Aumento de Mamas Introdução
A mamoplastia de aumento pelo implante de próteses mamárias de silicone tem como objetivo aumentar o volume das mamas e melhorar a satisfação das pacientes com seu corpo.
Próteses mamárias e doenças
As próteses mamárias já foram relacionadas a distúrbios imunológicos, reumáticos, neurológicos e até mesmo a doenças malignas. Estudos confiáveis mostram que estas relações não costumam acontecer, evidenciando mais um caráter de disputa jurídica do que de realidade científica. Desde que as próteses mamárias começaram a ser utilizadas, mais de dois milhões de
mulheres já foram implantadas e ainda não existe uma comprovação científica inequívoca que estabeleça uma relação de causa-efeito com as doenças alegadas.
Incisões
As incisões mais usadas são periareolar inferior, submamária, trans-aréolo-mamilar e axilar, cada uma com indicações, limitações e até mesmo contra-indicações especificas. Variáveis anatômicas e preferência da paciente e do cirurgião ajudam na escolha da melhor opção em cada caso.
A incisão periareolar (ao redor da aréola) é a melhor alternativa quando a aréola for maior do que 3 cm de diâmetro, não for muito clara ou demasiadamente pigmentada. Sua escolha é lógica quando houver dúvida quanto à necessidade de elevação da mama concomitante.
Contra-indicações para seu uso são os casos com aréolas de diâmetro menor do
que 2,5 cm, nos quais serão implantadas próteses maiores que 215 cc, principalmente se forem com poliuretano, que são mais ásperas, delicadas e deslizam mal.
A incisão submamária (no sulco abaixo da mama) permite acesso direto à loja onde será colocado o implante sem penetrar no parênquima mamário. Tem 3,5-4,0 cm de extensão, é paralela ao sulco e localizada a 1 cm adiante dele. Dois terços de sua extensão são colocados lateralmente ao eixo vertical da mama.
A incisão axilar tem um desenho em discreto S, sendo feita na segunda prega da axila e tem sido solicitada por pacientes que não querem vestígio de cirurgia nas mamas. A vídeo-endoscopia auxilia essa cirurgia. Esta via é mais utilizada principalmente em pacientes que tenham fortes indícios de que poderão evoluir com desvios da cicatrização, como cicatrizes hipertróficas, principalmente em função da cicatriz permanecer menos perceptível e numa
posição mais cômoda para a realização de medidas compressivas. Como é necessário descolar um túnel até a região mamária, recomenda-se, por quatro semanas depois da cirurgia, a utilização de uma faixa ao redor do tórax e junto aos quadrantes superiores da mama, para evitar o deslocamento da prótese. Essa via é inadequada às próteses com poliuretano, porque elas não deslizam pelo túnel.
A cicatriz trans-aréolo-mamilar (no meio da aréola passando por dentro do mamilo) permite que se obtenha uma cicatriz quase inaparente e que se situa anatomicamente numa área muito favorável à cicatrização. Suas indicações são muito semelhantes as da periareolar e sua escolha costuma ser feita principalmente pela opinião da paciente.

Localização da prótese A localização da prótese pode ser retroglandular, retromuscular ou retrofascial Retroglandular.
- Retroangular: É mais anatômica, menos traumática, permite um procedimento mais rápido, evolução pós-operatória mais curta, com menos dor e desconforto. Além disso, prótese e glândula passam a formar uma unidade e a queda que pode acontecer depois de alguns anos, alterando a posição dessa nova unidade no seu conjunto, o que é mais estético.
- Retromuscular: É indicada para pacientes muito magras e com escasso tecido mamário, pois esconde melhor a prótese e proporciona, nestes casos, um pólo superior mais natural. Permite menor incidência e percepção das retrações capsulares. Suas desvantagens são grandes: pós-operatório mais prolongado, com mais dor e desconforto, deslocamentos da prótese e aderências do músculo à pele dos quadrantes inferiores da mama, com achatamentos à movimentação.
- Retrofascial: Apresenta as vantagens da retromuscular quanto ao pólo superior, sem as suas desvantagens, mas representa um procedimento trabalhoso e com sangramento maior do que a opção retroglandular.
Apesar do diagnóstico mamográfico de lesões pequenas de mama ser favorecido pela localização retromuscular do implante, estudos mostram que o prognóstico do câncer de mama em pacientes com prótese por diante e por trás do músculo é igual.
Conclusão
Como pode ser visto, diversas são as variáveis que devem ser consideradas ao se realizar uma cirurgia para aumento de mama. A escolha delas varia de acordo com o desejo da paciente e o conhecimento do cirurgião. Para isto é indispensável que o médico que fará o procedimento seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Fonte da imagem:
www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/ency/esp_imagepages/1106.htm
Dr. Denis Souto Valente M. D.
Instrutor de ensino em Cirurgia Estética da Pós-Graduação em Cirurgia Plástica da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre.
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
Fellow of the American Society of Videosurgery.
Diretor Científico da Clínica Nácul de Cirurgia Plástica.
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