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Publicado em 11 de Novembro de 2003 no site: Bemzen

No sentido de tornar a compreensão dos efeitos dos aromas de acordo com a AROMATERAPIA mais claros, classificamos pelos tipos já elaborados pela Natureza. Pode, a princípio, parecer estranho rotular uma pessoa como "tipo flor", mas haveria alguma poesia nisso, como não se pode negar. Entretanto, se classificarmos uma outra como "tipo especiaria", após o primeiro impacto em sua mente racional, dará para fazer uma idéia do que está se querendo dizer, ou seja, alguém que gosta de "glamour", festeira, ou ainda superficial. Na realidade, não estamos longe da primeira idéia que tivemos quando tentamos inferir do que se tratam os tipos acima referidos, porém se parássemos por aí estaríamos tornando nossas palavras inúteis, pois não levaria a maiores conclusões. Além do mais, lembremos que a linguagem simbólica mergulha em um nível muito mais profundo do que a mente racional, algo muito mais eficaz do que a lógica por si mesma.
Assim, pode-se correlacionar características de personalidades da Natureza Humana com a Natureza das Plantas, demonstrando que não deve-se ficar apenas com a primeira impressão, posto que seria preconceituoso e até injusto tanto com as plantas quanto com nós mesmos. Falo em Natureza das Plantas e em Natureza Humana sem com isso esquecer-me de que a Natureza é uma só e tem relações muito maiores do que a princípio imaginamos. Basta lembrar que o ser humano quando em um estado muito mais primitivo do que ora nos encontramos, bem como algumas religiões da antigüidade, curava-se com plantas, até cultuando algumas delas. Alguns ritos religiosos, até hoje utilizam-se de ervas para combater energias negativas. Podemos usar como exemplo a própria Igreja Católica que utiliza-se do incenso, que é uma mistura de ervas e resinas das plantas que já eram usadas no Antigo Egito.
A medicina, ou seja, a CIÊNCIA busca o princípio ativo dos remédios que curam os mais diversos males na NATUREZA das Plantas. Nossos avós, bisavós, principalmente as mulheres, a despeito de haverem estudado ou não, utilizavam-se de remédios caseiros cuja matéria prima encontravam em seu próprio quintal. De onde adviria este tipo de conhecimento, podemos perguntarmo-nos. Em qual livro, curso, ou universidade aprenderam que chá de quebra-pedra é excelente para os rins? Lembro-me de haver feito esta pergunta para a minha própria avó quando abaixava-se na rua para pegar entre uma pedra e outra um molhinho para fazer chá. À pergunta simples da criança: "Vó, como a senhora sabe que este matinho é bom para os seus rins?" Recebia como resposta algo mais simples ainda: "Ora, não sei. O que eu sei é que a minha avó já usava isto e ficou boa". Hoje, aliando Tradição Oral, pesquisas, cursos, etc., à curiosidade e imaginação infantil, que é nosso lado mais conectado à Natureza, ou Deus, resolvi compartilhar o que aprendi e experienciei.
FLORES
As flores encontram-se na parte superior das plantas, portanto consideremos como se fosse a cabeça em um ser humano. Apesar de utilizarmo-nos do coração como símbolo dos sentimentos, é ali na cabeça que pensamos, fazemos conexões, nos relacionamos com o mundo externo e interno. No mundo interno fazemos a conexão com o Divino, no externo com outros seres humanos e situações. Qual é a função da flor, poderíamos perguntar-nos. Quem respondesse enfeitar, não estaria errado, porém seria apenas a resposta óbvia, já que a função primeva delas foi a de exalar um determinado aroma, a fim de proteger a árvore de seus "predadores" naturais - insetos, lagartas.
Entretanto, estes acostumaram-se ao odor, devido à sua superexposição, passando a trabalhar num perfeito sistema de cooperação, como é o caso da polinização. Todo e qualquer elemento da Natureza, tem propriedades específicas, em um perfeito conjunto de aromas e formas. Assim, quando atrevemo-nos a comparar pessoas às plantas, não estamos apenas comparando suas formas, mas e principalmente suas propriedades e caráter. Peguemos como exemplo a lavanda. Num primeiro momento, atentemos para a sua cor, que segundo a cromoterapia está ligada à transformação, seu formato, em busca permanente da luz, voltada para o alto, e finalmente seu aroma fresco e acalentador, que causa-nos bem estar, ao contrário de alguns outros aromas, que são mais agressivos - que têm sua função específica, é claro. A lavanda trata a insônia, pois acalma e seu aroma balsâmico equilibra, colocando o organismo em seu próprio ritmo. Trabalha o bom humor, é contra enxaqueca, cicatrizante, e excelente contra queimaduras.
Seu óleo essencial é usado, além de para estes fins, para proteção contra energias negativas. Seu aroma é como um abraço amigo. É considerada como a Chama Violeta, não só pela coloração, mas pelas funções que tem em transmutar negatividades. É uma flor espiritual. Você conhece alguém assim? Por enquanto, ficaremos por aqui. Em nossos próximos encontros falaremos sobre os aromas das ervas, frutas, resinas, sementes, especiarias, com exemplos de suas propriedades curativas, suas personalidades e um pouco da história de cada uma destas espécies. Enquanto isso, tente descobrir, baseado nas informações acima, que tipo você é. Combina com as flores?
Qualquer curiosidade sobre o assunto, fiquem à vontade para contactar-me através dos e-mails: valeriatrigueiro@pwz.com.br ou valeriatrigueiro@bol.com.br
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