Esta técnica é bastante empregada para pessoas que têm excesso de gordura na região do mento ("papada") e nas laterais do rosto.
O preparo cirúrgico será o mesmo que já vimos anteriormente e os cuidados durante o pós-operatório serão os mesmos de qualquer outra cirurgia facial, pois o tecido também é traumatizado durante o procedimento cirúrgico.
Sendo assim, deve-se seguir as mesmas orientações com relação a DLM anteriormente citadas.
É bastante comum no pós-operatório de lipoaspiração a utilização do ultra-som de 3 MHz, como terapêutica auxiliar para dissolver nódulos e fibroses que por ventura se formem na região operada. A formação de fibroses é relatada cientificamente como normal, não devendo causar preocupação por parte do paciente operado. Apenas sugere-se que se cuide profilaticamente destas fibroses para se garantir melhores resultados finais da cirurgia.
Este equipamento deverá ser utilizado por mãos habilidosas, sempre respeitando o tempo de aplicação, a maneira de execução das manobras com o cabeçote, a regulagem correta do equipamento e do produto a ser aplicado na pele/região tratada.
O ultra-som de 3 MHz é um excelente equipamento auxiliar durante o pós-operatório, porém todo cuidado em sua utilização é pouco, mediante danos desastrosos que o uso indevido deste equipamento pode provocar.
De um modo geral as aplicações de ultra-som iniciam-se logo que se note formações fibrosas indesejáveis na face e principalmente na região mentoniana do paciente.
As aplicações costumam ser executadas em dias alternados; o equipamento sempre será o ultra-som de 3 MHz (nunca de freqüência diferente) e o ajuste estará sempre posicionado para a forma de emissão de onda "pulsada", pois o pulso facilita a "quebra" das fibras. A potência da onda que é especificada normalmente em W/cm2 deverá chegar no máximo a 1,5 W/cm2 e o tempo de aplicação total no rosto, não deverá ultrapassar 5 a 10 minutos, dependendo da região total a ser tratada.
Deve-se utilizar gel condutor para ultra-som (obedecendo às normas do fabricante do equipamento) e a aplicação consistirá em movimentos de rotação lenta e suave do cabeçote exclusivamente sobre as regiões fibrosadas. O início da emissão da onda dever ser ativado após o paciente já estar com o gel aplicado na pele, em camada espessa e o cabeçote estar em contato com o gel e a pele. Nunca se deve acionar a emissão da onda com o cabeçote em contato com o ar, assim como em caso de interrupção da aplicação, deverá ser executada a parada de emissão de onda ainda com o cabeçote em contato com a pele do paciente. Procedimento diferente deste pode provocar danos ao equipamento.
Vale lembrar ainda que o esteticista deverá sentir com a outra mão (ponta dos dedos), se não está ocorrendo aquecimento indevido na região da aplicação. A região tratada pode receber um mínimo de aquecimento, que ocorre pelo mecanismo de cavitação provocado pelo ultra-som, porém o aquecimento deverá ser acompanhado e a aplicação suspendida caso note-se que a temperatura da pele está se elevando acima da temperatura corpórea normal (37o C) ou caso o paciente relate algum tipo de sensação desagradável. É importante mencionar que a pele já demonstrará elevação de temperatura em função do estado inflamatório pertinente ao P. O., assim a sensibilidade tátil torna-se relevante neste momento.
A elevação da temperatura pode significar dilaceração de tecido, e pode ocasionar a formação de um seroma (coleção líquida extracelular) no local da aplicação.
É necessário que o cirurgião faça uma anamnese completa sobre as queixas do paciente, procurando identificar as partes do nariz que o incomodam. |