Uma reflexão do espÃrito enérgico e calor das culturas mediterrâneas incrementada com a sinergia dos óleos essenciais, traz fluidez, restauração e relaxamento.
É como dirigir-se ao oriente, mergulhar nas águas do mediterrâneo e entregar o corpo a um ritual da terapia do mar.
É fácil perder a noção do tempo quando o corpo relaxa com uma massagem de óleo de junÃpero para aliviar as dores musculares, onde a única referência são as velas que lentamente queimam, e uma chicara de chá de ervas tomada antes do relaxamento.
A terapia do mar mediterrâneo é um tratamento dedicado aos homens que, cansados das idas e vindas do cotidiano, estão expostos ao estresse contÃnuo.
Ouvem-se sons do mar quando recebem os movimentos ondulantes da massagem purificante do mediterrâneo. A idéia é reconstruir o ritual de boas vindas do povo Tuareg aos homens que voltavam da venda de sal meses após da partida.
Nômades e os principais habitantes do Saara, os tuaregues atravessavam o deserto em rotas comerciais para o norte em direção a costa da Ãfrica (Mediterrâneo).
Tradicionalmente os tuaregues são uma sociedade hierárquica com nobreza e vassalos. Suas origens parecem perdidas no tempo, uns lhe atribuem ascendência egÃpcia, outros iemitas.
Alguns ainda os consideram descendentes de uma tribo européia.Em suas intermináveis e lentas caravanas de camelos, entre dunas de areia avermelhada, montados por homens com turbantes de um azul inconfundÃvel e de esbeltas figuras femininas com seus belos rostos emoldurados por longos cabelos finamente trançados.
Sabe-se com certeza que durante muito tempo dominaram enormes extensões do deserto. Os tuaregues não se distinguiam por traços comuns, eram altos, delgados, de pele escura e cabelos negros ondulados.
Tinham uma linguagem secreta (denominada “linguagem mudaâ€) muito empregada nas transações comerciais e relações amorosas.
Nos rituais de boas vindas aos homens tuaregues, as mulheres recebiam seus parceiros com verdadeira fonte de magia e amor, onde a massagem era um sinal de agradecimento e alegria pelo sucesso do retorno ao lar.
E abatiam animais em grandes comemorações pela venda do sal onde homens e mulheres pintavam os olhos com kohl (pó negro de sulfato antimônio).
As mulheres, com suas longas cabeleiras presas em tranças, pintavam o rosto de vermelho ou amarelo e os lábios de azul formando uma espécie de máscara que serve de enfeite e sÃmbolo mágico. |