pelo meio-ambiente)
Envelhecimento Intrínsico (genético)
Alterações estruturais e funcionais da pele idosa (em comparação com a pele de uma pessoa de aproximadamente 30 anos de idade).
• A epiderme se torna mais fina.
• A derme também mostra atrofia - pele feminina é afetada mais cedo.
• A zona de união dermo-epidermal é nivelada, de maneira que o relevo entre a derme e epiderme passe a ser menos pronunciado.
• O tecido adiposo subcutâneo (hipoderme) pode tanto atrofiar, como sofrer deslocamento parcial.
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A qualidade dos tecidos se altera; as fibras de colágeno perdem flexibilidade e poder de retenção de água.
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A irrigação sangüínea diminui.
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Observam-se alterações pigmentárias como, por exemplo, manchas escuras.
• O metabolismo é lento; a renovação celular dura de 20 a 36 dias em vez de aproximadamente 14 dias.
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A sudorese diminui em virtude das glândulas sudoríparas terem diminuído de tamanho.
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A produção da secreção sebácea diminui a partir da meia idade e a pele feminina passa a apresentar um claro déficit desta secreção.
Estas alterações levam a pele às seguintes características:
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A pele se torna mais fina e perde firmeza e elasticidade.
• Com o metabolismo mais lento, os mecanismos de normalização provocados por situações de estresse (agressões devidas ao sol, calor, mudanças de clima, mudanças de ph, etc.) são retardados.
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O equilíbrio ou fornecimento de lipídeos à pele é perturbado, e as situações de ressecamento (desidratação) da pele aumentam de forma dramática.
Envelhecimento Extrínsico (fotoenvelhecimento)
• A irradiação UV é absorvida (de acordo com a dosagem e o comprimento de onda) pela epiderme e derme. Há formação de radicais livres e, como conseqüência, são induzidas alterações agudas e crônicas do DNA nas proteínas e nos lipídeos, as quais podem ocasionar danos nas estruturas celulares (membranas) e na função e metabolismo celulares, uma vez esgotados os mecanismos de reparação próprios da pele.
• A exposição durante anos à luz ultravioleta contribui para um envelhecimento cutâneo prematuro, para a formação de rugas e, especialmente, para a formação de rugas profundas da idade. A conseqüência deste estresse prolongado é a perda da elasticidade e o espessamento da pele. A carga crônica da luz ultravioleta, ainda que sem formação de eritemas, acumula danos pré-cancerosos e até câncer cutâneo.
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Além da luz ultravioleta, o monóxido de carbono e de nitrogênio, juntamente com fatores intrínsicos, também são responsáveis pela formação de radicais livres.
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