A ortomolecular visa o equilíbrio energético, metabólico e endócrino da pessoa
O termo ortomolecular provém de duas palavras gregas: Orto = equilíbrio e molecular = moléculas.
É baseada no princípio ditado por Linus Pauling. Desde 1960, podemos falar em saúde quando temos as moléculas de nosso organismo em constante equilíbrio.
Porém, quando esse equilíbrio é quebrado, determinando uma desorganização molecular, adquirimos a doença.
No Brasil, o conceito de Medicina Orotomolecular ingressou no âmbito da conduta terapêutica em abril de 1983, introduzida pelos doutores Tuffik Mattar e Efrain Olszewer, através dos princípios básicos da quelação. Após 12 anos, a terapia ortomolecular, associada aos conceitos de oxidologia (que se dedica ao estudo dos radicais livres), tem atingido patamares de tão alta expressividade que, nos últimos 3 anos, atingiu centros universitários, criando e motivando estudos científicos que determinam a importância dos conceitos ortomoleculares, assim como da correlação entre a produção de radicais livres e destes agindo como causa ou conseqüência de doenças degenerativas crônicas.
Mas o que são radicais livres?
Fenômeno que acontece utilizando o oxigênio como fonte principal de sua formação. Os radicais livres apresentam desvantagens enormes ao organismo quando a sua produção supera a capacidade antioxidante natural do organismo. E nessas condições poderão ocorrer situações patológicas desencadeadoras de situações degenerativas crônicas para os tecidos corporais.
Para os profissionais da área de estética, é importante levar em consideração o estado orgânico da cliente para avaliar o resultado final de qualquer terapia estética, indo de uma simples limpeza de pele à uma terapia para discromias, acne, celulite, gordura localizada, etc.
Auxiliam na formação de radicais livres:
- Poluição
- Cigarros
- Stress
- Café em excesso
- Alimentos embutidos
- Exercício físico de modo indevido
Uma forma básica de diagnose para identificar os níveis de radicais livres é o HLB feiro através de uma gotícula de sangue através do microscópio.
As fotos a seguir mostram os níveis de radicais livres na gota de sangue. Os radicais livres são os pontos brancos nas fotos.

Grau I – de 0 a 10% de Radicais Livres – Stress Oxidativo Normal

Grau II – De 10 a 20% de Radicais Livres – Stress Oxidativo Leve

Grau III – De 20 a 30% de Radicais Livres – Stress Oxidativo Moderado

Grau IV – De 30 a 40% de Radicais Livres – Stress Oxidativo Grave

Grau V – Acima de 40% de Radicais Livres – Stress Oxidativo Muito Grave
Diante do quadro de diagnose irá se analisar outros fatores para que, através da ortomolecular, possa se restabelecer o equilíbrio e aumentar a eficácia da terapia que o profissional está utilizando em sua cliente.
A Vitamina C tópica age somente no nível de pele. Mas há a necessidade de um antioxidante via oral para se manter a qualidade dos resultados. Como é o caso da Vitamina C em comprimidos junto com Vitamina E (que jamais deve ser ingerida isoladamente).
Além das reposições, há também a necessidade de se avaliar o terreno da pessoa para se saber que oligoelemento poderá ser administrado de forma a equilibrar a cliente.
Enfim, a ortomolecular é um campo vasto que necessita de estudos adequados para ser bem compreendida e utilizada de forma consciente.
Não basta apenas utilizar produtos contendo ortomolecular, mas entender quais as necessidades de cada pessoa, uma vez que somos seres complexos e diferentes uns do outros, e que nos encontramos sempre em momentos diferentes de nossa vida.
Minerais, vitaminas, aminoácidos, etc., em excesso, podem gerar, a longo prazo, desequilíbrios indesejáveis.
Mais uma vez, estudar mais sobre o assunto é de suma importância ao terapeuta.
Indicações para Estudo
- Tratado de Medicina Ortomolecular e Bioquímica Médica – Dr. Efrain Olszewer – Editora Ícone – 3ª Edição.
- Microscopia Ótica como Método de Medida de Radicais Livres - Dr. Efrain Olszewer – Editora Ícone – 2ª Edição.
- Tabela de Composição Química dos Alimentos – Guilherme Franco – Editora Atheneu – 9ª Edição.
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