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Dr.
José João Lopes
Angiologista
e Cirurgião Vascular
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O
CIGARRO AUMENTA A FREQÜÊNCIA DE DOENÇAS CIRCULATÓRIAS
É
notório que o cigarro acarreta diversos problemas à saúde.
Além do envelhecimento precoce, da diminuição da
resistência física, além de influenciar diretamente
sobre o aumento de câncer de pulmão, laringe, estômago,
bem como as doenças circulatórias.
Para
se ter uma idéia, os fumantes têm até três vezes
mais derrame cerebral do que os não-fumantes. De cada dez pacientes
com arteriosclerose periférica, 9 são fumantes. Uma doença
chamada tromboangeite obliterante ou Artrite de Buerge, que acomete geralmente
homens jovens a partir dos vinte anos numa proporção de
cinco para um, só ocorre em fumantes.
Mas
qual é a razão para o fumo ser tão prejudicial ao
sistema circulatório? “O tabaco ataca o endotélio (a camada
íntima do vaso), principalmente nas pessoas mais propensas, gerando
uma vasoconstrição, evoluindo até a uma lesão
vascular, que pode inclusive provocar uma trombose”, explica o Dr. José
João Lopes, angiologista e cirurgião vascular.
Cada
maço de cigarros consumido, aumenta a possibilidade do surgimento
de varizes e, conseqüentemente, a sua gravidade. As veias aparecem
em maior número e ficam mais grossas. Até os tratamentos
são afetados: a escleroterapia, por exemplo, será mais demorada
e menos eficaz.
Quanto
mais cigarros fumados, mais riscos para o sistema circulatório.
“É fácil de imaginar que o ato de parar de fumar significa
não só a diminuição de causas de morte, mas
também uma grande melhora na qualidade de vida”, comenta o Dr.
José João Lopes.
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