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    Vacinação
     
     

    Poliomielite

    A poliomielite (paralisia infantil), doença que pode deixar seqüelas graves e levar ao óbito, chegou a acometer 3.596 crianças no ano de 1975.

    A intensificação da vigilância e ações de controle, particularmente a ampliação da vacinação de rotina e a introdução das Campanhas Nacionais de Vacinação, estratégia que nosso país adotou caráter pioneiro em 1980, levaram à diminuição do número de casos confirmados nos anos de 1987 e 1988, e culminaram em 1989 com a notificação do último caso com isolamento do poliovírus selvagem no país.

    Em 1994 o país recebeu o certificado de erradicação da transmissão autóctone, pela Organização Mundial de Saúde.A persistência da poliomielite em outros continentes, com o permanente risco de importação do vírus, enquanto não for alcançada a erradicação em escala mundial, justifica a permanência da estratégia dos dias nacionais de vacinação e o fortalecimento da vigilância epidemiológica das paralisias flácidas agudas.

    As estratégias fundamentais para manutenção da erradicação são o alcance de coberturas vacinais adequadas de forma homogênea em todo o território nacional e cumprimento de metas adequadas dos indicadores de vigilância epidemiológica. Com o objetivo de promover a vacinação da população brasileira e assim diminuir, ou até mesmo erradicar, várias doenças no território brasileiro, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde, mantém o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

    Criado em 1973, o PNI contribuiu de forma significativa para a erradicação da febre amarela urbana e da varíola no Brasil. Outro resultado de destaque é a ausência de registros da paralisia infantil há 14 anos e do sarampo há três. Além da imunização de crianças, o PNI também prevê a vacinação de adultos, principalmente de mulheres em idade fértil e de idosos a partir de 60 anos de idade.

    Leia mais sobre o programa. A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) coordena o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

    Define normas e procedimentos técnicos, mediante ações estratégicas sistemáticas de vacinação da população, com base na vigilância epidemiológica de doenças imunopreveníveis e no conhecimento técnico e científico da área.

    Também é papel da SVS a aquisição, conservação e distribuição dos imunobiológicos que integram o PNI.

    O MS, por meio do PNI, em atenção a Constituição da República Federativa do Brasil e a Lei Orgânica da Saúde, com vistas ao atendimento eqüitativo da população brasileira, oferece os chamados imunobiológicos especiais, disponibilizados nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais – CRIE, estes destinados a vacinação de grupos portadores de quadros clínicos especiais, isto é, portadores de imunodeficiências, seus comunicantes, usuários que apresentaram evento adverso pós-vacinação aos imunobiológicos disponibilizados pelo MS e profilaxia pré e pós-exposição aos agentes imunopreveníveis.

    Além disso, grupos, como a população indígena. Encontra-se em discussão recomendações de vacinas para viajantes nacionais e internacionais

    Vacinação no Brasil - Histórico

    • 1804 - Instituída a primeira vacinação no País - contra a varíola
    • 1885 - Introdução da primeira geração da vacina anti-rábica
    • 1897 - Primeira geração da contra a peste
    • 1904 - Decreto da obrigatoriedade da vacinação contra varíola
    • 1937 - Produção e introdução da vacina contra a Febre Amarela
    • Início da década de 1950 - implantação do toxóide tetânico (TT) e a vacina DTP, em alguns estados
    • 1961 - Primeira campanha contra a poliomielite, projeto experimental em Petrópolis – RJ e Santo André - SP
    • 1962 - Primeira campanha nacional conta a varíola
    • 1967 - Introdução da vacina contra o sarampo para as crianças de oito meses a quatro anos de idade
    • 1968 - Inicia-se a vacinação com a vacina BCG
    • 1970 - Registros oficiais do Ministério da Saúde sobre casos de doenças preveníveis por vacinação:
    11.545 casos - poliomielite
    1.771 casos - varíola
    10.496 casos - difteria
    81.014 casos - coqueluche
    109.125 casos - sarampo
    111.945 casos – tuberculose
    1971 - Ocorrência no Brasil do último caso de varíola
    1973 - Criado o Programa Nacional de Imunizações – PNI
    • 1975 - Instituição do Programa Nacional de Imunizações - PNI e do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (Lei 6.259)
    • 1976 - Regulamentado o PNI
    • 1977 - Instituído em Portaria nº 452 o primeiro Calendário Básico e o Cartão de Vacinas com as vacinas obrigatórias para os menores de 1 ano de idade
    • 1992 a 2002 - Implantação gradativa nos estados da vacina dupla (sarampo e rubéola) ou tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
    • 1996 - Redefinição das estratégias de vacinação contra Hepatite B em menores de 1 ano de idade em todo o país e ampliação da faixa etária para 15 anos na Amazônia Legal, SC, ES, PR e DF
    • 1999 - Substituição da vacina TT pela dupla tipo adulto (difteria e Tétano) no calendário básico para a faixa etária de 7 anos e mais
    • 2002 - Introdução da vacina Tetravalente para os menores de 1 ano
    • 2003 – Atualização do calendário na faixa etária de 12 meses a 11 anos de idade
    • 2004 - instituído o Calendário Básico de Vacinação em Portaria de nº 597
    • 2004 - Campanha de Vacinação de Seguimento contra Sarampo Caxumba e Rubéola para as crianças de 12 meses a 4 anos, na qual foram vacinadas 12.777.709 crianças, 92.80% de cobertura vacinal
    • 2006 - inclusão da vacina contra o rotavírus humano para os menores de 6 meses de idade

    Disque saúde 0800 61 1997
    Ministério da Saúde - Esplanada dos MinistériosBloco G - Brasilia / DF
    CEP: 70058-900 - Fone: 3315-2425 - contato@saude.gov.br

     
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