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    ZENILDA FRANCO

    Docente Universidade Estácio de Sá - RJ,
    Pós graduada em Pedagogia Empresarial
    e Gestão Estratégica

    Fone: 21 2567.97719656.3353
    e-mail: zenildafranco@ig.com.br

    Marketing

    Mudança Interior

     
     

    Há alguns anos presenciei um acontecimento que poderia até parecer uma “pegadinha”.

    Estava junto com amigos em frente a uma banca de revistas quando passou perto de nós uma pessoa apressada, mas tão apressada, que esbarrou em um de meus amigos, derrubou uma garrafa de refrigerante que estava nas mãos dele (ainda bem que era de plástico...) não percebeu o que havia feito e continuou, quase correndo.

    Só alguns metros à frente aparentemente ”a ficha caiu” e olhou para trás, mas sem parar ou se desculpar. O que viu?

    Meu amigo com os olhos arregalados com a garrafa rolando a seus pés, outra pessoa do grupo balançando a cabeça como quem não acredita no que está vendo e o restante com um sorriso significando “O que foi isso?!”.

    Isso já aconteceu com você? Você já “atropelou” a vida?

    A revista Vencer!, edição de número 74, na seção Mire no Alvo trouxe uma pergunta feita a Stephen Covey, conhecido autor da área de Gestão, incluída na edição especial do livro de sua autoria Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes, seção “Perguntas que me fazem com freqüência”:

    “Qual dos hábitos você considera pessoalmente mais difícil?”

    A resposta do autor é muito interessante: “O Hábito 5 (procure primeiro compreender, depois ser compreendido). Quando estou realmente cansado e já estou convencido de que estou certo, não tenho nenhuma vontade de escutar. Posso até fingir que estou ouvindo.

    Basicamente, sou culpado exatamente daquilo sobre o que falo, ou seja, ouço com a intenção de responder e não de compreender. Na verdade, de uma certa forma, luto quase que diariamente com os 7 hábitos.

    Não conquistei nenhum deles. Eu os vejo mais como princípios de vida que nunca chegamos realmente a dominar e quanto mais perto ficamos de dominá-los, mais nos conscientizamos do quanto ainda temos de caminhar. É como dizer que, quanto mais sabemos, mais sabemos que não sabemos.“

    Você já parou para analisar suas atitudes? E os reflexos de suas escolhas em seu dia – a- dia, na Empresa, na rua, em casa, com amigos, com não-amigos...?

    Você realmente se conhece, ou apenas “desconfia”? A mudança de hábito gerada pelo autoconhecimento é um processo. Mas será que existe algum método mais adequado para alcançá-lo?

    Um amigo psicanalista certa vez me deu uma “dica” que repasso para vocês como uma sugestão para iniciar esse Caminho de Santiago particular: pedir a cinco amigos que façam uma lista com cinco qualidades e cinco defeitos nossos.

    O que é escrito poderá nos incomodar gerando reflexões e quem sabe até não concordar com a lista, mas por instantes nos veremos através do olhar do outro. Isso é muito interessante pelas descobertas que traz. Outra sugestão é repassar o dia antes de dormir: o que foi feito de bom, o que poderia ter sido feito melhor, o que não foi feito...

    O que dificulta esta análise é o nosso ritmo de vida. Trabalhamos mais de oito horas/dia sob pressão, com projetos para apresentar, metas para alcançar, conflitos, administração do tempo, relatórios, reuniões, busca de crescimento...

    Na hora de ir embora levamos trabalho para casa, o trânsito engarrafado nos irrita, e isso sem contar com o que talvez tenhamos que resolver em nossos lares, como ir ao supermercado ou resolver problemas domésticos.

    Ufa!!! Que stress! Em um ritmo assim é difícil lembrar, que dirá fazer uma análise. Estamos tão cansados que quando deitamos (ou “caímos”) na cama, “desmaiamos” até que o despertador nos acorde e recomeçamos tudo, só diminuindo um pouco no final de semana tão esperado, quando às vezes transformamos também o lazer em correria (precisamos aproveitar o tempo)!

    Há uma terceira sugestão de método - o “flagra” - quando conseguimos perceber, por exemplo, uma atitude inadequada no exato momento da ação. É bastante eficaz desde que o aproveitemos analisando (mesmo...) o acontecido em outro momento.

    Por saber o valor do capital intelectual, investe-se tempo e dinheiro nas Organizações em projetos para o bem estar dos funcionários, desde ginástica laboral até subsídios para cursos de capacitação.

    E o que temos feito para adquirir novos hábitos fora das Organizações? Do que necessitamos? Precisamos descobrir o que (ou quem) nos impede e colocar mãos a obra, para conseguir algo que nos fará trabalhar melhor, amar melhor, viver melhor.

    Força e Sucesso!

    Zenilda Franco – Pós graduada em Pedagogia Empresarial e Gestão Estratégica

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