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    Gustavo Galves
    Consultoria em Esttica e Cosmetologia, Cabeleireiro, Terapeuta Capilar, Massoterapeuta e Terapeuta Holstico
    e-mail: guhydracta@hotmail.com
    Fones: (11) 8334-1852

    terapias

    Fitoterapia – Efeitos e métodos de utilização

    Plantas são usadas a centenas de anos pela civilização. Data-se desde os tempos de ‘Ebers’ e Hipócrates. Utilizadas como meio de tratamentos de doenças, possuem efeito imediato pelo organismo seja por qual seja seu método de utilização. Na prática, utilizamo-las de vários modos, seja para uso estético ou terapêutico é sempre bom estarmos conhecendo um pouco mais sobre esta medicina fantástica deixada por Deus.

    Citei as formas mais comuns de utilização e preparação das plantas:

    1. CATAPLASMAS

    Preparações para uso externo, de consistência mole e compostas de pós ou farinhas diluídas em água, cozimentos, infusões, vinho ou leite. São preparados a quente ou, muito raramente, a frio.

    É obtido por diversas formas:
    1. Amassar as ervas frescas e bem limpas e aplicá-las diretamente sobre a parte afetada ou envolvidas em um pano fino ou gaze;
    2. Reduzi-las em pó, misturá-las em água, chá ou outras preparações e aplicá-las envoltas em pano fino sobre as partes afetadas;
    3. Pode-se ainda, utilizar farinha de mandioca ou fubá de milho e água, geralmente quente, com a planta fresca ou seca triturada.

    2. CONTUSÃO

    Consiste em colocar a substância dentro de um gral e fazer com que atue sobre ela a mão ou pilão perpendicularmente, com bastante força, para destruir a coesão das moléculas. A sustância deve obter a consistência de pó ou pasta.

    3. DECOCÇÃO

    É a fervura da substância, para dissolvê-la pela ação prolongada da água e do calor. Utilizada, sobretudo no caso das sementes de cereais, a decocção pode ser leve ou branda, carregada ou concentrada, conforme sua duração (de apenas alguns minutos a várias horas) e a saturação do líquido empregado.

    4. INALAÇÃO

    Na inalação é utilizada a combinação de vapor de água com sustâncias voláteis das plantas aromáticas. Para direcionar o vapor é utilizado um cone de papelão colocado sobre com a base maior voltada para o recipiente e a base menor voltada para cima. Normalmente esse processo é recomendado para problemas respiratórios.

    5. INFUSÃO

    Esse processo é indicado particularmente para as plantas aromáticas. A substância é colocada numa vasilha, que depois recebe água fervente e posteriormente é tampada. Após descansar por um certo tempo, a mistura é coada. O tempo de infusão varia de 10 a 15 minutos (para folhas ou flores) a várias horas (no caso de raízes).

    6. FILTRAÇÃO

    Seu objetivo é separar o líquido (solução, sumo, tisanas, tinturas, azeites, xarope) de certas partículas que se encontram em suspensão. Quando não se exige uma perfeita transparência do líquido, substitui-se a filtração pela coadura. Para a primeira utiliza-se papel de filtro e na segunda, emprega-se tecidos de lã, pedaços de algodão.

    7. MACERAÇÃO

    Neste processo, a substância vegetal é deixada em contato com o veículo (líquido usado para dissolver o princípio ativo, como por exemplo: álcool, óleo, água ou outro líquido extrator), em temperatura ambiente. O período de maceração depende do material a ser utilizado. Folhas, flores e outras partes tenras são picadas e ficam macerando por 10 a 12 horas, enquanto partes mais duras ficam macerando por 18 a 24 horas. Embora lenta, a maceração é um método excelente para obter o princípio ativo em toda sua integridade.

    8. SUCOS

    É um processo para ser utilizado imediatamente. Na preparação são utilizados frutos moles e maduros espremidos em pano ou folhas, flores e sementes triturados em liquidificador ou pilão. Nesses sucos podem ser adicionados água ou não.

    9. VINHOS

    São preparações que resultam da ação dissolvente do vinho sobre as substâncias vegetais. O vinho utilizado deve ser puro, com alto teor alcoólico; tinto para dissolver princípios tônicos ou adstringentes e brancos quando se deseja obter um produto diurético. O método para se obter vinhos medicinais é muito simples: adiciona-se 5g de uma ou mais ervas secas, bem limpos e picados para cada 100ml de vinho e macera-se em recipiente bem tampado e em local escuro, por um período de 10 a 15 dias, sendo agitado uma ou duas vezes diariamente. Depois de filtrado, o produto deve ser conservado em local arejado.

    10. TINTURAS

    A preparação de tinturas a partir de substâncias é um processo minucioso e delicado que consiste em misturar partes de plantas secas e dividas em álcool de pureza absoluta, onde o contato deverá ser mais ou menos prolongado para permitir uma melhor extração dos princípios ativos (8 a 15 dias).

