É um anel ósseo formado pelo sacro e cóccix, posteriormente, e pelos dois ossos ilíacos. Articulações da pelve incluem as articulações lombossacrais, sacrococcígea e a sínfise púbica.
A pelve pode movimentar-se nos planos:
- SAGITAL: anteroversão e retroversão;
- FRONTAL: inclinação para direita ou para esquerda;
- HORIZONTAL: rotação para direita ou para esquerda.
Podemos examinar a pelve também nos três planos do espaço:
- Uma anteroversão da pelve promove um aumento da lordose lombar. Uma retroversão da pelve com uma diminuição da lordose lombar ou uma postura cifótica lombar.
- Uma inclinação lateral da pelve com uma escoliose para o mesmo lado, ou seja, uma concavidade para o lado mais alto ou uma convexidade para o lado mais baixo.
- Uma rotação da pelve no plano horizontal promove uma rotação da coluna lombar para o lado oposto.
As alterações mais comuns do joelho são: genuvalgo, genuvaro e genu-recurvato.
O exame físico do joelho deve ser programado, obedecendo aos seguintes itens: inspeção; palpação; testes; e mensurações. A inspeção ortostática permite avaliar os eixos dos membros inferiores em três planos:
- FRONTAL: é feita a observação do valgo ou varo. Também podemos notar o posicionamento das patelas quanto ao estrabismo.
- SAGITAL: observamos o flexo e o recurvato.
- HORIZONTAL: podemos investigar as torções tibiais.
Genuvalgo
É uma alteração angular do joelho no plano frontal, com desvio medial da articulação em relação à linha de força. Os côndilos femorais tocam-se entre si e os maléolos internos estão afastados.
Obs.: O valgo, em geral, é atribuído ao alongamento do ligamento lateral interno, que fica frouxo, provocando uma instabilidade.
Programa de reorganização muscular:
Alongar: tensor da fáscia lata; bíceps femoral; estruturas laterais da articulação do joelho.
Fortalecer: semitendinoso; semimebranáceo; grácil; sartório; quadríceps (vasto medial).
Genuvaro
É uma alteração angular no joelho no plano frontal, com desvio lateral da articulação em relação à linha de força, ocorrendo um afastamento dos joelhos entre si.
O joelho varo é mais raro que o valgo, mas ambos causam lesões nas articulações a longo prazo.
Programa de reorganização muscular:
Alongar: semitendinoso; semimembranáceo; grácil; sartório; quadríceps (vasto medial); eversores do pé.
Fortalecer: tensor da fáscia lata; quadríceps (vasto lateral); bíceps femoral; tibial posterior; tríceps sural.
Genuflexo
É uma alteração angular do joelho no plano sagital, com um desvio em flexão da articulação, em relação à linha de força. O genuflexo dificulta a extensão do joelho completamente, mesmo em posição passiva e ocorre um dorsiflexão do tornozelo.
Principais causas: Gonartrose; Posição antálgica; Mobilização gessada; Desigualdade de comprimento dos membros inferiores; Hipertrofia acentuada dos músculos posteriores da coxa; etc.
Programa de reorganização muscular:
Alongar: semitendinoso; semimembranáceo; alongar e relaxar todos os músculos posteriores da coxa.
Fortalecer: quadríceps (vasto femoral, lateral, medial e intermédio).
Genu-Recurvato
É uma alteração angular do joelho no plano sagital, em hipertensão.
Normalmente vem acompanhado de uma hipercontração do quadríceps.
Programa de reorganização muscular:
Alongar: quadríceps; exercícios de retroversão da pelve para alongar o quadríceps; sóleo.
Fortalecer: músculos posteriores da coxa que atuam no joelho (semitendinoso, semimembranáceo, bíceps femoral).
O pé representa a base para uma boa postura, suporte fundamental para a posição bípede humana e peça essencial para a marcha. Pés debilitados causam posturas defeituosas gerais, perturbando a ação adequada dos músculos. As pessoas de pés defeituosos, geralmente, são tensas em sua postura, demonstram cansaço e revelam insegurança e diminuição na coordenação.
Pé plano (chato)
É aquele que apresenta uma deformidade em valgo do retropé, geralmente associada a uma queda parcial ou total da curvatura plantar. Os calcanhares tendem a se projetar para dentro. O exame do pé chato pode ser facilmente observado através da impressão plantar, com o avaliado descalço, pisando em uma folha de papel, com os pés sujos de tinta.
Programa de reorganização muscular:
Alongar: fibular longo; fibular curto; extensores dos dedos.
Fortalecer: tibial anterior; tibial posterior; plantares intrínsecos.
Pé calcâneo
Caracteriza-se pela elevação da parte anterior do pé, ficando todo o peso corporal sobre os calcanhares. Podemos avaliar o pé calcâneo através da marcha.
Programa de reorganização muscular:
Alongar: extensores dos dedos; tibial anterior.
Fortalecer: tríceps sural; fibular longo; fibular curto; músculos intrínsecos plantares.
Pé varo
Também conhecido como pé invertido. É constituído por dois fatores: a adução do antepé e a rotação do pé sobre o seu próprio eixo. A borda interna do pé fica elevada e a borda externa, servindo como ponto de apoio do pé. A região plantar fica voltada para dentro e para trás, e o seu dorso para fora e para frente. É observado no exame de vista posterior.
Programa de reorganização muscular:
Alongar: tibial anterior; tibial posterior; tríceps sural.
Fortalecer: fibular longo; fibular curto; extensores dos dedos.
