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    PROFª ESTELA CARDOSO
    Graduada em Fisioterapia • Pós graduada em Fisioterapia Dermato-Funcional • Graduada em Estética e Cosmetologia

    Tel: 21 2236.2460 • 2236.2461
    Site: www.advicemaster.com.br
    email: estela.cardoso@advicemaster.com.br

    A Nova Visão da Estética Corporal

    Diagnóstico Diferencial

    Antes de iniciarmos qualquer tratamento é preciso conhecer bem a nossa cliente. Isso é feito através da ficha de anamnese. Essa ficha deve ser a mais completa possível, pois dessa forma ela vai nos fornecer informações importantes sobre a cliente.Depois precisamos avaliá-la, e identificar o que ela realmente apresenta: O diagnóstico diferencial é imprescindível. Será que o que para ela é “celulite”, é apenas uma infiltração, isto é, acúmulo de líquidos no tecido adiposo? E nesse caso a Drenagem Linfática melhorará consideravelmente esse quadro. Mais do que nunca a avaliação é de suma importância para diagnosticarmos o quadro que ela apresenta.Existem várias patologias estéticas que se coexistem e confundem.

    Muito freqüentemente a hipotonia cutânea é chamada pelos leigos ou até por profissionais desatentos de celulite. Antes de tratarmos o tema vamos tentar especificar o que o senso comum entende por celulite e porque a hipotonia cutânea é considerada uma manifestação dela. Tecnicamente podemos descrever seis patologias que costumam ser indiscriminadamente chamada de celulite:
    •Edema
    •Lipodistrofia
    •Fibro edema gelóide subcutâneo
    •Hipotonia muscular
    •Fibrose
    •Hipotonia cutânea

    Edema

    Retenção hídrica de diversas etiologias. Pode ser provocada por problemas renais, intoxicação medicamentosa, alterações hormonais, stress, uso inadequado de vestuário pressionando gânglios linfáticos (calça jeans apertadas) e etc. Normalmente apresenta-se agravada em membros inferiores. O edema de origem não traumática é uma patologia específica do ser humano. O edema também pode ser de origem metabólica patológica por insuficiência renal. Quando o indivíduo acorda constantemente com mãos e pés edemaciados é aconselhável, antes de tudo, a avaliação de um nefrologista para afastar a possibilidade de uma patologia renal ou para tratá-la.

    O que nos deparamos normalmente são com os edemas posturais, hormonais e carenciais (desnutrição). Todos eles diminuem com drenagem linfática, mas se a causa não for corrigida a reincidiva é quase que imediata. Quando o tecido está edemaciado ele apresenta uma aparência estufada e irregular que pode ser confundida com celulite. O tratamento estético para o edema consiste basicamente em drenagem linfática manual eletrônica ou pressoterápica. Outro recurso interessante é o uso da vacuoterapia (modo pulsado).

    Lipodistrofia

    Desenvolvimento irregular do tecido conjuntivo adiposo subcutâneo ou gordura localizada.Pode ser genética, produzida por alterações posturais ou circulatórias. Na lipodistrofia, os adipócitos apresentam-se aumentados com uma quantidade de triglicerídeos maior que outras regiões; porém não existem sinais de esclerose ou fibrose. O metabolismo local pode apresentar-se lento mas sem maiores transtornos.

    A diferença fundamental entre a lipodistrofia e a celulite é que a primeira pode apresentar um metabolismo mais baixo, mas não apresenta alterações metabólicas patológicas como na celulite. Como o tecido adiposo é tecido conjuntivo frouxo, quando aumentado, apresenta irregularidade e uma aparência ondulada por isso é confundida com a celulite. A lipodistrofia pode vir acompanhada de transtornos posturais e localizar-se sobre uma musculatura atrofiada; ou sobre algum órgão com algum tipo de disfunção; ou até sobre veias perfurantes congestionadas.

