Recentemente assisti a uma palestra na Biblioteca do bairro em que moro sobre as experiências profissionais de um ilustrador.
Para explicar seu método de trabalho ele contou as formas de inspiração que utiliza, entre elas visitar o local onde a história se desenrola. Um destes locais ficou em minha memória.
Creio que como eu, a maioria de nós já ouviu falar ou viu alguma reportagem acerca dos Catadores de caranguejo nos Manguezais, mas nunca parou para pensar em que método é utilizado para isso.
O expositor relatou que essas pessoas conseguem enfiar o braço na toca do animal sem se machucar, por que sabem que este se volta para o sol. Então se posicionam de forma que a poder pegá-lo com uma certa segurança. E esta história me fez pensar sobre estratégia.
Almir Fernandes, autor do livro Administração Inteligente no capítulo nove, intitulado Ambiente de negócios nos diz que: “O termo ‘estratégia’ deriva do grego stregos, que significa literalmente general do exército. Cada tribo da antiga Grécia anualmente elegia um general para conduzir seu regimento.
Estes generais davam conselhos ‘estratégicos’ sobre as batalhas para vencer as guerras, bem como orientavam quanto às táticas adotadas pelas tropas para vencer as batalhas...”
Por sua vez Idalberto Chiavenato no capítulo quinto do livro Administração – Teoria, Processo e Prática intitulado Estratégia Empresarial nos fala de tática, ou seja, a utilização de recursos sob a forma de esquema dentro de uma estratégia maior.
Tanto as Empresas quanto os Catadores tem suas estratégias. A utilizada pelos Catadores tem tudo o que foi citado pelos dois autores: o momento certo para agir, como agir para obter sustento e vencer.
E parece uma coisa tão simples! Aparentemente basta enfiar o braço até o cotovelo e puxar o animal. Mas é preciso disposição para andar por entre a vegetação, descobrir a toca, saber a posição do sol, para depois enfiar o braço com uma margem de segurança para não se ferir – ou se ferir pouco - pegar o animal, vender...
As Empresas agem de maneira semelhante quando em busca dos clientes. É preciso ter disposição para descobrir o nicho de mercado, descobrir a melhor forma de atuar na captação de clientes e sua fidelização, atendendo e superando suas expectativas para poder vencer em um ambiente extremamente competitivo.
E nós? Cada um de nós, dentro ou fora de uma Empresa, deve ter uma estratégia. É preciso saber onde desejamos chegar, o que conquistar, onde estão as oportunidades, o que iremos enfrentar, como iremos enfrentar, o que esperamos/desejamos lucrar e tomar cuidado com os possíveis ferimentos, sejam eles ao redor de nós ou em nós próprios.
Se uma Empresa não é ecologicamente responsável, acontece o que já sabemos. Se ela não respeita seus clientes, pode ferir a si própria de morte. Se as pessoas dentro de uma empresa não se respeitam, ocorrerá uma lesão interna bastante prejudicial.
Enfim, caso nossas atitudes ejam incorretas dentro ou fora de uma Organização, nossa saúde, nossas famílias, nossos amigos sairão feridos e ao feri-los, seremos nós os mais machucados...
O que temos feito, qual é a nossa tática? Queremos nos manter onde estamos? Como estamos? Buscamos o crescimento? Ou reagimos tardiamente e ficamos para trás?
É uma questão de escolha.
Força e Sucesso!
Zenilda Franco – Pós graduada em Pedagogia Empresarial e Gestão Estratégica |