Distúrbios da coluna lombar ou dor lombar são vários fatores que podem levar o indivíduo à incapacidade funcional ou laborativa por algum período ou muitas vezes para sempre.
Poderemos definir essa incapacidade como uma alteração funcional que merece atenção e tratamento, muitas vezes precoce.
Pode ser uma condição patológica que envolve o corpo e a mente do sofredor, indo desde um desalinhamento anatômico das estruturas ósseas até um fator psicológico.
Veremos a seguir alguns aspectos desses distúrbios e como poderão ser tratados de uma forma não invasiva.
Diagnóstico
É nesta etapa que iremos reconhecer o que ocasionou a dor lombar e quais os movimentos ou atividades que estão comprometidas. É aqui que o paciente relata seus sintomas e onde nós iremos verificar qual tratamento será o mais adequado ao seu problema.
Além das perguntas habituais (descritas em curso na FISIO VITAE ou literatura), devemos estar atentos às opiniões do paciente sobre o que pode ter levado a essa incapacidade funcional.
O profissional precisa ter uma forma de avaliação e diagnóstico precisos das lesões lombares. Por isso, devemos possuir um profundo conhecimento de anatomia e fisiologia e anatomia palpatória, pois muitos pacientes possuem exames e outros não, restando apenas os testes palpatórios a nossa disposição.
Segundo a OMS e AMA, a lesão lombar pode ser definida "como qualquer perda fisiológica, funcional ou laboral da região lombar".
Estruturas Relacionadas à Dor Lombar
Tenham em mente que "a dor de alguém nunca pode ser sentida por outro".
Vejamos quais os tecidos e locais afligidos na dor lombar:
- Fibras externas do disco intervertebral;
- LLA;
- LLP;
- Bainha dural da raiz nervosa;
- Cápsula sinovial das articulações vertebrais (facetas);
- Ligamentos interespinhal e supra-espinhal;
- Músculos eretores da espinha;
- Fáscias musculares.
São esses locais que merecem nossa atenção em um exame de rotina no sofredor lombar. É na anamnese que iremos definir qual o grau de incapacidade e que tipo de lesão nosso paciente tem.
Por exemplo, o disco intervertebral, por ter uma estrutura hidro-dinâmica com fibras de colágeno, permite a movimentação entre duas vértebras (unidade funcional) e mantém afastadas as facetas vertebrais, impedindo, assim, uma artrose vertebral. Mas se o disco sofrer uma desidratação, poderá romper suas fibras e, por fim, provocar um atrito entre as facetas ocasionando um foco de dor constante.
Uma vez que as substâncias internas do disco são altamente nociceptoras, o seu rompimento pode provocar muitos focos inflamatórios nos locais em que houve a ruptura do disco, podendo até mesmo ocasionar uma radiculite inflamatória.
Os proteoglicanos e fosfolipídio A2 desempenham um papel importante na inflamação das raízes nervosas e do LLP. Após uma hérnia de disco, no local da lesão ocorre uma infiltração de células inflamatórias do tipo macrófagos, linfócitos e fibroblastos (para a recuperação da lesão), e há a produção de prostaglandinas E2, tromboxanoB2, leucotirenoB4 e óxido nítrico, que podem contribuir para a dor.

Os sintomas relacionados com lesões do disco podem despertar sintomas de problemas relacionados com a dor lombar. Precisamos estar atentos, pois elas envolvem desde contraturas musculares até espasmos musculares protetores, que gradativamente "encurtam-se" e pressionam as facetas e aceleram o processo de degeneração do disco.
Geralmente uma dor na perna acompanha a dor discogênica lombar, e essa dor aumenta se houver um aumento da pressão ou irritação nervosa no forame ou no canal espinhal.
Um dos testes mais confiáveis pelo aumento da pressão é o teste de elevação de perna reta (TEPR) ou teste de Lasègue.
Notem acima as várias maneiras de efetuar esse teste. Podem ser adicionados ainda os seguintes critérios para aliviar ou aumentar a dor no teste:
- Dorsiflexão do pé e do tornozelo;
- Flexão do pescoço ou da coluna cervical.
Este teste ajuda também a determinar se a dor resultante é muscular ou neurológica, já que ambas são semelhantes.
- Van Akkerveeken – 1993: diferenciou dor radicular de dor ciática. A primeira é usada para pacientes que tem dores resultantes de patologia da raiz nervosa espinhal, ao passo que dor ciática refere-se a uma neuralgia do tronco nervoso isquiático. O termo ciático vem do latim ischialgia, que determina dor (algia) na região inferior das nádegas (ischia).
- Wertheim-Salomonson – 1989: dá-nos outra diferenciação de dor ciática, determinando uma neurite a partir de uma neuralgia com irritação da raiz nervosa, que provinha da compressão e irritação da bainha da raiz.
Quando examinarmos um paciente com dor lombar, precisamos também averiguar sua musculatura para-vertebral e avaliar se eles estão sendo usados de modo apropriado ou não. Muitas dores discogênicas poderão ser complicadas por reações musculares, tais como dor miogênica ou contraturas musculares que aumentam a pressão do disco.
Alguns fatores podem estar relacionados com a dor miogênica:
- Sensibilidade local;
- Quando é feito alongamento passivo, a dor é reproduzida;
- Uma contração muscular isolada contra uma resistência pode agravar a dor.
Os músculos para-vertebrais poderão ser mais sensíveis ao tato e alongamento, podendo haver sensibilidade e dor no músculo glúteo máximo.
JOELSON FACCHINI
Formação: MASSOTERAPEUTA, em 1996, pela Escola SOS CORPO - Caxias do Sul/RS.
Registros: Fundação Educacional e Cultural Padre Landell de Moura – FEPLAM, sob o nº141.323.
Departamento de Proteção a Saúde – DPS, sob o nº 024/15ª Delegacia Regional de Saúde.
Associação de Ensino Profissionalizante do Rio Grande do Sul – AEPERS, sob o nº0074/00.
Especializado em MASSAGEM TERAPÊUTICA, em 2000, pela Escola SOS CORPO - Caxias do Sul/RS.
Registro: Escola SOS CORPO, sob nº 94/93 009.
ESPONDILOTERAPEUTA, em 2000, pela Escola SOS CORPO - Cx. Sul/RS.
Registro: FEPLAM nº 196.613.
Habilitado em TERAPIAS DAS PEDRAS NATURAIS, em 2004, pelo CENTRO HOLISTICO IDHERA – POA/RS.
Registro: FEPLAM nº 236.467.
LINFOTERAPEUTA, especializado nos MÉTODOS FÖLDI, LEDUC, VODDER E PROPELI de Drenagem Linfática Manual.