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Resumo
A linfo-energia é uma drenagem linfática associada
a um trabalho personalizado sobre os pontos de energia provenientes
da tradição chinesa. Este método original foi
aperfeiçoado por Dominique Jacquemay, que praticou a drenagem
linfática por mais de 15 anos. Os movimentos de drenagem
criados diferem de outras técnicas. Muito preciosos, eles
seguem as contrações intrínsecas da musculatura
dos vasos. Essa maneira de tocar tem como efeito estimular o conjunto
do sistema linfático e, portanto, transportar nossas toxinas
e regenerar o organismo.
As aplicações são numerosas; é impossível
descrever todas. Entre elas, encontramos aplicações
estéticas e de prevenção da saúde: os
problemas circulatórios, as retenções de líquido
e a celulite. Nesse caso, é preciso assinalar que as manobras
específicas, que dão excelentes resultados, mesmo
nos casos de celulites antigas, vêm enriquecer a técnica.
Nítidas melhoras podem ser registradas nos estados de estresse
(ação sobre o sistema parassimpático), de constipação
intestinal e de perda de energia geral. Sem esquecer aquilo que
ninguém ousaria esperar: o fato de que numerosos clientes,
depois de experimentá-la, sentem-se revitalizados. Com efeito,
depois de uma sessão de linfo-energia, a pele fica iluminada
e as rugas são atenuadas. Por quê? A utilização
dos pontos de energia específicos do rosto reforça
a musculatura e remodela a forma oval. Será que é
a criteriosa mistura das culturas ocidental e oriental que nos dá
o que elas têm de melhor? Seja o que for, a sessão
desenvolve-se de maneira muito harmoniosa, considerando-se com grande
respeito o corpo.
Em
nenhum momento o contato entre terapeuta e cliente é interrompido.
Além das indicações supracitadas, algumas particularmente
interessantes devem chamar sua atenção. Assim, após
uma cirurgia estética (rinoplastia, lifting, dermoabrasão,
redução mamária, lipoaspiração,
entre outras) ou um tratamento médico do tipo estético
(mesoterapia, oxigenoterapia, técnicas de preenchimento ou
lipoescultura), sessões de drenagem linfática energética
devem ser realizadas. Esse trabalho combinado reduz a excelentes
resultados e assegura uma reeducação real dos tecidos,
com um efeito rápido de reabsorção dos edemas.
Além do mais, constatamos uma cicatrização
rápida e uma melhor distribuição dos produtos,
quando se trata de injeções, assim como uma supressão
rápida das esquimoses pós-operatórias.
Nesse tipo de tratamento, a execução dos movimentos
deve ser perfeita. Entre as técnicas de drenagem linfática,
a linfo-energia apresenta indubitavelmente qualidades irrepreensíveis
de seriedade. Ela traz uma nova dimensão à drenagem
linfática tradicional, graças a uma atualização
minuciosa, tão necessária, considerando-se os novos
dados científicos nesse campo (topografia dos trajetos linfáticos).
Este artigo não tem a pretensão de ensinar o método:
uma formação técnica torna-se indispensável.
Dirige-se, porém, a todos que desejam conhecer seus princípios,
com o objetivo de iniciar o tratamento. Ele podem também
constituir uma ferramenta de trabalho de base útil para o
estudante de linfo-energia. É destinado igualmente a todos
os profissionais que desejam inovar em sua profissão.
A autora lembra que se trata de um método original, fruto
de 15 anos de pesquisa e prática. Assim, a ela pertence o
termo “linfo-energia”. Numerosos profissionais estão
habilitados a praticá-lo, após obterem o certificado
e aprenderem com exatidão cada gesto a ser adotado.
Histórico
A linfa, na história da medicina, nem sempre teve o lugar
que merecia, provavelmente por causa de sua transparência
(a palavra linfa provém do latim limpidus, que significa
claro, límpido) e das dificuldades que enfrentaram os primeiros
anatomistas para evidenciá-la.
Este líquido misterioso intrigou inúmeras civilizações:
na Grécia, Pythie, uma sacerdotisa do século V a.C.,
proferia oráculos referindo-se ao sangue branco; podemos
super que se tratava da linfa. Sabemos que o povo grego tinha um
grande interesse pelas ciências e especialmente pela medicina.
Entre os antigos, Hipócrates (fim do século V a.C.)
mencionava diferentes humores constitutivos do corpo, tais como
a bile, a bile negra, a fleuma e o sangue. Herófilo (século
III a.C.) descreve com precisão o quilo (líquido de
aspecto leitoso que resulta da transformação, no intestino,
de alimento misturados aos sucos digestivos e absorvidos pelos vasos
linfáticos).
Galeano (século II d.C.) colocou em evidência, com
base em experimentações, a presença de um líquido
seroso que chamou de ichor, obtido quando o sangue é extraído
do corpo e fica em repouso. Nesta época falava-se também
de pneuma, um sangue oxigenado diferente do sangue venoso: aqui
também podemos nos perguntar se não se tratava simplesmente
da linfa.
