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    Rodrigo Lomba
    Jornalista
    E-mail:rodrigolomba@vidaestetica.com.br
    Tel.: (21) 2501.5301
    Vitamina Importante na Gravidez
    Ácido Fólico

    As vitaminas são indispensáveis na vida dos seres humanos. São nutrientes reguladores, pois juntamente com as enzimas, controlam as reações químicas do corpo, sendo portanto indispensável para o bom desempenho das funções orgânicas. O organismo humano, necessita diariamente da ingestão de vitaminas, para suprir e prevenir o desenvolvimento de alguns males congênitos. Na gravidez, as mulheres devem tomar bastante cuidado com a falta de ingestão de vitaminas.

    A principal delas é a vitamina B12, cujo nome científico é cianocobalamina, pertencente ao grupo das vitaminas do complexo B fundamental para o desenvolvimento de uma boa gravidez. O ácido fólico (vitamina do complexo B, também denominada folacina ou folato), é uma das vitaminas que mais garante a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê. É responsável pela síntese de ácidos nucléicos (substâncias que produzem proteínas, tecidos, e também o código genético, como o DNA, pôr exemplo). A simples suplementação de ácido fólico três meses antes de engravidar (as divisões celulares ocorrem nas primeiras semanas de gravidez) e nos três primeiros meses já na gravidez, são o suficiente para reduzir em até 70% problemas, como a chamada Espinha Bífida.

    Espinha bífida(um dos principais problemas durante a gestação) é um defeito congênito caracterizado pela formação incompleta da medula espinhal e das estruturas que protegem a medula, cindindo a espinha. Isso ocorre no primeiro mês de gravidez, quando a medula, então em processo de formação, não se fecha corretamente, fazendo com que o bebê apresente os nervos expostos e as vértebras problemáticas. Em resumo, a espinha bífida engloba uma série de malformações, sendo a mais comum a mielomeningocele, na qual há uma protusão cística contendo tecido nervoso exposto não coberto por pele. A gravidade das seqüelas físicas decorrentes desta deficiência congênita depende da localização de lesão na medula.

    Quanto mais alta, maior será o número de nervos afetados. Poderá ocorrer a perda do controle da bexiga e do intestino. A função intestinal poderá ser controlada através de uma dieta alimentar adequada, do uso de medicação específica e de treinamento. As crianças portadoras de espinha bífida podem apresentar dificuldades de coordenação, aprendizado, controle muscular e mobilidade além de necessitar de tratamentos ortopédicos e fisioterapia pôr longos períodos, com a finalidade de fortalecer os músculos e evitar o surgimento de problemas particulares.

    Diversos estudos apontam ainda a relação entre a deficiência do ácido fólico com leucemia, doenças mieloproliferativas, anemia perniciosa, perda de apetite, mal-estar, lábios leporino, fenda no palato, além de problemas cardíacos.

    A importância do Ácido Fólico na prevenção da Síndrome de Down

    Prevenir é o melhor para quem quer ter uma gravidez sem risco. Os médicos garantem que a precaução pode reduzir o risco de gerar bebês com Síndrome de Down(SD). Dados de pesquisa recente sobre o comportamento da enzima Metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR),responsável pela metabolização do ácido fólico no organismo humano, atestam este fator. Segundo o estudo, as mutações no gene da enzima resultam em menor atividade funcional e reduzem a quantidade de ácido fólico disponível para a duplicação celular. Muitas vezes, explica, as mulheres iniciam a suplementação vitamínica após as primeiras semanas de gestação, o que não seria adequado, pois as alterações no feto ocorrem no início da gravidez.

    O estudo contemplou um grupo de 88 mães que tiveram seus filhos normais e sem histórico de abortos e outros compostos de 70 mulheres em que os bebês nasceram com a Síndrome. Segundo o estudo, o grupo das mães portadoras da anomalia possui proporção maior de mulheres com mutações enzimáticas, se comparado às mulheres com filhos normais. Por isso, os resultados levaram a constatar que as portadoras das mutações têm nove vezes mais probabilidade de ter filhos com SD por produzirem menor quantidade de ácido fólico.

    Nas mulheres com idade superior a 35 anos, o risco fica em torno de cinco ou seis vezes a população em geral. O déficit de vitamina interfere na produção do DNA que, ao ser duplicado no processo de divisão celular, não é distribuído de modo igualitário entre as diversas células filhas. Desta forma, a separação dos cromossomos nas primeiras divisões celulares do embrião ocorre de forma inadequada, levando uma célula a permanecer com um cromossomo 21 extra e outra com menos um deste par cromossômico. O embrião que fica com o cromossomo excedente resultará numa criança com Síndrome de Down. A incidência da Síndrome de Down, em mulheres aumenta com a idade.

    Onde encontrar o Ácido Fólico?

    É encontrado nos suplementos de vitaminas e minerais. Os alimentos ricos em folatos são encontrados com abundância nos vegetais de folhas verdes e em pequena quantidade em muitos outros alimentos vegetais, e na totalidade dos alimentos de origem animal. Vale ressaltar que o folato se perde na estocagem e no cozimento, tornando a suplementação sob a forma de cápsulas (muitas encontradas em postos de saúde) o meio mais seguro de prevenção. São encontrados também nas frutas cítricas, os cereais, os alimentos como fígado, brócolis, espinafre, gema de ovo, feijão, peixe, cenoura, amendoim, leite, ervilha, couve, morango e as castanhas.

    A simples suplementação de ácido fólico três meses antes de engravidar e nos três primeiros meses já na gravidez, são o suficiente para reduzir em até 70% problemas, como a chamada Espinha Bífida. Segundo estudo, os resultados levaram a constatar que as portadoras das mutações têm nove vezes mais probabilidade de ter filhos com SD por produzirem menor quantidade de ácido fólico.

    Bibliografia:

    Revista Viver Nutrilife - Ano 1-nº 3
    Biologia Hoje-vol 2 Sérgio Linhares e Fernando Gewandsnajder/ Editora Ática

     
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