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    Orlando Sanches
    Rua Pais de Araújo, 29 - cj. 25 - Itaim Bibi - São Paulo
    Fone/Fax: 11 2867.6966
    E-mail: orlandosanches@uol.com.br
    Site: www.posop.com.br
    Especialista em pré e pós operatório e consultor de Estética
    Estética

    Lipoaspiração Facial

    Cirurgias Faciais

    Esta técnica é bastante empregada para pessoas que têm excesso de gordura na região do mento ("papada") e nas laterais do rosto.

    O preparo cirúrgico será o mesmo que já vimos anteriormente e os cuidados durante o pós-operatório serão os mesmos de qualquer outra cirurgia facial, pois o tecido também é traumatizado durante o procedimento cirúrgico.

    Sendo assim, deve-se seguir as mesmas orientações com relação a DLM anteriormente citadas. É bastante comum no pós-operatório de lipoaspiração a utilização do ultra-som de 3 MHz, como terapêutica auxiliar para dissolver nódulos e fibroses que por ventura se formem na região operada.

    A formação de fibroses é relatada cientificamente como normal, não devendo causar preocupação por parte do paciente operado. Apenas sugere-se que se cuide profilaticamente destas fibroses para se garantir melhores resultados finais da cirurgia.

    Este equipamento deverá ser utilizado por mãos habilidosas, sempre respeitando o tempo de aplicação, a maneira de execução das manobras com o cabeçote, a regulagem correta do equipamento e do produto a ser aplicado na pele/região tratada.

    O ultra-som de 3 MHz é um excelente equipamento auxiliar durante o pós-operatório, porém todo cuidado em sua utilização é pouco, mediante danos desastrosos que o uso indevido deste equipamento pode provocar.

    De um modo geral as aplicações de ultra-som iniciam-se logo que se note formações fibrosas indesejáveis na face e principalmente na região mentoniana do paciente.

    As aplicações costumam ser executadas em dias alternados; o equipamento sempre será o ultra-som de 3 MHz (nunca de freqüência diferente) e o ajuste estará sempre posicionado para a forma de emissão de onda "pulsada", pois o pulso facilita a "quebra" das fibras.

    A potência da onda que é especificada normalmente em W/cm2 deverá chegar no máximo a 1,5 W/cm2 e o tempo de aplicação total no rosto, não deverá ultrapassar 5 a 10 minutos, dependendo da região total a ser tratada.

    Deve-se utilizar gel condutor para ultra-som (obedecendo às normas do fabricante do equipamento) e a aplicação consistirá em movimentos de rotação lenta e suave do cabeçote exclusivamente sobre as regiões fibrosadas.

    O início da emissão da onda dever ser ativado após o paciente já estar com o gel aplicado na pele, em camada espessa e o cabeçote estar em contato com o gel e a pele.

    Nunca se deve acionar a emissão da onda com o cabeçote em contato com o ar, assim como em caso de interrupção da aplicação, deverá ser executada a parada de emissão de onda ainda com o cabeçote em contato com a pele do paciente. Procedimento diferente deste pode provocar danos ao equipamento.

    Vale lembrar ainda que o esteticista deverá sentir com a outra mão (ponta dos dedos), se não está ocorrendo aquecimento indevido na região da aplicação.

    A região tratada pode receber um mínimo de aquecimento, que ocorre pelo mecanismo de cavitação provocado pelo ultra-som, porém o aquecimento deverá ser acompanhado e a aplicação suspendida caso note-se que a temperatura da pele está se elevando acima da temperatura corpórea normal (37o C) ou caso o paciente relate algum tipo de sensação desagradável.

    É importante mencionar que a pele já demonstrará elevação de temperatura em função do estado inflamatório pertinente ao P. O., assim a sensibilidade tátil torna-se relevante neste momento.

    A elevação da temperatura pode significar dilaceração de tecido, e pode ocasionar a formação de um seroma (coleção líquida extracelular) no local da aplicação.

    Cuidados domésticos imediatos

    No dia seguinte ao da cirurgia, normalmente o cirurgião responsável promove a retirada do capacete/curativos, após isto, orienta-se lavar os cabelos e o rosto, sendo que todas as manobras devem ser extremamente suaves e delicadas e, o uso de sabonetes e xampus neutros será imprescindível.

    Muitas clínicas procedem à lavagem dos cabelos logo após a retirada dos curativos, porém caso isto não seja feito na clínica, deve-se orientar o paciente para que antes de lavar os cabelos, aplicar água oxigenada de 10 volumes sobre todas as regiões onde existirem resíduos sanguíneos e deixe cair bastante água morna nas regiões operadas do couro cabeludo, a fim de que o sangue coagulado, possivelmente existente, torne-se maleável, facilitando a higienização dos cabelos e do couro cabeludo.

    Não se deve esfregar para efetuar a remoção dos resíduos sangüíneos existentes, tampouco se deve forçar a remoção da tinta dos marcadores cirúrgicos utilizados para orientar o cirurgião durante o procedimento operatório. Informar ao paciente que a tinta das canetas marcadoras é de extrema fixação, porém irá sendo removida, progressivamente, ao longo das higienizações/banhos diários a que o paciente se submeter.

    O uso de secador frio ou morno e a escovação suave dos cabelos são permitidos. Costuma-se orientar a aplicação de compressas frias ou geladas de hora em hora, durante 10 minutos, exceto durante a noite, com auxílio de gaze e soro fisiológico, na região das pálpebras e também do mento.

    O frio ajuda para acelerar a redução do edema. Este procedimento deve ser mantido até o 3º P. O. e após este tempo, deve ser suspenso, pois já ocorreu a fase inflamatória aguda.

    Deve-se orientar ao paciente que durma com a cabeceira elevada a um ângulo de 30º, porém sem uso de travesseiro. Pomadas, cremes ou cosméticos Toda e qualquer substância químico-cosmética de uso inicial, deverá ser orientada pelo médico responsável.

    Caso o paciente relate necessidade do uso de hidratantes na pele, devido à sensação de repuxamento da pele que ocorre principalmente na primeira semana do P.O., deve-se primeiramente, consultar o cirurgião antes da orientação de qualquer produto.

    Decorrida a primeira semana, os riscos com a utilização de cosméticos ou fotoprotetores são praticamente inexistentes, salvo haja alguma intercorrência durante este período.

    Costuma-se orientar o uso de cremes à base de ácido mucopolissacárido polissulfúrico ou vitamina K-1 como coadjuvantes na redução das equimoses (manchas roxas).

    A aplicação de cremes ou de produtos específicos para as cicatrizes deve iniciar-se somente após o 21º P.O., momento em que, normalmente, não existirão mais as crostas cicatriciais ou mesmo feridas.

    Caso ainda haja crostas ou feridas, o uso de qualquer produto cosmético estará proibido.

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