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Importância
do pré-natal
A realização
do pré-natal representa papel fundamental em termos de prevenção
e/ou detecção precoce de patologias tanto maternas como
fetais, permitindo um desenvolvimento saudável do bebê e
reduzindo os riscos da gestante. Informações sobre as diferentes
vivências devem ser trocadas entre as mulheres e os profissionais
de saúde. Essa possibilidade de intercâmbio de experiências
e conhecimentos é considerada a melhor forma de promover a compreensão
do processo de gestação.
Deverão ser fornecidos pelo serviço de saúde:
- o cartão da gestante com a identificação preenchida
e orientação sobre o mesmo;
- o calendário de vacinas e suas orientações;
- a solicitação dos exames de rotina;
- as orientações sobre a sua participação
nas atividades educativas – reuniões em grupo e visitas domiciliares;
- o agendamento da consulta médica para pesquisa de fatores de
risco.
Vantagens
do pré-natal:
- permite identificar doenças que já estavam presentes
no organismo, porém, evoluindo de forma silenciosa, como a hipertensão
arterial, diabetes, doenças do coração, anemias,
sífilis, etc. Seu diagnóstico permite medidas de tratamento
que evitam maior prejuízo à mulher, não só
durante a gestação, mas por toda sua vida;
- detecta problemas fetais, como más formações. Algumas
delas em fases iniciais permitem o tratamento intraútero que proporciona
ao recém-nascido uma vida normal;
- avalia ainda aspectos relativos à placenta, possibilitando tratamento
adequado. Sua localização inadequada pode provocar graves
hemorragias com sérios riscos maternos;
- identifica precocemente a pré-eclâmpsia, que se caracteriza
por elevação da pressão arterial, comprometimento
da função renal e cerebral, ocasionando convulsões
e coma. Esta patologia constitui uma das principais causas de mortalidade
no Brasil.
Principais
objetivos:
- preparar a mulher para a maternidade, proporcionando informações
educativas sobre o parto e o cuidado da criança (puericultura);
- fornecer orientações essenciais sobre hábitos de
vida e higiene pré-natal;
- orientar sobre a manutenção essencial de estado nutricional
apropriado;
- orientar sobre o uso de medicações que possam afetar o
feto ou o parto ou medidas que possam prejudicar o feto;
- tratar das manifestações físicas próprias
da gravidez;
- tratar de doenças existentes, que de alguma forma interfiram
no bom andamento da gravidez;
- fazer prevenção, diagnóstico precoce e tratamento
de doenças próprias da gestação ou que sejam
intercorrências previsíveis dela;
- orientar psicologicamente a gestante para o enfrentamento da maternidade;
- nas consultas médicas, o profissional deverá orientar
a paciente com relação a dieta, higiene, sono, hábito
intestinal, exercícios, vestuário, recreação,
sexualidade, hábitos de fumo, álcool, drogas e outras eventuais
orientações que se façam necessárias.
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