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    Coordenação de Vigilância das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar - COVEH
    Coordenação: Rejane Maria de Souza Alves
    Telefone: (61) 3315-3310 / 3315-3321
    E-mail: coveh@saude.gov.br

    Nos meses de dezembro a fevereiro, os hemocentros do Brasil tendem a sofrer baixa nos seus estoques de sangue. Um dos motivos é o aumento do número de acidentes de trânsito, em função do crescimento do tráfego de veículos nas estradas no período das férias. Outra razão para o afastamento dos doadores no final do ano é a grande quantidade de festas que acontecem nessa época. Muita gente deixa de doar sangue, acreditando que pode ficar debilitada.

    O Ministério da Saúde esclarece que doar sangue não dói, é rápido, fácil, e, principalmente, não debilita e não prejudica a saúde. Em cada doação são retirados, em média, 450 mililitros de sangue. "Uma pessoa adulta tem, em seu corpo, em torno de cinco litros de sangue. A quantidade retirada não afeta a saúde do doador e a recuperação é imediata após o ato", informa a coordenadora do Programa de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Eliana Cardoso Vieira. Ela lembra que, em alguns casos, os doadores podem sofrer mal-estar e tremores durante e após o momento da doação. Esses sintomas, conhecidos como a síndrome vaso-vagal, são de natureza psicológica e podem acontecer em muitos voluntários que se sentem ansiosos. "A pessoa não está acostumada a ver uma grande quantidade de sangue, por esse motivo pode se sentir mal. Passado algum tempo da doação, o voluntário volta ao normal", explica Eliana Cardoso.

    Para doar sangue, o voluntário deve procurar o hemocentro mais próximo. Antes de doar, o candidato passa por uma entrevista médica. Esse procedimento serve como controle de qualidade do sangue coletado. "O doador deve estar com a saúde em ordem, caso contrário o sangue não será aproveitado", explica Eliana Cardoso. Após a coleta do sangue, realizam-se exames para detectar o tipo do sangue e doenças como aids, sífilis, doença de Chagas, hepatites B e C. Caso o resultado da sorologia seja positivo para alguma dessas doenças, o doador é convocado a coletar uma nova amostra para confirmação e, em seguida, é encaminhado para um serviço de saúde. Normalmente, após a doação o voluntário recebe um lanche e as instruções que deve seguir após o procedimento.

    Durante o ano, o Ministério da Saúde promove duas campanhas nacionais de doação de sangue. A primeira acontece na semana de 14 de junho, com o Dia Internacional do Doador de Sangue. A segunda, em 25 de novembro, com o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue. Essas datas servem para conscientizar a população sobre a importância e os critérios para doação de sangue. O governo federal promove as campanhas em parceria com todas as secretarias estaduais e municipais de saúde. "As campanhas desempenham um papel importante em todo país. O brasileiro não possui uma cultura de doador de sangue. Em geral, durante as campanhas, o número de visitas aos hemocentros aumenta consideravelmente", observa Eliana Cardoso.

    Além de campanhas, o Ministério de Saúde, por meio da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados, desenvolve sistemas de informações para avaliar constantemente a capacitação de profissionais que trabalham com os doadores e pesquisar novidades científicas sobre coletas e transfusões. A Política também tem como meta investir na qualidade do sangue disponível. Existem hoje 1.750 unidades hemoterápicas (laboratórios, hemocentros, bancos de sangue) credenciadas no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Deste total, 150 são hemocentros que integram a rede pública de saúde.

    Perfil do doador - No Brasil, 1,8% da população doa sangue. De acordo com parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), para manter os estoques regulares é necessário que 3% a 5% da população faça isso regularmente. Do total de material coletado, 49% vêm de doações espontâneas e o restante de reposição. Pelo perfil do doador, 46% deles são jovens entre 18 e 29 anos e mais de 35%, mulheres. "Ao constatar esses dados, iniciamos uma campanha chamada Clube 25. O objetivo é fidelizar os doadores dessa faixa etária", afirma Eliana Cardoso. Em 2005, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 3,25 milhões de doações de sangue, número 6% maior que o apurado no ano anterior, quando ocorreram 3,04 milhões de doações.

    Serviço:
    Para mais informações sobre doação de sangue, ligar gratuitamente para o Disque Saúde: 0800-611997.

    Fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=25472

     

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