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      Dra. Panagiota Tsiros Gonçalves
    CRO: 40842
    Consultório: Av. Ibiúna, 751
    VL. Aricanduva
    Cep: 03507-010
    Tel.: (11) 6197-8292
    E-mail: dra.panagiota@terra.com.br

    Halitose

    Halitose é uma entidade clínica mais comumente conhecida como mau hálito.

    Embora muitas pessoas não se dêem conta de que sofrem de halitose e não procurem solucionar adequadamente este problema, a incidência de mau hálito na população é de uma estatística crescente, alarmante e surpreendente.

    Na verdade, a halitose, uma vez detectada, precisa ser estudada caso a caso, pois são variadas as causas, mas também uma vez detectados os fatores que levam o indivíduo a ter um hálito diferenciado (desagradável) recorrer aos métodos para eliminá-los e assim acabar ou diminuir ao máximo esse inconveniente.

    As causas que levam uma pessoa a ter mau hálito são muito variadas.

    Não podemos nos esquecer que de manhã, após uma noite de sono, todas as pessoas possuem uma alteração no hálito, isso devido à diminuição acentuada de salivação durante o sono, além da hipoglicemia a que o organismo fica submetido por não se alimentar; é quando o organismo busca nas reservas de gordura (triglicerídeos) depositada a queima para a obtenção de energia. Dessa “queima” resultam ácidos graxos que são voláteis, tem odor desagradável e comprometem o hálito.

    Portanto, não existe motivo de preocupação se o problema é mau hálito matinal. Isso é uma condição generalizada. Acordar pela manhã com halitose é fisiológico. Agora, se depois do desjejum e higiene da boca a halitose permanecer, então há motivos para preocupação.

    As causas mais observadas que levam um indivíduo a ter mau hálito são:

    1 -> Halitose por higiene bucal inadequada ou inexistente;

    2 -> Halitose por cáries;

    3 -> Halitose por doença periodontal (problemas da gengiva);

    4 -> Halitose por língua saburrosa (Saburra: é uma camada esbranquiçada e viscosa que se forma na língua e que desenvolve placa bacteriana lingual com bactérias que têm como produto final de sua ação proteolítica aminoácidos que contém enxofre e que formam os compostos sulforados voláteis que são de odor forte e desagradável. Acredita-se que 80% do mau hálito concentra-se na língua, na maioria dos casos;

    5 -> Halitose por xerostomia, fluxo salivar diminuído leva a um aumento da formação da saburra;

    6 -> Halitose por próteses mal adaptadas, ou por não higienização dos pônticos das próteses fixas;

    7 -> Halitose de jejum prolongado e regimes alimentares e para emagrecimento;

    8 -> Halitose por “stress” psicológico. Pode ocorrer uma xerostomia psicológica ou devido a medicamentos ansiolíticos. Com xerostomia há aumento de saliva;

    9 -> Halitose por alterações na morfologia da língua; língua geográfica, língua fissurada, etc;

    10 -> Halitose de fumantes. O cigarro agride a mucosa bucal, descamando o epitélio, alterando a microbiota normal da boca e causando xerostomia o que aumenta a formação de saburra lingual;

    11 -> Halitose por medicamentos;

    12 -> Halitose por câncer bucal, ou pacientes submetidos a radioterapia ou quimioterapia;

    13 -> Halitose por alimentos de odor característico ou ricos em gordura e proteínas principalmente carnes vermelhas, alimentos gordurosos, frituras, alho, cebola, bebidas alcoólicas, queijos amarelos, mortadela, repolho, brócolis, couve-flor, sardinha em lata, leite integral, manteiga, ovos, anchovas, etc;

    14 -> Halitose provocada pelo mal funcionamento intestinal;

    15 -> Halitose de pacientes com insuficiência renal crônica, esses têm uma halitose característica, com cheiro de amônia;

    16 -> Halitose pelo uso de aparelhos ortodônticos, quando não faz corretamente higiene e os braquetes ferem com freqüência lábios ou bochecha;

    17 -> Halitose de respiradores bucais (xerostomia);

    18 -> Halitose por período pré-menstrual (desequilíbrio entre estrógeno e progesterona que aumenta a descamação epitelial).

    Agora que já falamos sobre algumas das causas mais comuns, vale a pena lembrar que a higiene bucal ainda continua sendo o eleito número 1 no combate à halitose.

    Basta seguir um condicionamento diário e imprescindível para uma boa higienização.

    Antes de escovar os dentes, use o fio dental em todos os espaços interdentais, tomando o cuidado de não provocar sangramento e retirar qualquer alimento impactado.

    Após o fio dental, escove muito bem os dentes, um a um com movimentos circulares e por todos os lados.

    Em seguida, use raspador lingual para remover a saburra lingual. Coloque-o na parte mais posterior da língua e tracione para frente com pressão leve. Enxágüe o raspador e a boca. Repita o movimento até que a língua esteja completamente limpa (mais ou menos umas 6 vezes).

    Pode utilizar agora um enxaguatório bucal, mas peço atenção para observar a composição do mesmo, para que não contenha álcool na sua composição, o que leva a uma descamação da mucosa.

    Faça o bochecho e evite comer ou beber água nos próximos 30 minutos.

    Evite alimentos que intensifiquem o hálito e se for fumante reveja seus conceitos, ame sua vida e pare de fumar!

     

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