Loja Virtual Belezain
Home

Cursos

Lançamentos

Eventos

Anuncie

Dicas Links Fale conosco


Receber Boletim:

  • Anatomia
  • Cabelo
  • Colunistas
  • Comportamento
  • Depilação
  • Estética
  • Estilo
  • Galeria
  • Glossário
  • Guia Rápido
  • Loja Virtual
  • Manicure
  • Maquiagem
  • Marketing
  • Massoterapia
  • Med. Estética
  • Perfil Prof.
  • Podologia
  • Protocolos
  • Saiba mais...
  • Saúde
  • Terapias
  • Trab Cientificos
  • TV Belezain
  • Vitrine
  •  

     
     
     

    Prof. Miguel Diniz
    Fisioterapeuta e Terapeuta Holístico
    Site: www.paradisebeauty.com.br
    Blog: http://spaces.msn.com/members/profmigueldiniz
    E-mail: tintamani@hotmail.com
    Fone: (67) 3383-0522

     

    A coluna cervical é o elo flexível entre a plataforma sensorial do crânio (visão, audição, olfato) e o tronco. Entre suas principais funções estão o suporte e a movimentação da cabeça, bem como a proteção das estruturas do sistema nervoso e vascular.

    A coluna combina força (tubo ósseo vertebral) e movimentação, que é realizada por meio de um complexo sistema articular (discos, ligamentos intervertebrais e articulações interapofisárias posteriores).

    O principio fundamental de seu funcionamento deve-se ao equilíbrio entre a força muscular e sua flexibilidade, e qualquer disfunção desse equilíbrio provoca dor. Realiza 600 movimentos por hora ou um a cada seis segundos.


    CERVICOBRAQUIALGIA

    Ocorre nas protrusões postero-laterais ou foraminais do disco intervertebral. A cervicalgia é devido à irritação do plexo sensitivo raquidiano, enquanto a braquialgia (radiculopatia) por contato, ou compressão da raiz nervosa pelo disco comprometido ou pelo osteófito.
    As estenoses foraminais exercem ações mecânicas sobre as raízes (tração e compressão) e biológicas (distúrbios vasculares, edema, isquemia e irritação química), promovendo manifestações clínicas diversas.

    A hiperextensão do pescoço aumenta a estenose, podendo desencadear a dor.


    CERVICALGIA

    1- A cervicalgia é uma síndrome caracterizada por dor e rigidez transitória na região da coluna cervical, na maioria das vezes auto limitada. Acomete 12 a 34% de uma população adulta em alguma fase da vida, tendo maior incidência no sexo feminino.

    2- Está relacionada com a postura inadequada, tarefas repetitivas, falta de entrosamento de equipes de trabalho e alta demanda de produtividade. Trabalhadores de baixa escolaridade e serviços pesados e manuais. Esses pacientes apresentam menor absenteísmo no trabalho que os portadores de doenças lombares.

    3- Os sintomas geralmente são causados por um espasmo muscular e/ou tração de suas raízes nervosas, sendo que o déficit neurológico é constatado em menos de 1% dos casos.

    A presença de dor crônica, geralmente, é associada à lesão do chicote e manifestações psicossomáticas (depressão), enquanto a dor postural de natureza discutível é reconhecida somente na flexão extrema e prolongada do pescoço.


    CLASSIFICAÇÃO

    Existem dores ligadas à estrutura da coluna e outras devido a afecções na vizinhança da coluna, manifestações clínicas na coluna. A identificação das mesmas é essencial para instituir o tratamento adequado. Entre as dores devidas a afecções da estrutura da coluna cervical destacamos:

    - Degenerativas (artrose, ossificação ligamentar idiopática);
    - Mecânico-posturais (posturas viciosas, seqüelas neurológicas);
    - Traumáticas (hérnias discais, lesão do "chicote" e fraturas);
    - Infecciosas (bacterianas, micóticas);
    - Malformações congênitas;
    - Inflamatórias (artrite reumatóide do adulto, artrite reumatóide juvenil, espondilite anquilosante), metabólicas (osteoporose), neoplásicas (metástases ósseas, mieloma múltiplo) e ainda afecções no interior da duramater (meningioma, neurinoma , abcesso, meningite).