Nessa época, a medicina afirmava que “as enfermidades
ocorriam pelas variações do estado de humores e pelos
deslocamentos induzidos dos líquidos orgânicos no corpo,
em geral, e nos vasos”. Mas é preciso saber que todas
as teorias formuladas ficaram como hipóteses até as
primeiras dissecações feitas em Alexandria, no século
III a.C. Em diferentes lugares do planeta, uma mesma concepção
existiu. Encontramos vestígios entre os incas, no antigo
Egito, assim como entre os árabes: manuscritos que datam
dos séculos X e XI (Avicenne e Rhazès) testemunham
tal fato.
Na Idade Média, os progressos no âmbito da medicina
ficaram estagnados em virtude do puritanismo de uma época
dominada pelas religiões. Assim, somente em 1622, um italiano
chamado Aselli de Crémone revela, ao dissecar um intestino
de cachorro, a presença de vasos linfáticos que ele
denominou de Venae Láctea, veias lácteas, por causa
da cor opalescente e nacarada que caracteriza a linfa nesse lugar
durante a digestão.
Seis anos mais tarde, na Inglaterra, William Harvey descreve o funcionamento
da circulação sangüínea, como é
conhecida na atualidade: um circuito fechado acionado pelo coração.
O corpo médico pensava o contrário: que o fígado
cumpria essa função primordial. Somente no final da
vida desse pesquisador admitiu-se sua descoberta, muito controvertida
na época, como uma realidade científica, reconhecendo-se
a importância de seu livro "Exercitatio Anatômica
de Motu Cordis et Sanguinis in Animabilus", publicado em 1628.
Em
1647, Olaf Rudbeck anunciou a presença de um grosso coletor
linfático: o ducto torácico. Nessa mesma data, na
França, Jean Pecquet, da Faculdade de Medicina de Montpellier,
fez a mesma descoberta. Seu nome ainda é conhecido atualmente
graças à “cisterna de Pecquet” (pequeno
reservatório situado no começo do ducto torácico.
Sua função é recolher a linfa dos coletores
dos membros inferiores). Pecquet descobriu igualmente as localizações
dos ângulos venosos terminus.
Em 1652, Thomas Bertelsen, chamado “Bartholin”, confirmou,
em seus volumes dedicados ao rei Frederico III, da Dinamarca, a
existência do sistema linfático no ser humano. No curso
de suas pesquisas, injetando corante azul dentro da rede linfática,
ele trouxe informações precisas sobre suas ramificações:
os vasos linfáticos. Em 1876, após mais de um século
de desinteresse pela linfa, Mâconnais criou uma prancha que
descreveu com precisão a anatomia linfática do membro
inferior. Em 1883, Sappey elaborou um Atlas de la Circulation Lymphatique,
cujas pranchas descritivas dos trajetos dos vasos e das zonas ganglionárias
continuam sendo utilizadas na maioria das obras atuais.
A partir de então e até os nossos dias, numerosas
explicações científicas se incorporaram a esses
dados. Seria vão e trabalhoso descrevê-las. Atentemos
para um momento importante, ao qual fazemos pouca referência:
em 1892, um cirurgião austríaco, o professor Winiwarter,
efetutou as primeiras manobras com o propósito de reabsorver
os edemas.
Entre 1932 e 1936, Emil Vodder, reconhecido como o pai da drenagem
linfática manual, inicialmente doutor em filosofia e, depois,
fisioterapeuta, interessou-se pelos trabalhos de Aléxis Carrel
(Prêmio Nobel em 1912 por ter tido êxito na experiência
surpreendente de manter vivas as células de frango, renovando
regularmente o líquido linfático no qual elas se banhavam).
Intrigado em relação ao sistema linfático e
seguindo a intuição que teve ao longo do tratamento
de um de seus pacientes acometido de sinusite, ele elaborou, em
Cannes, um método completo e original: a drenagem linfática
manual. Dito de outra maneira, movimentos “em círculos”,
chamados também de “em roue voilée” (em
roda curva), efetuados suavemente, mas de maneira rítmica,
tendo como objetivo aliviar diferentes patologias e reabsorver os
edemas.
O caminho foi longo e difícil, apesar de seu método
ter sido apoiado cientificamente, pouco a pouco, por diferentes
professores (Földi, Asdonk, Kuknke, Collard e, atualmente,
Leduc). Vodder teve de esperar vinte anos para que seu tratamento
fosse reconhecido com base em seus benefícios. Mais tarde,
em 1970, fundou sob sua marca, em Walchsee (Áustria), uma
escola particular que funciona até hoje.
Desde então, outras numerosas escolas estabeleceram-se em
todas as partes do mundo, algumas dirigidas por antigos alunos de
Emil Vodder, tendo todas o mesmo objetivo: ensinar meticulosamente
o método criado em 1932 e assegurar a qualidade deste trabalho.
Atualmente, a DLM adquiriu um lugar de destaque entre os tratamentos
médicos. Simpósios de linfologia acontecem todos os
anos, reunindo membros do corpo médico e paramédico
adeptos do método.
Obs.:
Este artigo continua na próxima semana.
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