    Há também a pré disposição genética que deve ser levada em conta, observando-se se realmente é genético ou se a pessoa herdou a mesma causa da lipodistrofia. Um exemplo típico de lipodistrofia é o culote que muito freqüentemente é tratado como celulite e tem sua origem na alteração postural que expõe a articulação coxafemural por uma hiperextensão e rotação dos joelhos. A lipodistrofia, neste caso, funciona como uma “almofada” para proteger esta articulação.A região lipodistrófica tem um metabolismo mais lento ou por falta de contração muscular regular, ou por congestão circulatória, mas não apresenta alterações metabólicas graves como polimerização dos mucopolissacarídeos, fibroses, destruição de tecido vascular e compressão de enervação como ocorre na celulite.

    Para se combater adequadamente uma lipodistrofia é necessário corrigir a causa através de técnicas fisioterápicas (caso tenha origem postural) ou tratamentos médicos adequados às disfunções orgânicas ou circulatórias. A lipodistrofia causada por problemas posturais pode regredir com tratamentos termolipolíticos, ultrassom, ionização de grandes superfícies, estimulação muscular e eletroforese. Podemos concluir, portanto que a diferença básica entre lipodistrofia e celulite é que a lipodistrofia é conseqüência de alguma patologia externa ao panículo adiposo e a celulite é uma patologia do próprio panículo adiposo. Quando a causa da lipodistrofia é tratada podemos estimular com técnicas estéticas a região lipodistrófica e teremos resultados satisfatórios. As reservas energéticas deste panículo adiposo podem ser liberadas, pois não estão fibrosadas nem com graves transtornos circulatórios como na celulite.

    Fibro edema gelóide subcutâneo ou Paniculopatia Edematofibroesclerótica

    Essa é a verdadeira patologia que pode ser chamada de celulite.Assim como a lipodistrofia o FEG ou PEFE também se apresenta no tecido adiposo subcutâneo, mas apresenta um metabolismo totalmente alterado. Esse tecido apresenta-se esclerosado (com pouca circulação) e fibrosado (com aumento de fibras colágenas). O aumento de adipócitos no FEG ou PEFE não é só acúmulo de triglicerídeos como também aumento hídrico. O líquido intersticial perde sua fluidez e torna-se viscoso pela polimerização dos mucopolissacarídeos. As trocas metabólicas ficam dificultadas pela espessura do líquido intersticial diminuindo a nutrição e oxigenação das células. O aumento dos adipócitos e a diminuição circulatória produzem uma congestão venosa destruindo tecido vascular, nervoso e linfático.

    Como reação de defesa há formação de fibras colágenas fibrosando o tecido. Os grupamentos desses adipócitos dão origem aos nódulos celulíticos.As principais causas desses transtornos são: genética, hormonal, stress, nutricional, anticoncepcional, alimentação errada, roupas apertadas e fumo.O tratamento do FEG. ou PEFE é difícil mas essa patologia pode ser minimizada através de iontoforese de grande superfície, ultrassom, drenagem linfática, eletroporação, endermologia e massafilaxia.

    Etapas de evolução da celulite:

    Primeira Etapa
    Caracteriza-se pela diminuição da microcirculação venosa e linfática, onde os vasos se dilatam e o sangue permanece alojado mais tempo que o habitual

    Segunda Etapa
    A estase venosa e a vasodilatação tornam a parede dos vasos venosos e linfáticos mais permeáveis, deixando sair um líquido rico em sódio e mucopolissacarídeos para o exterior. Esta etapa é chamada de “edema do tecido conjuntivo”.

    Terceira Etapa
    Devido à estase circulatória, ocorre uma transformação do líquido seroso em uma substância gelóide.Isto dificulta o intercâmbio de nutrientes entre os vasos e as células adiposas.

    Quarta Etapa
    Proliferação da substância fibrosa na derme e hipoderme e organização de fibrilas túrgidas. Formam-se redes que englobam células adiposas, vasos venosos, linfáticos e nervos, dificultando as trocas nutricionais.

