Há mais de 6 mil anos os egípcios já conheciam o poder das substâncias aromáticas e suas influências sobre a saúde do corpo, mente e espírito. Eles faziam maceração de plantas, obtendo óleos para massagens e cuidados com a saúde.
Foram os egípcios que compilaram a primeira farmacopéia que se conhece e, apesar de sua medicina ser impregnada de religiosidade e magia, eles possuíam um pensamento empírico, ou seja, usavam as essências a partir de experiências e do acúmulo de resultados práticos.
No início do século XVI, Paracelso, um médico suíço, considerado o pai da Farmaquímica, estudou a extração do que chamou "alma dos vegetais", recebendo posteriormente o nome de óleo essencial (OE).
Entretanto, os OEs, mais que a “alma dos vegetais”, são também impregnados de “aromas” que penetram no Ser via olfato, chegando em milésimos de segundos diretamente ao sistema nervoso central.
Aromaterapia é, portanto, a arte e a ciência de usar estes OEs naturais – extraídos de plantas, raízes, frutos, sementes e cascas – em tratamentos terapêuticos de cunho integrativo; ou seja, tais aromas tratam o corpo físico, mas também o emocional, o mental e o espírito.
Por tudo o que lemos até aqui, é absolutamente previsível que o OE de limão, faça parte importante do “kit pronto-socorro” da Aromaterapia.
Ele é tonificante, diurético, carminativo, digestivo e imuno-estimulante. Adstringente, desodorizante, anti-séptico, antibiótico e cicatrizante. Estimulante e antidepressivo, ao mesmo tempo calmante, sedativo, antiespasmódico e antiesclerótico.
Na Aromaterapia ele é útil para aliviar a dor de cabeça, quer se tenha um resfriado ou a mente exausta. Traz energia, ativa a circulação sangüínea e linfática, trata a celulite e aquece mãos e pés. Tônico geral, trata infecções - por ser bactericida e anti-séptico -, intoxicações (tanto renal quanto intestinal), digestão – por ser tônico e depurativo -, obesidade, problemas de pele, cansaços, depressão, câncer, sistema imunológico – ao estimular a produção de leucócitos -, reumatismo, resfriado, gripe e juntas inflamadas.
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O OE de limão atua no emocional estimulando o resgate da alegria de viver, pois ativa a consciência e válvulas de escape dos estados de ansiedade, depressão e desânimo; dispersa e refresca confusões emocionais e dúvidas.
Melhora o foco da consciência e da busca do autoconhecimento, clareando e elevando o intelecto.
Acalma, deixa o emocional mais leve. É um promotor eficaz do positivismo e bom humor, ao interromper situações e pensamentos de |
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má-vontade, negativismo e desistência. Ativa as atitudes mentais de persistência e determinação.
Encoraja, dá confiança e segurança. Ajuda a abrir o coração, aliviando medos e envolvimentos emocionais. Trabalha, em paralelo, a mágoa oculta ou reprimida. Enquanto o OE de laranja é um subproduto da indústria do seu suco, o OE de limão já é visto como um produto de importância maior. No Brasil ele é obtido pela compressão de suas cascas, mas na Europa existem alguns OEs de limão que são obtidos por arraste de vapor.
Na Europa a casca do limão-siciliano é a mais utilizada para tal extração, enquanto no Brasil cresce o uso do limão-tahiti. O Brasil é o maior produtor mundial de OE de laranja e o quinto do OE de limão.
Para a obtenção de 1 kg de OE de limão são necessárias as cascas de cerca de 2.500 limões. Trata-se de um líquido oleoso de cor amarela esverdeada pálida, que apresenta o inconfundível cheiro de limões frescos.
O componente químico que predomina (65%) é um aldeído chamado d-limoneno. Mas, na verdade, trata-se de uma mistura natural de diversos monoterpenos, entre eles, cerca de 10-20%, de pinenos e, aproximadamente, 10% de gama-terpineno.
Como funcionam os OEs?
Seu efeito pode ser observado simplesmente por inalação ou na aplicação de poucas gotas dissolvidas em óleo vegetal (jamais mineral) aplicados à pele. O nervo responsável pelo olfato tem uma ligação direta com os centros nervosos que controlam a emoção. Por essa razão é que seu efeito pode ser percebido rapidamente no físico, no mental e no emocional.
Aliás, o efeito terapêutico dos OEs via sistema nervoso central (SNC) costuma ser mais poderoso do que via metabolismo digestivo, motivo pelo qual sua aplicação é, principalmente, pelo olfato e/ou absorção cutânea e, raramente, pela ingestão. |