Pé valgo ou pé em eversão
É a postura inversa do pé varo. Ocorre uma abdução do antepé e um abaixamento da borda medial do pé. A projeção do tendão de Aquiles fica para fora da linha média do corpo. No exame subjetivo, é observado em vista posterior.
Programa de reorganização muscular:
Alongar: fibular longo; fibular curto; extensores dos dedos.
Fortalecer: tibial anterior; tibial posterior; plantares intrínsecos; flexores longo e curto dos dedos; tríceps sural.
Pé cavo ou pé oco
Caracteriza-se por uma acentuação do arco plantar. A fáscia plantar se contrai, formando um aumento da curvatura plantar do pé. O pé cavo pode ser avaliado através da impressão plantar, estando o avaliado descalço.
Programa de reorganização muscular:
Alongar: extensores dos dedos; flexores intrínsecos; tibial posterior; fáscia plantar.
Fortalecer: tríceps sural; fibular longo; fibular curto.
Testes rápidos para avaliação do alcance de movimentação do pé e tornozelo: flexão plantar; dorsiflexão; inversão; eversão (Hooppenfeld,1982).
A hérnia de disco surge como resultado de diversos pequenos traumas na coluna que vão, com o passar do tempo, lesando as estruturas do disco intervertebral, ou pode acontecer como conseqüência de um trauma severo sobre a coluna. A hérnia de disco surge quando o núcleo do disco intervertebral migra de seu local, no centro do disco para a periferia, em direção ao canal medular ou nos espaços por onde saem as raízes nervosas, levando à compressão das raízes nervosas.

Sinais e Sintomas: Dormência, formigamento e fraqueza são sintomas comuns e podem estar presentes mesmo na ausência de qualquer intensidade de dor significativa. Há aumento de dor ao tossir e no teste da elevação da perna estendida. Exercícios de flexão também aumentam a dor, mas o de extensão trazem alívio. Isso ocorre porque a extensão lombar faz com que o disco movimente-se anteriormente, para longe da protrusão.
Osteofitose (bico de papagaio) |
A adoção de posturas erradas leva, ao longo do tempo, a lesões das articulações vertebrais. A osteofitose aparece decorrente da protrusão progressiva do anel fibroso do disco intervertebral, dando origem à formação de osteofitos cujos efeitos são agravados pela desidratação gradual do disco intervertebral, causando a aproximação das vértebras, comprimindo a raiz nervosa e causando dores.
Teste de Valsalva
Este teste aumenta a pressão intratecal. Se o canal cervical estiver tomado por alguma lesão que ocupe espaço, como tumores e hérnia de disco cervical, o aumento da pressão fará com que o paciente se queixe de dor.
Intratecal: pressão da membrana que envolve a medula.
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Peça ao paciente para prender a respiração e fazer força como se quisesse evacuar. Em seguida, pergunte se houve agravamento da dor, e, em caso afirmativo, peca-lhe para descrever a localização. |
Teste da elevação de perna retificada
Este teste destina-se a reproduzir a dor das costas e das pernas para que possa ser determinada. Peça ao paciente para se deitar em decúbito dorsal. Eleve a perna segurando-lhe o pé em torno do calcanhar. O joelho deve permanecer retificado.
Se a elevação da perna retificada é dolorosa, você determinará se isto é devido a patologias do nervo isquiático ou à contratura dos músculos tendinosos da coxa. A dor dos músculos tendinosos acomete somente a face posterior da coxa, enquanto o isquiático estende-se por toda a perna. O paciente também poderá se queixar de dor na região lombar inferior e, eventualmente, de dor na perna oposta.
No ponto em que o paciente acusar dor, abaixe a perna lentamente e, em seguida, dorsiflexione o pé visando esticar o isquiático e reproduzir a ciatalgia. Se o paciente não experimentar dor durante a dorsiflexão, sua queixa provavelmente é decorrente da contratura da musculatura tendinosa da coxa. Isquio-tibiais: semitendinoso, semimembranos e biceps femoral.
Teste da elevação retificada de perna sadia
Peça ao cliente para deitar em decúbito dorsal e eleve a perna sadia. Se ele se queixar de dor nas costas ou ciatalgia no lado oposto, trata-se de uma possível evidência de hérnia de disco lombar.

JOELSON FACCHINI
Formação: MASSOTERAPEUTA, em 1996, pela Escola SOS CORPO - Caxias do Sul/RS.
Registros: Fundação Educacional e Cultural Padre Landell de Moura – FEPLAM, sob o nº141.323.
Departamento de Proteção a Saúde – DPS, sob o nº 024/15ª Delegacia Regional de Saúde.
Associação de Ensino Profissionalizante do Rio Grande do Sul – AEPERS, sob o nº0074/00.
Especializado em MASSAGEM TERAPÊUTICA, em 2000, pela Escola SOS CORPO - Caxias do Sul/RS.
Registro: Escola SOS CORPO, sob nº 94/93 009.
ESPONDILOTERAPEUTA, em 2000, pela Escola SOS CORPO - Cx. Sul/RS.
Registro: FEPLAM nº 196.613.
Habilitado em TERAPIAS DAS PEDRAS NATURAIS, em 2004, pelo CENTRO HOLISTICO IDHERA – POA/RS.
Registro: FEPLAM nº 236.467.
LINFOTERAPEUTA, especializado nos MÉTODOS FÖLDI, LEDUC, VODDER E PROPELI de Drenagem Linfática Manual.