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    Coordenação de Vigilância das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar - COVEH
    Coordenação: Rejane Maria de Souza Alves
    Telefone: (61) 3315-3310 / 3315-3321
    E-mail: coveh@saude.gov.br


    Histórico da Doença

    A leptospirose é uma doença febril aguda que pode apresentar-se de várias formas, desde um quadro mais simples, parecido com uma gripe, até uma forma grave que pode levar à morte. É uma zoonose (doença de animais) causada por bactérias chamadas Leptospiras, as quais são transmitidas ao homem pelo contato com a urina de animais infectados, principalmente ratos.

    Foi descrita pela primeira vez em 1880, no Cairo, por Larrey. Adolf Weil descreveu quatro casos de leptospirose em 1886 e seu nome ainda está associado às formas graves da doença ("Síndrome de Weil"). Os primeiros estudos sobre a leptospirose no Brasil datam de 1917, e atualmente é uma doença considerada endêmica em todos os estados do País.

    A leptospirose é de distribuição mundial, mais freqüente em regiões tropicais e subtropicais, onde os meses quentes e chuvosos favorecem a sua transmissão. Ocorre com maior freqüência em áreas com condições sanitárias precárias e alta infestação de ratos,  o que aumenta o contato das pessoas com a urina desses animais.

    No Brasil, a maioria dos casos ocorre nas grandes cidades, pelo contato com águas de enchente. O alto custo hospitalar, os dias de trabalho perdidos e o elevado grau de letalidade, que pode chegar a 40% nos casos mais graves, também demonstram a importância da leptospirose para a saúde pública.

     

    O que é?

    É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina de ratos e outros animais, transmitida ao homem principalmente nas enchentes.


    Qual o microrganismo envolvido?

    É uma zoonose (doença de animais) causada por bactérias chamadas Leptospiras, as quais estão presentes na urina de animais infectados, principalmente ratos. Bovinos, suínos e cães também podem adoecer e transmitir a leptospirose ao homem.

     

    Quais os sintomas?

    Os mais freqüentes são parecidos com os de outras doenças, como a gripe e a dengue. Os principais são: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas (batata-da-perna), podendo também ocorrer vômitos, diarréia e tosse. Nas formas mais graves geralmente aparece icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e há a necessidade de cuidados especiais em caráter de internação hospitalar. O doente pode apresentar também hemorragias, meningite, insuficiência renal, hepática e respiratória que podem levar à morte.



    Como se transmite?

    Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama das enchentes. Qualquer pessoa que tiver contato com a água das chuvas ou lama contaminadas poderá se infectar. As leptospiras presentes na água penetram no corpo humano pela pele, principalmente se houver algum arranhão ou ferimento. O contato com água ou lama de esgoto, lagoas ou rios contaminados e terrenos baldios com a presença de ratos também podem facilitar a transmissão da  leptospirose. Veterinários e tratadores de animais podem adquirir a doença pelo contato com a urina de animais doentes ou convalescentes.



    Como tratar?

    O tratamento é baseado no uso de medicamentos e outras medidas de suporte, orientado sempre por um médico, de acordo com os sintomas apresentados. Os casos leves podem ser tratados em ambulatório, mas os casos graves precisam ser internados. A automedicação não é indicada, pois pode agravar a doença.



    Como se prevenir?

    Para o controle da leptospirose, são necessárias medidas ligadas ao meio ambiente, tais como obras de saneamento básico (abastecimento de água, lixo e esgoto), melhorias nas habitações humanas e o combate aos ratos.

    Deve-se evitar o contato com água ou lama de enchentes e impedir que crianças nadem ou brinquem nessas águas ou outros ambientes que possam estar contaminados pela urina dos ratos. Pessoas que trabalham na limpeza de lamas, entulhos e desentupimento de esgoto devem usar botas e luvas de borracha (se isto não for possível, usar sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés).

    O hipoclorito de sódio a 2,5% (água sanitária) mata as leptospiras  e deverá ser utilizado para desinfetar reservatórios dágua (um litro de água sanitária para cada 1000 litros de água do reservatório), locais e objetos que entraram em contato com  água ou lama contaminada (um copo de água sanitária em um balde de 20 litros de água). Durante a limpeza e desinfecção de locais onde houve inundação recente, deve-se também proteger pés e mãos do contato com a água ou lama contaminadas.

    Dentre as medidas de combate aos ratos, deve-se destacar o acondicionamento  e destino adequado do lixo e o armazenamento apropriado de alimentos. A desinfecção de caixas d´água e sua completa vedação são medidas preventivas que devem ser tomadas periodicamente. As medidas de desratização consistem na eliminação direta dos roedores através do uso de raticidas e devem ser realizadas por equipes técnicas devidamente capacitadas.

    A pessoa que apresentar febre, dor de cabeça e dores no corpo, alguns dias depois de ter entrado em contato com as águas de enchente ou esgoto, deve procurar imediatamente o Centro de Saúde mais próximo. A leptospirose é uma doença curável, para a qual o diagnóstico e o tratamento precoces são a melhor solução.

     

    Fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/svs/visualizar_texto.cfm?idtxt=21740

     

     

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