    Entre as dores na coluna cervical, temos: disfunção da articulação temporomandibular, inflamação dos gânglios, tireoidite, faringite, carcinoma de laringe, traqueíte, aneurisma dissecante da aorta, inflamação da carótida, infarto do miocárdio, angina pectoris e a pericardite.


    AFECÇÕES DEGENERATIVAS E TRAUMÁTICAS

    O disco intervertebral é constituído pelo núcleo pulposo (gel) e o anel fibroso, tendo como funções amortecer impactos, receber e distribuir pressões.

    A partir da 3ª década da vida, ocorrem modificações bioquímicas no disco devido a vários fatores (perda de sua capacidade em distribuir cargas), que facilitam fissurações no anel, favorecendo a insinuação do gel entre as fibras, causando como conseqüência protrusão e/ou hérnia discal. Também ocorre a formação de osteófitos (bicos de papagaio) ao longo do corpo vertebral, nas articulações zigoapofiseais, lâminas e ainda espessamento do ligamento amarelo.

    Seu quadro clínico é variável, dependendo do local em que foram acometidas as estruturas nervosas e vasculares decorrente das alterações osteodiscoarticulares.
    Suas principais localizações e significado clínico dependem do local onde os processos patológicos ocorrem.

    CERVICOBRAQUIALGIA

    Ocorre nas protrusões postero-laterais ou foraminais do disco intervertebral. A cervicalgia é devido à irritação do plexo sensitivo raquidiano, enquanto a braquialgia (radiculopatia) por contato ou compressão da raiz nervosa pelo disco comprometido ou pelo osteófito.

    As estenoses foraminais exercem ações mecânicas sobre as raízes (tração e compressão) e biológicas (distúrbios vasculares, edema, isquemia e irritação química), promovendo manifestações clínicas diversas.

    A hiperextensão do pescoço aumenta a estenose, podendo desencadear a dor.


    QUADRO CLÍNICO

    A Cervicalgia é, regra geral, insidiosa, por vezes súbita e geralmente relacionada a movimentos bruscos do pescoço. Melhora em repouso e piora ao movimento, aumento da pressão liquórica e dígito pressão das apófises espinhosas. Podemos observar espasmo muscular e pontos de gatilho.

    A radiculopatia caracteriza-se por fenômenos sensitivos e motores. Os fenômenos sensitivos manifestam-se devido à irradiação para o membro superior e/ou tórax, com ou sem parestesias. Os fenômenos motores apresentam-se como fraqueza e alterações de reflexos.

    O comprometimento da raiz, regra geral, é unilateral, segundo a distribuição do dermátomo correspondente, sendo as principais C5 (nível C4/C5), C6 (nível C5/C6), C7 (nível C6/C7) e C8 (nível C7/D1).


    DIAGNÓSTICO

    O diagnóstico depende da história de antecedentes pessoais e familiares, exame clínico geral, exame reumatológico, neurológico e a seguir, segundo o raciocínio médico, são solicitados exames subsidiários.


    EXAMES SUBSIDIÁRIOS

    1. RX Simples
    Está indicado para indivíduos com mais de 50 anos, com manifestações neurológicas e falhas no tratamento clínico. As posições a serem solicitadas são: frente, perfil (neutra, flexão, extensão), oblíquas esquerda/direita.
    Podem ser observadas reduções do espaço discal e osteófitos, porém sua relevância é discutível, sendo que na maioria dos casos não se observa correlação entre imagem e sintomas. A dor radicular com radiografias simples pouco significativas pode sugerir hérnia de disco.

    2. Tomografia Computadorizada
    Está indicada no estudo de doenças ósseas, sendo imagens que revelam espondilose e osteófitos nas articulações zigoapofisárias. É útil para a medida do canal vertebral e o forame de conjugação. Observam-se imagens patológicas em pacientes assintomáticos.

    3. Ressonância Magnética
    Opção preferencial para detecção de patologias de partes moles, tais como hérnia de disco e tumores. Estudo realizado em 100 pacientes com doenças na laringe, sem queixas clínicas relacionados à coluna cervical, evidenciaram 20% de lesão discal em pacientes entre 45-54 anos e 57% com mais de 64 anos.