    Para obter as tinturas deve-se:
    1. plantas frescas - utilizar a proporção de 50% em peso de plantas em relação ao álcool a 92ºGL, em volume, isto é, 500g de planta fresca em 1000 ml de álcool;
    2. plantas secas - usar a proporção de 25% em peso de plantas secas em relação à mistura álcool-água, na proporção de sete partes de álcool a 92ºGL e três partes de água destilada ou fervida, em volume, ou seja, 250g de plantas secas em 700ml de álcool a 92ºGL e 300 ml de água.

    Após a obtenção da tintura, filtra-se e o resíduo é espremido em uma prensa, para extrair o líquido que ainda esteja presente. As tinturas alcoólicas conservam os princípios ativos por muitos anos e são utilizadas em pequena quantidade para uso interno (puras ou diluídas) e externamente em maiores quantidades (puras ou diluídas).

    11. TISANAS

    Nome genérico dado às soluções, macerações, infusões e decocções preparadas com plantas medicinais. Quando a elas se agregam xaropes, tinturas, extratos ou outros ingredientes, as tisanas são chamadas de poções.

    12. TORREFAÇÃO

    Este processo possui dois objetivos: retirar a água de certas substâncias e submetê-las a um princípio de decomposição que modifica algumas de suas propriedades. O agente no processo da torrefação utilizado é o fogo. O café após a torrefação torna-se aromático, o ruibarbo perde suas qualidades laxantes e o ópio seu princípio viscoso.

    13. UNGÜENTO E POMADAS

    Tratamento imediato, podendo ser guardada por tempo determinado. É preparado através da mistura do suco, tintura ou chá da planta medicinal com vaselina ou lanolina. As pomadas e os ungüentos permanecem mais tempo sobre a pele, devem ser usados a frio e renovados duas ou três vezes ao dia.

    14. XAROPE

    Preparação de uso mais prolongado, usado principalmente para doenças da garganta, pulmão e brônquios. Para prepará-lo é necessário dissolver açúcar em água e aquecer até a obtenção de ponto de fio e depois acrescentar a tintura do vegetal na preparação.

    EFEITOS DAS PLANTAS

    1. Abortivo: provoca a eliminação do feto;
    2. Adsorvente: elimina os gases acumulados;
    3. Anticatarral: Inibe a formação de catarro;
    4. Antiespasmódico: evita ou alivia as cólicas e os espasmos (contrações musculares dolorosas);
    5. Antiflatulento: elimina os gases intestinais;
    6. Anti-reumático: combate o reumatismo e seus sintomas;
    7. Antitussígeno: inibe a tosse;
    8. Carminativo: elimina gases acumulados e favorece a digestão, diminuindo o inchaço abdominal, a flatulência e as dores;
    9. Catártico: o mesmo que laxante ou purgativo;
    10. Colagogo: favorece a eliminação do conteúdo das vias biliares;
    11. Colerético: contrai a vesícula biliar para a eliminação de seu conteúdo;
    12. Diaforético: provoca suor;
    13. Diurético: faz urinar mais, auxilia a eliminação de líquidos pelos rins;
    14. Drástico: purgante enérgico;
    15. Emenagogo: estimula a menstruação (não é o mesmo que abortivo);
    16. Emético: provoca vômito.
    17. Emoliente: suaviza, amolece uma inflamação;
    18. Estomacal: ajuda a digestão no estômago;
    19. Estomáquico: favorece as funções digestivas; tonificante do estômago;
    20. Expectorante: elimina a mucosidade do aparelho respiratório;
    21. Febrífugo: abaixa a febre;
    22. Galactogogo: aumenta a secreção do leite;23.Hemostático: estanca as hemorragias;
    24. Laxante: purgante de efeito brando, que induz a evacuação de fezes moles, não causando dor nem irritação intestinal;
    25. Mucolítico: bloqueia a produção de muco; pode ser anticatarral;
    26. Obstipante: prende os intestinos;
    27. Sudorífico: o mesmo que diaforético.

    CUIDADOS NO USO DAS PLANTAS

    Muitas vezes escutamos as pessoas recomendarem o uso de plantas medicinais dizendo: "Se bem não fizer, mal também não fará”. Infelizmente não é isso que ocorre, porque o uso inadequado de plantas pode muitas vezes não realizar o efeito desejado.

    O uso de plantas, quando efetuado com critérios, só tem a contribuir para a saúde de quem o pratica. Esses critérios se referem à identificação da doença ou do sintoma apresentado, conhecimento e seleção correta da planta a ser utilizada e uma adequada preparação.

    As plantas devem ser adquiridas, preferencialmente, por pessoas ou firmas idôneas que possam dar garantia da qualidade e da identificação correta. O ideal seria que as pessoas e instituições que fazem uso das plantas mantivessem o cultivo das espécies mais utilizadas.

    Vale ressaltar também o quão importante é a preparação das ervas, misturas, formulações devem ser feitas por profissionais qualificados e que tenham formação especifica para tal. Saber e conhecer não significa poder fazer, lembrarmos sempre que trabalhamos com vidas, e para isto temos que ter tal discernimento.

    Um abraço e muito sucesso!!!

    Gustavo Galves

     

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