Com nova interpretação ao romantismo e leitura contemporânea, surge neste inverno 2006 o estilo majestoso da moda vitoriana. Estilos e combinações românticas e com toque retrô que se rendem aos babados, mangas fofas, rendas, fitas e plastrons. O estilo vitoriano vem com tudo nesta estação. O nome vem da moda da corte da Rainha Vitória, que reinou na Inglaterra de 1837 a 1901.
Em pleno século XIX, os modelos reproduziam a moral vigente na época, com vestidos que escondiam o corpo através das golas altas, das mangas, das saias compridas e armadas em meio a sedas, fitas e babados. Nesta interpretação da ostentação desta época vitoriana, os designers conduziram aos acessórios as características marcantes do período, principalmente o exagero de detalhes, os materiais nobres e o rebuscamento de bordados e aplicações.
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Vitória permaneceu no trono durante 63 anos, o mais longo da história da Inglaterra e foi chefe de estado de todo o Império Britânico, que incluía, o Canadá, a Austrália, a Índia, e vastos territórios na África. Personificação do Reino, Vitória sempre pretendeu que o Império fosse considerado como uma poderosa potência econômica e militar e um modelo de civilização.
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Seu governo foi sinônimo de uma era (era vitoriana) que ficou marcada com o início da industrialização, da expansão econômica da Grã-Bretanha e de novos padrões de progresso artístico e urbano ( disseminação dos jornais e a invenção da fotografia).
Victoria Alexandrina de Windsor s ubiu ao trono aos 18 anos, foi mãe de nove filhos, esposa e viúva obcecada pela memória do marido, o Príncipe Albert - um nobre alemão rejeitado pelo povo britânico. Quando Albert morreu, aos 46 anos, em 1861, a rainha passou a refugiar-se mais no seu Castelo de Balmoral, na Escócia, entrou em depressão profunda e optou pela reclusão por muito anos. Mesmo assim, não deixou de cumprir com nenhum de seus compromissos de rainha, reinando até 1901, quando faleceu.
Moda Vitoriana / versão inverno 2006

colcci 2006
mangas volumosas |
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Formas: Lembranças do império: blusas rendadas com golas altas, mangas volumosas, jabôs, babados, nos punhos e palas, aplicações de rendas nos decotes, plastrons, laços no pescoço, fitas de cetim nas blusas e vestidos, saias amplas, casacos curtos acinturados, botões em madrepérola, saias balonês e capas curtas. |
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bill blass 2006
tecidos suntuosos |
Cores – predominância do preto, marinho, cinzas, violáceos, verde militar, maguenta, vinhos e berries. O contraste fica por conta do cru ou off-white. Os rosas continuam, mas chegam renovados nas variações de goiaba. Os metálicos aparecem nos tons de ouro-velho, bronze, acobreados, art-nouveau e estanho (prata) com predominância do ouro envelhecido.
Tecidos : flocados maquinetados, jacquards padrões de tapeçaria, de arabescos em ouro e prata, veludos lisos e estampados, devorés, mousselines, tules, tafetás e cetins.
Acessórios: Época marcada pela suntuosidade dos enfeites e joalheria nobre. Nos calçados, brilho, pedrarias, bordados, rendas, fitas, brocados e veludos, que decoram sapatinhos de salto carretel e bico quadrado, boots curtos e sapatilhas delicadas. Os saltos médios e largos se harmonizam aos bicos afinados. As amarrações ganham destaque. As sandálias têm plataformas e saltos mais largos e robustos, que, mesmo preciosas em ornamentos, vão bem para o dia-a-dia. As cores vão do caramelo ao café e inclui os metalizados em bronze e cobre, dourado e prateado vão estar estampados. Voltar |