    Quinta Etapa
    Caracteriza-se por fibrose e esclerose cicatricial que comprimem células, vasos linfáticos e nervos. São formados micro e macro-nódulos, formando ondulações (casca de laranja).

    Tipos de celulite
    Celulite dura, sólida ou compacta
    •Local: porção inferior do corpo;
    •Granulosa ao tato. Massa dura e localizada;
    •Não se altera com a movimentação postural;
    •Pouca ou nenhuma mobilidade;
    •Sensação dolorosa e microvarizes;
    •Sensação de frio nas extremidades.

    Celulite branda ou flácida
    •Local: pelve, coxas e braços;
    •Surge após emagrecimento rápido, uso de diuréticos, procedimentos mal realizados como: lipoaspiração e mesoterapia;
    •Mobilidade nas mudanças posturais;
    •Atrofia muscular, microvarizes, pele fria, seca e rugosa.

    Celulite edematosa


    •Local: membros inferiores;
    •Obstrução tissular a nível das articulações;
    •Insuficiência circulatória e linfática MIS;
    •Edema, varizes peso, prurido, câimbras;
    •Aspecto casca de laranja;
    •Ausência de cacifo.

    Hipotonia Muscular


    O panículo adiposo tem por suporte a estrutura muscular. Quando a musculatura perde tonicidade o músculo perde espessura e aumenta o seu comprimento e o panículo adiposo ali fixado apresenta-se na superfície cutânea com ondulações.Estas ondulações diferem das ondulações provocadas pela hipotonia dérmica, pois se apresentam na forma de ptose. Para tracionar o tecido e fazer desaparecer essas ondulações, temos de tracionar camadas musculares do tecido. As causas mais freqüentes da hipotonia muscular são:
    • Falta de atividade física
    • Postura incorreta a)

    a) A falta de atividade física regular faz com que a musculatura perca tônus e espessura, principalmente em idades mais avançadas;
    b) A postura incorreta pode determinar hipotonia muscular localizada por sobrecarregar alguns grupos musculares e relaxar outros.
    É muito freqüente observarmos mulheres com hipotonia glútea e hipertrofia de quadrícepes, pois caminham com o quadril avançado, transferindo seu equilíbrio para quadrícepes e musculatura lombar apresentando lordose acentuada. Normalmente essas mulheres não têm estabilidade de quadril e caminham “rebolando”. Este é um andar típico das modelos, por ser considerado sensual. Essa postura produz progressivamente uma hipotonia glútea podendo até fazer aparecer um falso culote. É chamado de falso culote, pois não se trata de uma lipodistrofia, que seria o culote verdadeiro. A musculatura glútea perde volume e fica com uma aparência disforme e irregular. Essa irregularidade produzida pela hipotonia muscular muitas vezes é confundida com celulite.

    Fibrose e Aderências
    São retrações da pele produzidas pelo aumento e endurecimento das fibras colágenas. As fibroses ocorrem na celulite em decorrência de um transtorno metabólico local como vimos anteriormente. Existem muitas outras causas para que as fibroses e aderências apareçam:
    a) Traumatismos locais; quedas ou pancadas que cortam o tecido internamente, quando cicatrizado pode apresentar fibroses e aderências;
    b) Reação inflamatória decorrente de injeções;
    c) Uso inadequado de roupas íntimas com elásticos muito apertados, que produzem garrotes;
    d) Contração involuntária constante da musculatura glútea.

    Estas são as causas mais freqüentes de fibroses e aderências que não devem ser confundidas com celulite, pois não apresentam necessariamente nenhuma outra patologia associada. Quando confundidas com celulite é exatamente pelo aspecto almofadado que proporciona à superfície da pele. Atualmente para minimizar as fibroses temos um recurso bastante efetivo que são os novos aparelhos de sucção (endermologia / vacuoterapia) associados ao ultrassom que diminuem a resistência dessas fibras.

    continua
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