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    JOELSON FACCHINI
    Professor da ESCOLA FISIO VITAE, FLORIANÓPOLIS - SC
    Endereço: R. Felipe Schmidt, 309 sala 801 – Centro
    Florianópolis – SC
    Tel.: (48) 3322-2297
    Site: www.fisiovitae.com.br
    E-mail: joelsonfachini@gmail.com

     

    Coluna Vertebral

    COLUNA VERTEBRAL OU RAQUE

    Forma uma haste móvel que constitui o esqueleto do tronco.

    CURVATURAS DA COLUNA

    Na coluna vertebral podemos verificar a existência de quatro curvaturas. A curvatura torácica e a sacral são côncavas anteriormente (cifose) e são denominadas curvaturas primárias, por se formarem durante o período fetal. Já as curvaturas cervical e lombar são côncavas posteriormente (lordose), e só são evidentes após o nascimento, sendo portanto denominadas curvaturas secundárias.

    Essas curvaturas variam de um indivíduo para outro, e são mais ou menos visíveis, atenuadas ou acentuadas segundo a morfologia das partes moles. Por isso cuidado: músculos ou gordura acentuados podem parecer uma hiperlordose, enquanto uma radiografia pode revelar uma lordose normal.

    A - Apófise Transversa
    B - Disco Intervertebral (visto de frente e perfil)
    C - Apófise Posterior (vista de perfil e posterior)
    D - Apófises Articulares ou Facetas Articulares
    E - Articulação Costo-transversa
    F - Articulação Costo-vertebral
    G - Apófise Odontóide
    H - Forâmen de Conjugação ou Forâmen Intervertebral
    I - Lâmina Vertebral
    J - Pedículo Vertebral

     

    COMO ESTÃO UNIDAS AS VERTEBRAS


    As vértebras unem-se umas as outras por meio de três articulações.

    Entre os corpos vertebrais, encontra-se o disco intervertebral, e, posteriormente, as articulações Zigapofisiais (duas por espaço intervertebral).

     

    DISCO INTERVERTEBRAL

    Formado por duas partes:

    - Ânulo Fibroso (porção periférica), formado por lâminas concêntricas de cartilagem fibrosa.

    - Núcleo Pulposo, espécie de cápsula cheia de líquido gelatinoso. O conjunto parece um amortecedor, destinado a suportar grandes pressões, as quais são submetidas as vértebras.


    PLEXOS

    Os nervos ventrais que inervam a parede torácica e abdominal permanecem relativamente isolados ao longo de todo o seu trajeto. Nas regiões cervical e lombo-sacral, porém os nervos ventrais entremeam-se para formar os chamados plexos nervosos, dos quais emergem nervos terminais.

    Como são vários os ramos ventrais que participam da formação de um plexo, devido a inúmeras interligações existentes nessas estruturas, as fibras de uma mesma raiz podem distribuir-se em vários nervos terminais do plexo.

    Plexo Braquial

    O plexo braquial é responsável pela inervação do membro escapular. É formado pelos ramos ventrais dos 4 nervos cervicais inferiores (C5, C6, C7, C8) e pelo 1º nervo torácico (maior porção ventral), além de pequenas contribuições de C4 e T2.

    A redisposição de suas fibras nervosas é muito complexa: os ramos ventrais unem-se para formar 3 troncos. Esses troncos dividem-se em 6 partes, que se unem para formar três fascículos, os quais dão origem aos nervos periféricos do membro superior. Os poucos nervos que saem diretamente das raízes ou dos troncos são distribuídos aos músculos do tórax.


    Nervo radial

    Braço medial superior: m. tríceps e ancôneo. Braço lateral inferior: m. braquio radial e m. extensor radial longo do carpo.

    Antebraço superior: m. extensor radial curto do carpo e m. supinador. Antebraço médio: m. extensor comum dos dedos, extensor próprio do 5º dedo e extensor ulnar do carpo.

    Antebraço inferior: m. abdutor longo do polegar, m. extensor longo do polegar, extensor curto do polegar e extensor do indicador.

