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    ZENILDA FRANCO

    Docente Universidade Estácio de Sá - RJ,
    Pós graduada em Pedagogia Empresarial
    e Gestão Estratégica

    Fone: 21 2567.97719656.3353
    e-mail: zenildafranco@ig.com.br

    Marketing

    AINDA EXISTEM BEIJA-FLORES

    “Todo dia é tempo de inventar, clarear e prosseguir.” Emmanuel

    Gostaria de dividir uma experiência com você. Ela pode parecer simples, banal romântica... Para mim foi marcante.

    Sou “bicho-da-cidade,” e onde vivo, apesar de ser considerada Maravilhosa, apresenta cada vez mais grades, cercas elétricas, alarmes e cada vez mais menos verde.

    O bairro onde moro é quase uma exceção, pois pelo menos na “minha” rua, apesar dos inúmeros prédios há árvores em toda a extensão. No início do ano, em um domingo nublado me dirigia ao supermercado, a rua quase deserta e silenciosa, perdida em meus pensamentos, quando um movimento à minha direita captou minha atenção: em uma casa de vila adaptada para a realização de consertos de motocicletas, com um pé de Hibisco florido na frente, um beija-flor fazia sua refeição.

    Parei com medo de alterar o quadro; a pequena ave em segundos alimentou-se e desapareceu, mas meu dia tornou-se mais bonito. Alguns meses depois fui passear no Município de Conservatória no interior do Estado do Rio de Janeiro. Literalmente, todo o centro comercial cabe em duas ruas; no mais muito verde, muitas serestas, inúmeras pousadas e silêncio.

    Para aproveitar o tempo curto (um final de semana) decidi visitar um Orquidário. Logo na entrada, um grupo de crianças brincando de esconde-esconde entre sorrisos me deu informações sobre os dias de visitação e que eu poderia entrar e que a entrada era gratuita. Não era fã de orquídeas; depois da visita mudei de idéia, encantei-me com a beleza e delicadeza das flores. Como desejava saber mais sobre as plantas aguardei o término do atendimento a outras pessoas no lado de fora, perto de alguns pés de?...

    Hibisco. Adivinhe o que aconteceu? Perto de mim um beija-flor começou a se alimentar e como anteriormente fiquei quieta, com medo de assustá-lo já que havia no máximo um metro de distância entre nós. Só que ele “não estava nem aí” para mim! Alimentou-se, pousou nos galhos...

    Repentinamente levantou vôo passando remte ao meu braço e recomeçou a alimentar-se em outras flores atrás de mim, enquanto eu continuava quieta ouvindo o zumbido característico, até ele que ele foi embora. O responsável pelo Orquidário pode me atender e nos sentamos em cadeiras rústicas para conversar, conversa longa, aliás.

    Ele egresso da Baixada Fluminense no Rio de Janeiro, a esposa artesã no lugar, cada um fazia o que gostava, no ritmo desejado, nunca sairiam dali. Falei sobre o beija-flor ele comentou ser comum, e confirmando a afirmativa mais três aves vieram buscar alimento nas flores, confiantes, bem junto a nós.

    Ao voltar para onde estava hospedada caía uma chuva fininha, gostosa, possível de ser vista descendo a serra próxima tecendo mais calma no dia. Quantas vezes passamos por situações nas quais um dia como esse cairia bem? Este final de ano tem sido muito difícil, extremamente doloroso, para inúmeras pessoas.

    Quantos sonhos desfeitos... Acontecimentos tão delicados que somente quem passa por eles pode defini-los com segurança. Seria pieguismo ou hipocrisia sequer tentar fazer algum comentário; seria um desrespeito.

    Por outro lado esta é uma época tradicionalmente considerada de recomeço, um momento de análise e planos pessoais e profissionais, de retomadas, recomeços, respirar fundo e prosseguir. E é para todos aqueles que precisam e/ou desejam um caminho mas não conseguem vislumbrá-lo que eu deixo como símbolo essa historia do beija-flor.

    Talvez seja preciso observar com maior cuidado o trajeto para se ter certeza de perceber as surpresas boas que podem estar escondidas de nossos olhos, acostumados à mesma paisagem.

    Ou mudar a postura perante o que acontece, cultivar um relacionamento, sentar-se e conversar, trocar informações...

    Tudo em nossa vida dependeu, depende e dependerá da Vontade. É uma ferramenta extremamente útil e potente, pois impulsiona nossos pensamentos e atitudes. E é usada muito pouco ou deforma inadequada!

    Precisamos aprender a usá-la em nosso favor, de maneira construtiva e positiva principalmente nas adversidades, para inventar nosso caminho, clarear nossa trajetória e prosseguir até a conquista do que desejamos.

    Que em 2010 (2011, 2012, 20...) você não se esqueça que por mais difícil, improvável ou oculto que pareça, ainda existem “beija-flores”.

    Força e Sucesso!

    Zenilda Franco – Pós graduada em Pedagogia Empresarial e Gestão Estratégica

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