    4. Mapeamento Ósseo com TC 99MC
    É útil para a pesquisa de metástases ósseas (pulmão, mama, próstata, tireóide, rim) e nas infecções e inflamações do disco (discite).

    5. Reações da fase aguda
    Velocidade de hemossedimentação: acelera-se em processos inflamatórios, infecciosos e neoplásicos e a proteína C reativa (PCR), que se eleva nas mesmas condições.

    6. Eletroneuromiografia
    Teste solicitado para comprovar uma radiculopatia e/ou informações diagnósticas e prognósticas. Determina, em algumas situações, o nível da raiz comprometida que apresenta anormalidades anatômicas ou funcionais. Não é específica, pois em vários pacientes submetidos à cirurgia não ocorreu correlação entre o seu resultado e o nível observado durante o procedimento. É útil quando a clínica e a imagem não permitem localização do nível da compressão e também para o diagnóstico diferencial com a síndrome do túnel do carpo, na diferenciação entre processos do sistema nervoso periférico e central, além de possibilitar a caracterização entre um processo crônico e agudo.


    CRITÉRIO DIAGNÓSTICO

    Para o diagnóstico, faz-se necessária uma história clínica compatível, confirmação radiológica e concordância clínico-radiológica. O diagnóstico diferencial deve ser realizado com síndrome do desfiladeiro da subclávia, Pancoast (câncer do ápice do pulmão), síndrome do túnel do carpo e a periartrite do ombro.


    TRATAMENTO

    O tratamento, na grande maioria dos casos, é clínico, e entre os mesmos são utilizados medicamentos, como analgésicos, antiinflamatórios não hormonais, antiinflamatórios hormonais (corticoesteróides), e antidepressivos tricíclicos (amitriptilina e nortriptilina).

    O colar cervical tem indicações específicas, pois reduz o espasmo do músculo eretor. Deve ser utilizado por períodos curtos de 2 a 3 horas, por 2 semanas, no máximo. Quanto à fisioterapia, modalidades como ultra-som, bolsas de calor e frio, massagens e exercícios. Também em casos específicos, a manipulação manual ou sob anestesias é indicada. Infiltrações com corticoesteróides nas articulações zigoapofisárias, com melhora de até 50-70%, e remissões por até 3 anos.

    Quando a dor persiste com pouca melhora após 4 a 6 semanas, é denominada de cervicalgia refratária ao tratamento e quando houver correlação clínico-radiológica pode ser realizada infiltração epidural com corticosteróide em número máximo de 3 aplicações e neurotomia percutânea por radiofreqüência na artrose da articulação zigoapofisária.
    O tratamento cirúrgico é indicado, na grande minoria dos casos, nas situações de falha do tratamento clínico bem conduzido por um mínimo de 2 meses, persistência e/ou progressão do déficit neurológico e crises repetitivas de cervicobraquialgia.


    CERVICALGIA CRÔNICA

    ASPECTOS GERAIS
    A síndrome da dor crônica é observada naqueles pacientes com falta de condicionamento físico, atrofia, rigidez e espasmo muscular, postura inadequada e com história clínica não convincente.

    Regra geral, são indivíduos com problemas familiares, que podem apresentar depressão, ansiedade, hostilidade e disfunção sexual. Na sua vida diária, mostram dificuldades no trabalho e medo exagerado de atividade física. Por vezes, estão envolvidos em benefícios previdenciários e problemas trabalhistas, visando ganhos secundários.


    TRATAMENTO

    O tratamento consiste principalmente na conscientização e apoio psicológico ao paciente. O repouso deve ser de curta duração, sendo estimulado o retorno precoce às atividades.

    Entre os medicamentos a serem utilizados, analgésicos não narcóticos e antiinflamatórios não hormonais. Não utilizar os corticoesteróides. Antidepressivos tricíclicos, como a amitriptilina e a nortriptlina, diazepínicos, e relaxantes musculares, como o clonazepan, podem ser úteis.

    Medidas de relaxamento como massagens, exercícios de alongamento, banhos quentes, hidroterapia e acupuntura, podem ser utilizados, porém sempre devemos estimular o condicionamento físico. Apoio psicológico pode ser útil.

    Voltar

     
     
    2006 - Belezain - Todos os direitos reservados. Termo de responsabilidade.