    O nervo radial é o que inerva os músculos extensores do antebraço, mão e dedos. A queda do punho é o achado clínico mais significativo de sua lesão, a perda sensitiva aparece nos dois terços medianos do dorso da mão.


    Nervo mediano

    Imediatamente abaixo do cotovelo: m. pronador redondo, m. flexor radial do carpo, m. palmar longo e m. flexor superficial dos dedos.

    Antebraço: m. flexor longo do polegar, flexor profundo dos dedos (2º e 3º dedos) e pronador quadrado.

    Mão: m. abdutor curto do polegar, oponente do polegar, flexor curto do polegar, e lombricais (1º e 2º dedos).

    O nervo mediano supre a maior parte dos músculos relacionados com a pronação do antebraço, flexão da mão e dedos e oposição do polegar. Se o mediano for lesado, a flexão do punho torna-se deficiente e é acompanhada pelo desvio ulnar, perdendo-se a pronação do antebraço. Ocorrem perdas sensitivas no polegar, indicador e médio, além da ½ do anular e dos 2/3 medianos da palma da mão.

    Nervo ulnar

    Antebraço superior: m. flexor ulnar do carpo e flexor profundo dos dedos (4º e 5º dedos).

    Palma da mão: m. palmar curto, abdutor do 4º dedo, oponente do 5º dedo, flexor curto do 5º dedo, lombricais (3º e 4º dedos), interósseos e adutor do polegar. O nervo ulnar supre toda a pele do dedo mínimo e metade da do anular, além dos músculos hipotenares e da maior parte dos músculos intrínsecos da mão. Caso ele seja lesado, a perda sensitiva apresenta-se nos dedos ulnares; a paralisia da maior parte dos músculos intrínsecos da mão faz com que ela assuma uma aparência de garra.

    Plexo Lombo-sacro

    Os nervos lombares são cinco pares de nervos espinhais derivados da medula espinhal, localizados entre a nona vértebra torácica e a porção inferior da décima primeira. Cada um se divide em um nervo espinhal típico. As divisões primárias posteriores dividem-se em: ramos mediais, que inervam os músculos multífidos da espinha (os três inferiores enviam também pequenos ramos sensitivos para a pele e região sacral), e ramos laterais, dentre eles os três superiores fornecem ramos para os músculos sacroespinhais adjacentes e se tornam os nervos glúteos superiores cutâneos. Os dois ramos laterais inferiores são pequenos e terminam nos músculos sacro-espinhais. As divisões primárias anteriores dos nervos lombares juntamente com aquelas dos nervos sacral e coccígeo formam o plexo lombo-sacral, no qual se encontram os nervos principais da cintura pélvica e membro superior. Um número variável de ramos comunicantes reúne os nervos lombares e tronco simpático. Pequenos ramos recorrentes inervam a dura espinhal.

     

    Nervo Femoral

    É o maior ramo do plexo lombar. Origina-se das três divisões posteriores do plexo, que são derivadas do segundo, terceiro e quarto nervos lombares. Emerge da borda lateral do músculo psoas, logo acima do ligamento de Poupart; desce abaixo deste ligamento, entrando no trígono femoral lateral à artéria femoral, onde se divide em ramos terminais. Os ramos motores acima do ligamento inguinal inervam os músculos sartório, pectíneo e quadríceps femoral. Os ramos sensitivos compreendem os ramos cutâneos anteriores da coxa para a superfície ântero-medial da coxa e o nervo safeno para o lado medial da perna e pé.

     

    Nervo Obturatório

    Origina-se do plexo lombar através das três divisões anteriores do plexo, que são derivadas do segundo, terceiro e quarto nervos lombares. Emergindo da borda medial do músculo psoas, próximo ao rebordo pélvico, ele passa lateral aos vasos hipogástricos e ureter e desce através do canal obturatório em direção ao lado medial da coxa. No canal, o nervo obturatório divide-se em ramos anterior e posterior. Os ramos motores da divisão posterior inervam os músculos obturatório externo e adutor magno. Os ramos motores da divisão anterior inervam os músculos adutor longo, curto e o músculo grácil. Os ramos sensitivos do ramo anterior do nervo fornecem inervação para a articulação do quadril e uma pequena área de pele sobre a parte interna média da coxa.

