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    JOELSON FACCHINI
    Professor da ESCOLA FISIO VITAE, FLORIANÓPOLIS - SC
    Endereço: R. Felipe Schmidt, 309 sala 801 – Centro
    Florianópolis – SC
    Tel.: (48) 3322-2297
    Site: www.fisiovitae.com.br
    E-mail: joelsonfachini@gmail.com

    Efeitos reflexos da massagem sobre a Circulação Linfática

    A linfa flui constantemente do espaço intersticial para os vasos coletores mais profundos, que são segmentados, recebendo o nome de linfângios. São os linfângios que direcionam a linfa para a circulação venosa. Todos eles possuem válvulas para que a linfa não tenha um refluxo e prejudique a circulação linfática, já que seu fluxo é unidirecional. Esses linfângios são de diversos tamanhos que variam de 1 mm, nos membros e até 15 mm, no ducto torácico. Eles irão movimentar a linfa a uma taxa de 1-2 ml por minuto, levando assim cerca de 3 litros de linfa por dia para o ducto torácico.

    Já mencionamos quais os mecanismos que movimentam a linfa em outro artigo, sugiro que consultem.

    A ação da massagem também pode influenciar o fluxo linfático, pois uma congestão nos capilares sanguíneos acaba por obstruir os capilares linfáticos e vice-versa. E uma massagem lenta e superficial poderá auxiliar na micro-circulação de retorno venoso e reduzir a pressão hidrostática, evitando então o edema.

    Contração natural dos linfângios

    Vários fatores contribuem para que ocorra a contração dos linfângios. O interessante é que na revisão de literatura, não há referência a fazer a técnica de drenagem linfática com movimentos rápidos ou, como alguns afirmam, “fazer um movimento por segundo”, tendo em mente isso vejam como muitos ensinam qualquer coisa e não drenagem linfática (o grifo é do autor). Vejamos como realmente ocorre essa contração e revejam seus conceitos:

    •  Wang e Zhong – 1985: descrevem que as contrações espontâneas dos linfângios são a força primária de propulsão da linfa para outro linfângio;

    •  Smith – 1949: se os segmentos não tiveram coordenação, o fluxo linfático poderá ser interrompido;

    •  Olszewki e Engeset – 1979/1980: confirmaram após anos de estudo que os linfângios da perna humana se contraem entre 1 e 9 por minuto;

    •  Overholser e Moody – 1988: citam que em coelhos essa taxa de contração é de aproximadamente 10 vezes por minuto;

    •  Overholser e Moody – 1988: descobriram linfângios com aproximadamente 1 cm de comprimento e suas observações demonstraram que cada contração esvazia-o de seu fluido linfático, concluindo-se que a linfa percorre 1 cm em cada contração. Então se temos 10 contrações por minuto, teremos um percurso de 10 cm em que a linfa é movimentada.

    •  Guyton – 1996: mostra que a linfa superficial não é afetada por exercícios, mas o fluxo dos vasos linfáticos profundos aumenta entre 5 e 10 vezes com exercícios moderados.

    •  Gray – 1996: demonstra que a respiração influência muito na movimentação linfática, já que em média temos 18 a 22 respirações por minuto.

    Poderíamos citar muitos outros pesquisadores, mas vejam que os vasos linfáticos ainda possuem mecanoreceptores no seu interior, estando sujeitos as variações de pressão e estiramentos que são ocasionados na pele, por exemplo, a pressão mecânica da massagem, que exerce grandes variações de pressão, facilitando a entrada da linfa para os coletores.

    Pressão Linfática

    Muito se fala sobre qual a pressão exata para a pratica da DLM, mas vejamos algumas pesquisas a respeito disso:

    •  Zweifach e Pather – 1975: a pressão interna dos vasos linfáticos fica em torno de 0,98 e 1,75g cm², notem como essa pressão é baixa, então por que muitos praticam manobras pesadas na DLM? Se a pressão for aumentada os vãos linfáticos superficiais irão colobar, formando assim um edema. E se a linfa ficar estagnada por muito tempo teremos um espessamento dela, que ocasionará vários outros problemas.

    •  Mislin – 1976: recomenda que a pressão para a DLM seja em torno de 4,39g cm² até um máximo de 52,73g cm². Atentem para o fato que a pressão da massagem fica em torno de 5 kg cm², fazendo com isso uma ruptura ou fechamento dos vasos linfáticos de menor calibre (superficiais).

     

     

    JOELSON FACCHINI

    Formação: MASSOTERAPEUTA, em 1996, pela Escola SOS CORPO - Caxias do Sul/RS.
    Registros: Fundação Educacional e Cultural Padre Landell de Moura – FEPLAM, sob o nº141.323.
    Departamento de Proteção a Saúde – DPS, sob o nº 024/15ª Delegacia Regional de Saúde.
    Associação de Ensino Profissionalizante do Rio Grande do Sul – AEPERS, sob o nº0074/00.
    Especializado em MASSAGEM TERAPÊUTICA, em 2000, pela Escola SOS CORPO - Caxias do Sul/RS.
    Registro: Escola SOS CORPO, sob nº 94/93 009.
    ESPONDILOTERAPEUTA, em 2000, pela Escola SOS CORPO - Cx. Sul/RS.
    Registro: FEPLAM nº 196.613.
    Habilitado em TERAPIAS DAS PEDRAS NATURAIS, em 2004, pelo CENTRO HOLISTICO IDHERA – POA/RS.
    Registro: FEPLAM nº 236.467.
    LINFOTERAPEUTA, especializado nos MÉTODOS FÖLDI, LEDUC, VODDER E PROPELI de Drenagem Linfática Manual.

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