São muitas as causas dessa patologia que acomete várias pessoas e que encontram dificuldades em sanar esse problema.
A origem dessa patologia pode ser hereditária ou adquirida. Se a causa for hereditária, podemos mudar o formato da curvatura das lâminas ungueais (unhas), com a aplicação de órteses diminuindo, consideravelmente, o desconforto que elas causam, tanto pela curvatura como pela formação de pele (onicofose) no sulco ungueal.
Lâminas com micose (onicomicose) também podem agravar essa patologia por tornarem-nas mais espessas diminuindo assim, o espaço do leito ungueal.
Já a unha encravada (onicocriptose) adquirida, tem origem no corte incorreto, em algum trauma, no excesso de pele (onicofose) empurrado sob as lâminas no sulco ungueal ou no uso de calçados inadequados.
A onicocriptose pode ser unilateral ,quando ocorre em apenas um lado ou bilateral (Foto 1), quando ocorre nos dois lados da lâmina ungueal.
Ela é classificada em 3 graus:
1. Grau I: quando não há inflamação (Foto 2 ), o cliente se queixa apenas da dor, durante o exame podológico
2. Grau II: Quando há dor e inflamação (Foto 3)
3. Grau III: quando há dor, infecção (presença de pus), granuloma e hipertrofia da prega ungueal lesionada (Foto 4).
Vamos agora entender melhor como essa sequência se apresenta. Quando ocorre o corte incorreto pode permanecer no sulco ungueal, uma ponta de Lâmina (espícula).
Essa ponta, com o crescimento ungueal entra na pele causando uma fissura, dando origem ao processo inflamatório e infeccioso, pois, com o ferimento, foi aberta a porta para a entrada de microrganismos, incluindo as bactérias.
Instalada a infecção, com a demora nos cuidados necessários, se forma no local em que a espícula se encontra o Granuloma Piogênico (popularmente chamado de “carne esponjosa”/Foto1 e 4).
O Granuloma Piogênico é uma bolsa extremamente vascularizada, formada na intenção de proteger a região infectada. Essa patologia só cede quando a espícula é retirada (espículotomia/Foto5), caso contrário, ela retorna.
É comum, quando a lâmina chega a esse estado a retirada total (matricectomia) ou parcial (cantoplastia) da mesma, com a cauterização da matriz ou do canto retirado, o que é um grande erro.
Esses são recursos que devem ser utilizados somente em casos muito especiais. O Podólogo tem condições de tratar a onicocriptose com grande sucesso, obtendo resultados positivos e concretos no tratamento dessa patologia ungueal, em qualquer grau que se apresente.
As técnicas mais utilizadas dentro da Podologia, no tratamento da onicocriptose são:
A. Led e Laser Terapia (Foto6): Fonte Óptica de cor vermelha age diretamente nas células.
O efeito é comprovado de dentro para fora. É utilizada como anestésico, antiinflamatório, ativador da circulação regenerador celular e cicatrizante. Foto6
B. Eletroterapia (Foto7): Gera ozônio através da descarga elétrica em um gás acondicionado num eletrodo (cachimbo grande na foto 7).
É desinfetante, antiinflamatório, ativador da circulação, hemostático, cicatrizante, regenerador celular e bactericida
C. Curativo Oclusivo com Cimento cirúrgico e óleo de Melaleuca (Foto8): Essa mistura age como antiinflamatório, bactericida e cicatrizante.
Vale à pena salientar que o tratamento só terá eficácia se a espícula for devidamente retirada (Foto9), pois ela é o “corpo estranho” que causou o processo infeccioso.
A manutenção do tratamento é igualmente importante, pois, o crescimento da Lâmina deve ser acompanhado pelo podólogo e a órtese (Foto10) será uma grande aliada para a obtenção do sucesso no tratamento sem que haja recidivas.
Obs.: Fotos 4,5,6,7 e 10 são do mesmo cliente
Atenção: A Matéria e Fotos de Pdga. e Prof.ª Márcia Nogueira, podem ser copiadas desde que sejam citadas a fonte, ou seja, o nome da revista e autora da matéria e fotos publicadas. |