    Nervos Sacrais

    Os nervos sacrais são cinco pares de nervos espinhais derivados de segmentos da medula espinhal, localizados em posição oposta aos corpos das vértebras 12ª torácica e primeira lombar. As quatro divisões primárias posteriores superiores passam através dos forames sacrais posteriores, com a quinta divisão emergindo entre o sacro e o cóccix. As três superiores dividem-se em dois conjuntos de ramos: ramos mediais , que são distribuídos para os músculos multífidos, e ramos laterais , que se tornam nervos glúteos mediais e inervam a pele da parte medial do glúteo máximo. As duas divisões primárias posteriores, com a divisão posterior do nervo coccígeo, inervam a pele do cóccix.

    As divisões primárias anteriores aparecem nos forames sacrais anteriores e contribuem, em parte, para o plexo lombo-sacral. Este acha-se descrito abaixo.

    Os ramos brancos (parassimpáticos, neste caso) passam do segundo, terceiro e quarto nervos sacrais para as vísceras pélvicas e abdominais inferiores, via plexo hipogástrico. Os ramos cinzentos (simpáticos) reúnem-se a cada nervo sacral a partir do tronco simpático.

    Os pequenos ramos meníngicos recorrentes dirigem-se para trás em direção à dura espinhal.

     

    Nervo Isquiático

    O nervo isquiático é o maior nervo do corpo. Ele consiste em dois nervos reunidos por uma mesma bainha: o nervo fibular comum , formado pelas quatro divisões posteriores superiores do plexo sacral, e o nervo tibial, formado por todas as cinco divisões anteriores. O nervo deixa a pelve através do forame isquiático maior, freqüentemente abaixo do músculo piriforme, e desce entre o trocanter maior do fêmur e a tuberosidade isquiática ao longo da superfície posterior da coxa para o espaço poplíteo, onde ele termina nos nervos tibial e fibular comum. Os ramos da coxa inervam os músculos do jarrete. Os ramos do tronco tibial passam para os músculos semitendinoso e semimembranoso, cabeça curta do bíceps femoral e para o músculo adutor magno. Um ramo do tronco fibular comum inerva a cabeça curta do músculo bíceps femoral.

    A lesão do nervo isquiático pode resultar de uma hérnia de disco intervertebral (núcleo pulposo protuído). Luxações do quadril ou tentativa à redução das mesmas; lesão no parto; fraturas da pelve, tumores, ferimentos por armas de fogo ou brancas; ou injeções de drogas no nervo ou próximo a ele. Podem ocorrer polineurites alcoólicas, por chumbo, arsênio ou infecciosa, bem como mononeurite devido à osteoartrite da coluna vertebral ou articulação sacro-ilíaca.

     

    JOELSON FACCHINI
    Formação: MASSOTERAPEUTA, em 1996, pela Escola SOS CORPO - Caxias do Sul/RS.
    Registros: Fundação Educacional e Cultural Padre Landell de Moura – FEPLAM, sob o nº141.323.
    Departamento de Proteção a Saúde – DPS, sob o nº 024/15ª Delegacia Regional de Saúde.
    Associação de Ensino Profissionalizante do Rio Grande do Sul – AEPERS, sob o nº0074/00.
    Especializado em MASSAGEM TERAPÊUTICA, em 2000, pela Escola SOS CORPO - Caxias do Sul/RS.
    Registro: Escola SOS CORPO, sob nº 94/93 009.
    ESPONDILOTERAPEUTA, em 2000, pela Escola SOS CORPO - Cx. Sul/RS.
    Registro: FEPLAM nº 196.613.
    Habilitado em TERAPIAS DAS PEDRAS NATURAIS, em 2004, pelo CENTRO HOLISTICO IDHERA – POA/RS.
    Registro: FEPLAM nº 236.467.
    LINFOTERAPEUTA, especializado nos MÉTODOS FÖLDI, LEDUC, VODDER E PROPELI de Drenagem Linfática Manual.

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