O mesmo ocorre com um sindicato PATRONAL que é dirigido por patrões, logo, visa o interesse destes. Aliás, quando esse sindicato é de estabelecimentos, o dono não precisa sequer ser um esteticista. Logo, um SINDICATO LABORAL age no sentido de defender o trabalhador, e um PATRONAL o patrão. Seja lá o segmento que for, as pessoas têm direito legítimo e democrático de se organizar. BOBO QUEM NÃO O FIZER!
Mas o que me deixa de certa forma perplexa é o fato de algumas entidades supostamente de classe e seus dirigentes, comporem um Sindicato de Patrões. Essas pessoas que deveriam defender a profissional esteticista de todo o tipo de problemas, se escondem covardemente atrás de pessoas e instituições para justificar o injustificável. Essas mesmas pessoas se acham no direito de criar confusão entre as profissionais, pois têm a convicção de que nossa carreira, assim como boa parte do Brasil é despolitizada. São pessoas como essas que exercem patrulhamento ideológico dizendo, se você é ou não esteticista.
Será que uma pessoa que fez curso livre ou não freqüentou o ensino formal não pode ser considerada ESTETICISTA? Claro que o SINDEST/SP, tem como uma de suas metas fazer com que todos profissionais da área tenham curso técnico no mínimo, porque é bom para a carreira, para o crescimento do indivíduo e também para os nossos clientes, que estarão recebendo um tratamento com profissionais gabaritados, bem formados e conscientes das suas ações. Mas o objetivo do SINDEST/SP não é de exclusão e sim de inclusão, tanto que já estamos fazendo parceria com Escolas Técnicas tradicionais na área estética, e não com pardieiros onde pessoas que mal conseguem acompanhar um curso superior se intitulam coordenadoras.
Esteticista que se preza não toma lugar de ESTETICISTA, tem que brigar para tirar os aventureiros que estão roubando nossa carreira. Além disso, o artigo 205 da Constituição Brasileira garante:
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho
Brigar com profissionais da mesma área ou misturar os papéis sociais entre trabalhadores e patrões é dar um tiro em nosso próprio pé!!!! Infelizmente nossa sociedade ainda não avançou o suficiente para que patrões e empregados possam compor o mesmo sindicato. Bem, no dia que esse avanço ocorrer não haverá mais necessidade de existir essas duas categorias. No entanto hoje é assim: um trabalha e traz lucro, o outro lucra e manda. Mas tem ainda a questão do Profissional Liberal, que está contido no mesmo patronal. Há quem diga que o profissional liberal é um trabalhador como outro qualquer. Com isso eu bem que concordo.
Mas a questão não é o que eu acho e sim o que diz a lei. Infelizmente aqui há um problema de semântica. Mais que isso, há uma tentativa de confundir a categoria com palavras que distorcem a realidade. O nosso Sindicato, por exemplo, fala em profissionais esteticistas autônomos. Seja lá como for, é estranho ter um sindicato que defenda os prestadores de serviço, sejam eles autônomos ou liberais, juntamente com os patrões não acham? Vamos imaginar a seguinte situação: “Um Centro Estético, não paga as obrigações trabalhistas a uma determinada funcionária esteticista, ou não cumpre o combinado com a profissional prestadora de serviço, autônoma ou liberal. Essa profissional em questão pede ajuda ao sindicato.
Será o sindicato que carrega no nome a expressão Patronal que vai defender o direito desse trabalhador? Não nos cabem aqui conjecturas, no entanto tal situação é como mandar o lobo cuidar das ovelhas. O Profissional Liberal, segundo afirma a frase de Carvalho e Azevedo (2007) diz: “O termo não é bom, mas tem sido tradicionalmente utilizado. O senso comum indica que tais profissionais seriam aqueles que trabalham por conta própria, sendo patrões de si mesmo. Seriam médicos, advogados, engenheiros etc. que teriam seus consultórios e escritórios próprios, não devendo “satisfação” a ninguém.”
O exercício de sua profissão pode ser dado com ou sem vínculo empregatício específico, mas sempre regulamentado por organismos fiscalizadores do exercício profissional. Já segundo o SEBRAE: O trabalhador autônomo é a pessoa fisica que presta serviços habitualmente por conta própria a uma ou a mais de uma pessoa, assumindo os riscos da sua atividade; não é subordinado, não tem patrão, não tem horário de trabalho fixo, e, portanto, não tem direito a verbas trabalhistas (décimo terceiro, férias, uma folga paga por semana etc.), apenas a direitos previdenciários.
O que diferencia este trabalhador do empregado protegido pela CLT é a subordinação a que o empregado está sujeito, pois recebe ordens do empregador, enquanto que o trabalhador autônomo exerce a atividade por conta própria; no caso do autônomo, os lucros e prejuízos são próprios: no caso do empregado, os riscos da atividade são de responsabilidade do empregador. Ainda, segundo o Portal de administradores, "O autônomo pode ser qualquer individuo, com ou sem qualificação profissional, desde que trabalhando por conta própria", explica o presidente da Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL), Francisco Antonio Feijó.
O liberal é sempre um profissional de nível universitário ou técnico, registrado em uma ordem ou conselho profissional. Ele também lembra que os liberais pagam contribuição anual ao sindicado de sua categoria, que é muito alta quando comparada ao profissional autônomo. Por tudo que foi exposto, o SINDEST/SP está em festa e acredita que as coisas estão melhorando. Hoje, alguns setores que sempre brigaram entre si para ganhar a profissional esteticista e fazer dela cliente, explorando seu trabalho, estão pelo menos se dando ao luxo de criar sindicatos. feio mesmo, são algumas supostas profissionais apoiarem e, sobretudo confundirem mais ainda nossa classe.
Como diria o Macaco Simão: “É RUIM MAIS É BÃO”.
Atenciosamente - Diretoria Executiva SINDEST/SP – Sindicato dos Esteticistas do Estado de São Paulo
Presidente: Jeanete Moussa Alma
|