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parte - 4
Os gânglios Linfáticos
Sua morfologia, sua cor, assim como sua quantidade, diferem de
um individuo a outro e também de uma região a outra.
Eles são grandes e raros ou pequenos e agrupados. Sção
nomeados, então, de linfo-centros.
Os gânglios situam-se em zonas específicas, próximos
de nervos ou de vasos sanguíneos. Estão disseminados
por todo o corpo. Encontram-se principalmente no pescoço,
ao longo do músculo esternocleidomastóide, na região
abdominal( cerca de 350 a 500 gânglios) e , logicamente,
perto das articulações dos membros. Essas zonas
serão vistas em detalhe mais para adiante. Os gânglios
intercalares estão disseminados pelo corpo de maneira isolada.
Observamos que não exercem nenhuma função
de filtragem.
Do ponto de vista topográfico, os gânglios podem
ser ou superficiais e emaranhados no seio do tecido conjuntivo
subcutâneo , ou mais profundos o lado da fáscias
musculares, podendo estar, ainda, próximos aos órgãos
internos.
1- Artéria
2- Veia
3- Vasos Eferentes
4- Cápsula
5- Zona Paracortical
6- Trabéculas Conjuntivas Elásticas
7- Folículo
8- Zona Medular
9- Zona Cortical
10- Vasos Aferentes.
Obs:Como
veremos, as manobras de reativação linfática
começam ou terminam sempre em um território ganglionário
. Esse trabalho indispensável é feito exercendo-se
uma pressão mais forte do que no restante dos trajetos
.
O gânglio é constituído por uma cápsulas
cuja face convexa recebe vários vasos linfáticos
aferentes, de uma enervação e de uma conexão
venosa e arterial. D e maneira geral, o gânglio é
formado por:
- Uma cápsula delgada que o delimita e cujo exterior o
tecido adiposo adere;
- Trabéculas ou membranas fibrosas compostas de colágeno
e de reticulina( corticol, medular);
- Três zonas de tecido linfóide: cortical superficial(
linfócitosB ), paracortical(linfícitos T) E MEDULAR(linfócitos
B). É nessa última zona, constituída por
cordões, que as células imunitárias efetuam
o último tratamento da linfa;
-Diferentes seios( marginal, radiados e medulares).
O ducto torácico é o coletor linfático mais
volumoso que existe no organismo. É nele que se verterá
a linfa purificada antes de chegar á circulação
sanguínea, como explicamos anteriormente. No seu `` terminus``,
ele desemboca na veia subclávia esquerda.

A
banheira do Dr. Kuhnke
A
lei de Starling foi notavelmente ilustrada pelo professor Kuhnke,
que comparava nosso sistema circulatório a uma banheira:
Foto da banheira
Figura: Analogia do Sistema Linfático
A- Torneira= filtração;
B- Sifão=filtração;
C- Tubo de descarga= sistema linfático;
D- Conteúdo da água dentro da banheira_=tecido conjuntivo
A chegada da água representa a filtragem efetuada pelo
sistema arterial carregado de elementos nutritivos. Notemos que
ele fluí de maneira ininterrupta. A água contida
na banheira é comparada, por analogia, com o nosso tecido
conjuntivo. O esvaziamento reside na reabsorção,
onde no esquema acima , o sistema venoso é simbolizado
por um sifão.
Quanto ao sistema linfático, ele está representado
aqui por um tubo de descarga cujo papel é evitar a inundação:
de alguma maneira o sistema funciona como sistema de segurança.
Um deficiência deste equilíbrio ( filtração
/ Reabsorção) provoca um transbordamento da banheira,
o chamado edema
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